DEIXA ELES PRA LÁ! Homem forte do futebol azulino recusa Rogério Belém, mesmo com torcedores pagando parte de seus salários
Os que gostaram da notícia
divulgada maciçamente ontem por emissoras de rádio da
capital de que o veterano meia-atacante Rogério
Belém, de 32 anos, poderá voltar ao Remo, um aviso do
coordenador de Futebol do clube, Sérgio Papellin: não
há dinheiro para pagá-lo. Outro detalhe: quem se
dispor a bancar a contratação não deve apenas
manifestar vontade ou jurar contribuição.
“A associação ou outra entidade que quiser
trazê-lo ou outros jogadores têm de passar dez cheques
para garantir o pagamento dos salários, porque o Remo
não vai se responsabilizar”, disparou o dirigente, que
aproveitou para dizer que sequer o nome de Rogério
Belém foi ventilado pelos lados do Baenão.
“Ninguém nem falou dele aqui”, garantiu o homem
forte do Leão.
Sérgio Papellin considera um risco a promessa de pagamento
de jogadores caros quando não há garantia
palpável para honrar o compromisso. Sem papas na
língua, ele chegou a dizer que o Remo não faria uma
transação como a que viabilizou a chegada do
técnico Givanildo Oliveira e o meia-atacante Luis
Mário à Curuzu.
“ Se começarem a perder e o Paysandu não ganhar
um turno, de um grupo de 30 colaboradores nem todos vão
continuar ajudando e a dívida vai ficar. Para mim, esse tipo
de negócio é balela”, criticou. O
técnico Bagé, no entanto, em entrevista à
Rádio Clube, elogiou o meio-campista. “É um
jogador de muita qualidade, respeitado não só aqui,
está numa condição boa e que poderá nos
ajudar”, opinou.
J.R.RODRIGUES
SÓ
O COMEÇO
Aos poucos, Bagé desenha time ideal
Enquanto espera pela
confirmação de mais amistosos para o Remo, o
técnico Bagé dirigiu ontem mais um coletivo e fez
várias experiências técnicas e táticas
na equipe titular, que novamente atuou com os zagueiros Diego
Barros, Gustavo e Anderson Seffrin – só que com
diferenças na postura do trio.
No laboratório do gaúcho, que tem fama de
estrategista, Barros, de 1,86 metro e que sabe conduzir bem a bola,
jogou quase como um primeiro ala, dando mais liberdade para o
especialista da posição, Carlão, ir mais
à frente. Portanto, os gigantes Gustavo, de 1,92 metro, e
Anderson Sefrin, de 1,90, permaneceram “fixos”.
Pelo lado esquerdo houve semelhanças de posicionamento com o
volante Marlon, dando proteção ao lateral Castiano,
que gosta de apoiar o ataque. A rigor, segundo o próprio
Bagé, o time movimentou-se somente com um volante
propriamente na contenção: Zé Luís. Num
primeiro momento do coletivo, Toninho e Barata foram os
encarregados pela criação, mas o canhoto apoiador
Everton, que fez um belo gol, e o atacante Garrinchinha deram mais
rapidez e leveza ao conjunto. Garrinchinha, com dribles e
velocidade, foi destaque.
OPONENTE – A seleção de
Maracanã poderá ser o “sparring” do Remo
sábado à tarde no Evandro
Almeida. A definição poderá ocorrer na
manhã desta sexta-feira ou até o final do dia. Hoje,
o plantel treinará duro em dois períodos, mas ganha
folga no domingo. (J.R.R.)
ROUBADA?
Chineses querem Diego Barros
A cada dia que passa está
cada vez maior o risco de o Remo perder o zagueiro Diego Barros, um
dos poucos destaques do time na reta final da Série B do
Campeonato Brasileiro. Se antes fora procurado por alguns clubes
brasileiros, a ameaça desta vez é estrangeira. O
jogador, de 25 anos, foi comunicado ontem por seu
empresário, o ex-beque da Seleção André
Cruz, que um time chinês, não revelado, está
interessado em contratá-lo com salários anuais que
somam em torno de US$ 240 mil.
Com a situação contratual praticamente fechada com o
Leão, Diego confessou que a proposta o fez balançar,
mas que deverá continuar em Belém. “Estou
acreditando muito no projeto do ‘professor’ Bagé
e me sentiria agora bastante envergonhado em virar as costas para
ele ou à torcida, que gosta bastante de mim e do meu
trabalho”, disse o atleta ontem à tarde ao Bola.
Antes, o defensor recebeu convite do Mirassol (SP), América
(RN) e foi sondado pelo Náutico.
Diego revelou que pesa em sua vontade de ficar no Baenão o
fator vitrine. “Primeiro quero fazer um bom Campeonato
Paraense e Copa do Brasil pelo Remo, que é um clube de
tradição no País. Quando tiver de sair, que eu
seja bem valorizado para firmar um bom contrato dentro ou fora do
Brasil e que dê condições de poder ajudar a
minha família”, explicou o zagueiro. (J.R.R.)
PODEM CONTRATAR
Xerife não teme“ máquina” bicolor
Diego Barros
previu muitas dificuldades com o novo time do Paysandu logo no
primeiro clássico, que poderá ser antecipado de
março para fevereiro. A contratação do
meia-atacante Luis Mário pelo maior rival não passou
em branco pelo xerife. No entanto, nada que o impressione.
“É um jogador de qualidade que precisa ter uma
atenção especial, mas independente de quem for jogar
na outra equipe temos de fazer o máximo pelo Remo”,
disse ele, que não se preocupa que o Leão, cheio de
anônimos, possa enfrentar o adversário com
vários medalhões.
“Nesse time que o Bagé está formando há
jogadores que estão querendo vencer e, pelo que já
observei nos treinamentos, têm grande potencial”,
observou. Ele citou como exemplo o meia-atacante Lenilson que, na
sua opinião, é um reforço que a torcida
azulina vai gostar. “Joga demais: ajudará muito a
gente”, aposta ele, que prevê um entrosamento
satisfatório com os novos colegas no miolo-de-zaga.
“Eu, o (Anderson) Seffrin e o Gustavo vamos estar bem
até a estréia”, prometeu.
Ontem à tarde, durante coletivo no Baenão, o zagueiro
levou um forte baque na canela durante o treino específico
de ataque contra defesa e deixou a comissão técnica
preocupada. Depois do atendimento médico, ele continuou
queixando-se de dores e teve de fazer tratamento com gelo.
“Subiu um caroço (hematoma), mas amanhã espero
treinar normalmente”, disse. (J.R.R.)
(fonte: O Diário do
Pará)
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