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Gerson Nogueira  (Colunas e Blogs) escrito em terça 22 janeiro 2008 12:46

As limitações dos sócios

Como a terça-feira é tradicionalmente dedicada aos pitacos do torcedor, abro espaço para o comentário de Lucas Felgueiras, ainda a propósito do papel dos sócios na condução de um clube de futebol. Ele discorda quanto à parcela de culpa (ou omissão) dos associados quanto ao que vem ocorrendo no Remo e responde aos pontos de vista do leitor Antonio Oliveira, cujas opiniões foram expostas na coluna de ontem.
Mesmo desestimulado com o futebol paraense, pelas razões óbvias, Felgueiras diz que não conseguiu se conter depois de ler sobre o posicionamento de Antonio Oliveira. “Não sei se o sr. Oliveira imagina que podemos (os sócios) fazer, mas alguém devia lembrá-lo (ou até mesmo informá-lo, caso ele tenha se associado recentemente), que infelizmente o sócio não passa de um torcedor comum que contribui mensalmente com R$ 30,00 com o clube. O único direito que essas poucas pessoas (devido à inadimplência, hoje em dia não passam de 500) têm é deixar de pagar suas mensalidades. Devido ao tratamento que obtemos por parte da direção do Clube do Remo, imagino que nem essa atitude os incomoda (não é segredo para ninguém, que profissionalismo passa longe do Leão Azul)”.
Segundo Felgueiras, a exemplo do torcedor comum, o sócio também não vota para presidente (mas sim para o Conselho, e este sim define o presidente). “Talvez seu leitor deva ler o estatuto do clube antes de falar a respeito e imputar parte de todo esse amadorismo que assola nosso clube a pessoas que estão tão magoadas com os rumos do Remo quanto ele”, acrescenta. Nesse aspecto, pelo que entendi das observações de Oliveira, há plena consciência das limitações do associado, tanto que propõe que o voto passe a ser direto para escolha do presidente.
Quanto à proposta de afastamento de Raimundo Ribeiro, Felgueiras lembra que, “quando alguns associados, liderados pelo ex-vice-presidente Guto Hage tentaram agir há alguns meses, ouviram vários ‘é hora de se unir em torno do clube’, ‘esses rachas só servem para atrapalhar’ etc.”.
Marcelo Batista critica a preferência por clubes de outras plagas. “Torcedor comum com bandeiras e camisas de clubes de outros Estados é a forma mais clara de provincianismo. No último domingo achei que estava em pleno Rio de Janeiro, já que vi tantas bandeiras e camisas de clubes daquele Estado em nossa cidade. Acho, também, que a culpa de tal fato se deve aos programas esportivos, pois, em muitos deles há até comentários sobre a rodada dos campeonatos do Rio e S. Paulo”. Bem, a opinião é livre e não censuro ninguém, mas todos sabem de minha posição. Acho que torcer é algo tão pessoal e íntimo, acima de questões gráficas, que ninguém tem o direito de palpitar.
Já o baluarte Eliel Dias Fernandes escreve para elogiar o caderno Bola Especial Coquetel Anticrise. “É incrível que esses aprendizes de dirigentes não tenham ou não queiram ter essa percepção que vocês da imprensa esportiva (DIÁRIO DO PARÁ) têm. Pra mim, isso é burrice, sinceramente. Vocês estão de parabéns. Um abraço”.
E o Jorge Martins, do Reduto, espectador do Bola na Torre, também destaca a edição especial do Bola: “Quero dizer que há muito não lia algo tão esclarecedor no jornalismo esportivo de Belém. O trabalho sobre a crise do nosso futebol tocou em todas as feridas que estão abertas e humilham o mais passivo torcedor. Aplausos, pois sei que de algum modo o que o Bola na Torre faz tem uma mesma linha esclarecedora, que somente nossos dirigentes lambanceiros não conseguem enxergar”.

(fonte: O Diário do Pará)

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Gerson Nogueira

  • mailtoromison rabello

    Seg 01 Set 2008 02:11

    Sou Azul até no Sangue

  • mailtorodolfo maneschy

    Sáb 23 Ago 2008 16:41

    eu como grande torcedor azulino sofro quando penso na situação em que estamos espero que os dirigentes pensem melhor pois o clube do remo será eterno