Num amistoso conturbado
e sem nenhum policiamento, o Remo sentiu na pele ontem à
noite, contra o Vila Rica/Cametá, como será
difícil enfrentar fora de casa os emergentes que investiram
pesado na briga pelo título do Campeonato Paraense 2008. No
Estádio Parque do Bacurau, que não foi liberado para
sediar qualquer partida pelos órgãos de
segurança, o Leão passou por maus bocados e perdeu de
virada por 3 a 2. De início, o time da capital reclamou
muito do trabalho do árbitro Lázaro Joel, que chegou
a marcar um gol inexistente no final do primeiro tempo, quando o
Leão vencia por 1 a 0, tento contra do ex-azulino Rodrigo. A
bola foi cruzada para a área de Adriano pelo atacante
Jaílson, enganando o apitador na descida, que apontou para o
meio-campo.
Lázaro foi acusado também de inverter faltas, de
aplicar cartões somente contra os remistas e ter expulsado
injustamente o volante Maurício Oliveira num lance com o
zagueiro Tonhão. O cabeça-de-área reclamou que
foi agredido com um soco na boca e o mediador ainda o expulsou. O
tom dos primeiros 45 minutos foi de muita disputa e
marcação. Mas não foram apenas os visitantes
que protestaram contra Lázaro Joel, que é da liga do
município. O técnico Fran Costa disse que ele deixou
de marcar dois pênaltis claros a favor de sua equipe.
No segundo tempo, com um
homem a mais e acostumado com o gramado em péssimo estado, o
Cachorro Doido, já com o meia Rogério Belém em
campo, chegou ao empate aos 3 minutos com Jaílson, que
aproveitou lance de escanteio. Embalado, os donos da casa viraram o
placar quatro minutos depois com o veloz Patrick. Lançado em
profundidade por Rogério Belém, o ex-bicolor encheu o
pé, sem defesa para o goleiro Adriano. O Vila
Rica/Cametá fez pressão e perdeu grandes
oportunidades com o próprio Patrick, Américo,
Tetê e principalmente Rogério.
Mas como quem não faz, leva, o atual campeão paraense
chegou ao empate na raça com Anderson Seffrin, que
aproveitou cobrança de falta de Everton Cruz, concluindo
numa forte cabeçada: 2 a 2, aos 24 minutos. Apesar de jogar
de igual para igual, tendo deixado o esquema 3-5-2 para o 4-4-2, o
time de Bagé não estava em dia de sorte. Patrick
terminou como herói ao mandar para a rede aos 40 minutos.
Ele finalizou de cabeça, vencendo o goleiro Alencar
Baú.
No final do jogo, o técnico Bagé disse que vai tirar
muitas conclusões do revés. “Valeu
demais”, adiantou, tentando tranqüilar a torcida. O
gaúcho lembrou que o Remo encontra-se num estágio de
preparativos, mas que está certo de que fará uma
campanha vitoriosa no Estadual e na Copa do Brasil. O comandante
azulino elogiou o rival, campeão da primeira fase, dizendo
que “é um time que corre, que
pega”.
J.R.RODRIGUES
JUSTIÇA NA PARADA
Promotora barra amistoso em Capanema
No Sábado
Gordo de Carnaval, 2 de fevereiro, o Remo queria entrar com o bloco
em campo, mas a titular da 3ª Promotoria de Justiça de
Capanema, Regiane Brito Corrêa Ozanan, vetou o amistoso
programado com o selecionado de Capanema no Estádio Leandro
Pinheiro. O jogo, com previsão de casa cheia, estava
confirmado para as 16 horas.
No ofício 034/2008, emitido com a data de ontem para a
Federação Paraense de Futebol (FPF) e à
própria liga do município, ela justificou a
decisão afirmando que o local do duelo não oferece
condições de segurança satisfatórias.
Os organizadores da partida em Capanema, no entanto, prometem
ingressar com pedido de liminar para ratificar o amistoso.
Seria o terceiro jogo-treino da pré-temporada do Leão
antes da estréia no Campeonato Paraense, dia 9 de fevereiro
contra o Pedreira no Mangueirão. O cancelamento desagradou
à comissão técnica, que perde a chance de
entrosar mais a equipe. O departamento de futebol do clube
também não gostou da determinação
judicial, que deixa o Leão sem uma cota financeira
importante num período sem outra saída mais
rápida de arrecadação. (J.R.R.)
Comentários