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Leão sai à caça de mais dois atacantes  (Últimas do Leão) escrito em segunda 21 janeiro 2008 12:22

Depois de importar 14 jogadores, que se juntaram aos remanescentes do elenco de 2007, o Remo, do técnico Bagé, ainda não se dá por satisfeito. O clube ainda deve trazer, no mínimo, mais dois atletas, que fechariam o ciclo de aquisições para a temporada. Os reforços pretendidos são para o ataque, setor que o treinador considera carente no grupo. Desde a reapresentação do time, no Baenão, no início do mês, que o coordenador Sérgio Papelim vem fazendo contatos em busca de fechar as contratações. Mas está difícil encontrar os jogadores que se enquadrem no orçamento do clube e tenham o perfil exigido por Bagé.

O comandante remista já deixou claro que pretende contar com jogadores experientes, que venham para o Baenão como solução. 'Não adianta trazer quem ainda venha para ser avaliado', disse. 'Não há mais tempo para isso, o campeonato está cada vez mais perto', lembrou. O grande entrave para a contratação das peças pedidas pelo treinador continua sendo a falta de dinheiro nos cofres azulinos. Alguns jogadores foram sondados por Papelim, mas a pedida feita por eles foi além do valor estabelecido pelo clube.

Dois nomes que chegaram a entrar em evidência no Baenão foram os de Reinaldo Aleluia, ex-Brasiliense-DF, e Marco Antônio, ex-Santa Cruz-PE. Mas o primeiro acertou sua ida para o Bahia-BA e o segundo foi para o ABC-RN. 'Esses foram os dois jogadores mais cotados', afirmou Papelim. 'Mas também procuramos outros atletas do mesmo nível, que pediram acima do que podemos pagar', revelou o funcionário remista.

Papelim se nega a informar o valor dos salários fixados pelo clube para os jogadores desejados. 'Não podemos determinar essa questão salarial. Cada caso é um caso. Isso varia muito de atleta para atleta', justificou o coordenador. Embora a bola comece a rolar pelo Parazão dentro de menos de um mês - começa no dia 9 de fevereiro -, Papelim ainda tem esperança de que os reforços pretendidos pelo técnico Bagé cheguem ao Baenão a tempo de participar da estréia do time na competição nacional.

O coordenador salienta que os clubes europeus estão fechando suas últimas contratações e, com isso, devem sobrar bons jogadores no mercado nacional. 'Muitos jogadores de qualidade alimentam o sonho de ir para o exterior, mas muitos deles devem mesmo continuar por aqui. Pode ser que alguns desses acertem com a gente', disse Pappelin, que tem se utilizado de todos os meios para encontrar os reforços pedidos por Bagé. Ele tem consultado bastante a Internet e feito inúmeras ligações telefônicas para tentar descobrir jogadores disponíveis no mercado.

Novatos ainda precisam vencer desconfiança da torcida

Enquanto outros setores do elenco do Remo contam com jogadores em excesso - é o caso do meio-campo - no ataque a carência do grupo é facilmente percebida. Das 14 contratações feitas pelo Leão, este ano, apenas o maranhense Roni, de 21 anos, e o paraense Garrinchinha, de 28 anos, chegaram ao Baenão com a missão de balançar a rede dos adversários. Mas o próprio técnico Bagé, responsável pela indicação do atleta, adimite que Roni ainda precisa ganhar maturidade. 'Ele é um jovem jogador, revelação do futebol do Maranhão, que pode até não entrar de cara no time, mas que terá importância no grupo', afirmou o treinador do Leão.

Roni reconhece que ainda não conta com um currículo à altura de grandes estrelas que vestiram a camisa azulina, como o atacante Fábio Oliveira, que conquistou o coração da nação azulina em 2007 com os gols que marcou na Série B do Brasileiro. 'Essa é a minha primeira experiência em um clube de massa', admitiu Roni, que começou a carreira nas divisões de base do Moto Clube-MA, passando depois pelo Comerciário e Americano, ambos do Maranhão. No último estadual maranhense, o atacante marcou apenas dois gols.

'Não era titular, entrei em alguns jogos', contou o atacante, tentando justificar o número de vezes que sacudiu a rede dos adversários. Embora não conte com a maturidade requisitada para se tornar 'xodó' da exigente torcida remista, Roni espera fazer fama no futebol paraense. 'Vou trabalhar para me tornar titular e agradar à torcida do Remo', prometeu. Nos primeiros coletivos do time, no entanto, o jogador não apareceu entre os titulares, sendo preterido pelo treinador, que preferiu optar pela improvisação dos meias Marcelo Troisi e Lenílson como atacantes.. Só no coletivo da última sexta-feira foi que Roni teve a oportunidade de atuar na formação principal. Isso em função de Troisi estar entregue ao DM.

Já o atacante Garrinchinha começou a temporada treinando entre os reservas. Mas nos dois últimos coletivos, o jogador foi testado no time titular e agradou em cheio aos torcedores. O ex-jogador da Tuna parece ser um forte candidato a assumir a condição de titular do Leão.

'Vestibular' atrai jogadores de outras regiões para o baenão

A carência de atacantes no elenco remista tem provocado um verdadeiro 'vestibular' no Baenão, com alguns jogadores se habilitando para ganhar um contrato com o clube. Mas os candidatos, a julgar pela insistência do técnico Bagé em trazer dois jogadores para a posição, parecem não ter agradado o treinador. Sílvio Grego e Emerson Bala são alguns dos 'vestibulandos' em busca de uma chance no elenco remista. O primeiro veio do Rio Grande do Sul, por conta própria, enquanto Bala chegou ao Leão apadrinhado pelo presidente do Conselho Deliberativo do clube, Pedro Lima. Ambos têm treinado no time reserva.

Grego, de 25 anos, diz ter começado a carreira nas divisões de base do Grêmio-RS, passando depois pelo maior rival gremista, o Internacional-RS, além de ter rodada, segundo ele, por várias equipes do interior gaúcho. O jogador conta que aceitou o desafio de encarar a estrada por acreditar que pode conquistar seu espaço no Baenão. 'Tomara que eu consiga ser aprovado pelo professor (técnico), já que a minha meta é jogar com a camisa do Remo', disse.

Bala está de volta ao Baenão depois de sete anos de ausência, tempo que ele percorreu vários clubes locais de menor porte, como o São Raimundo, de Santarém, último deles. O jogador, que começou a carreira nas divisões de base do Leão, ganhando oportunidade como profissional na época do técnico Paulo Bonamigo, acredita que conseguirá demover Bagé da necessidade da vinda de atacantes de fora para o clube. 'Tenho confiança no meu futebol. Estou voltando agora para o Remo com muito mais experiência', afirmou. 'Sei que posso ser últil ao grupo', diza o atacante, de 28 anos. Além de Grego e Bala, Sandro é outro atacante que passa por teste no clube. Jaílton, vindo de Macapá-AP, já foi liberado.

Em busca de soluções, Bagé improvisa durante treinamentos

Sem contar ainda com os dois atacantes que pediu à diretoria, o técnico Bagé vai tentando se arrumar com o que tem em mãos. Nos primeiros coletivos que comandou, no Baenão, o treinador teve de partir para o improviso, lançando mão de jogadores de meio-campo no papel de atacantes. Lenílson e Marcelo Troisi, ambos vindos do futebol do Maranhão, fizeram as vezes de 'matadores'. Pelo menos o primeiro não decepcionou, marcando dois gols no treinamento. Mas, após a movimentação, Lenílson voltou a afirmar, como já havia feito em sua chegada a Belém, que não é atacante. 'Sou um meia que gosta de jogar lá na frente auxiliando os homens de frente', disse.

Mesmo sem ter balançado a rede do time reserva, Troisi, que participou de apenas um dos dois coletivos ministrados por Bagé - ele está lesionado na coxa - mostrou uma boa movimentação. Contudo, da mesma maneira que Lenílson, o ex-jogador do Imperatriz-MA diz que o seu forte está na armação das jogadas, uma espécie de 'garçom' dos atacantes. 'Sempre joguei como meia', contou. 'Gosto de jogar do meio para a frente, ajudando os jogadores de ataque', explicou o meia, que cumpria essa função em sua ex-equipe, o que pôde ser visto pelos torcedores paraenses por ocasião da Série C do Brasileiro de 2007, quando ele esteve em Belém defendendo o 'Cavalo de Aço'.

Lenílson, apesar da idade, já conta em seu currículo com passagens por alguns clubes do Nordeste, entre eles, o Treze-PB, Sergipe-SE e CRB-AL. O apoiador também já defendeu o Mac-MA (2004), Mineiros-GO, Moto Clube-MA e América-SP (2005), onde trabalhou com o exigente treinador Roberval Davino, campeão brasileiro da Série C pelo Remo. Embora tenha habilidade para ludibriar seus marcadores, falta ao meio-campista um dos requesitos básicos exigidos de qualquer atacante: altura. O jogador tem menos de 1m70.

Já o paulista Troisi é bem mais experiente, já tendo passado por alguns clubes de ponta do futebol brasileiro, como o Santos-SP, onde começou a carreira, e Corinthians-SP. O jogador conta, ainda com experiência internacional, tendo atuado na Grécia e na Arábia Saudita. 'Mas sempre joguei como meia', afirmou Troisi, que, a exemplo de Lenílson, também chegou a marcar gols em suas ex-equipes.

(fonte: Jornal Amazônia-pa)

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