Fonte: (Amazonia Hoje.)
A quarta-feira não foi muito boa no Baenão. O dia começou com um fato inusitado e terminou com uma notícia que provocou alvoroço. Pela manhã, o técnico Samuel Cândido não pôde comandar o coletivo-apronto para a estréia na Série B porque não havia uniformes para os jogadores. À tarde, o atacante Landu recebeu a notícia de que não poderá estrear amanhã na Série B do Campeonato Brasileiro.
Em pequena quantidade e molhado, o material esportivo pela manhã estava impróprio para ser usado pelo elenco remista. Os jogadores, então, foram mandados de volta para casa. Mas o pior estava reservado para a tarde.
Com as roupas secas - o que não faria diferença, pois o treino foi realizado sob forte chuva -, a equipe titular trabalhava normalmente, com a confirmação da permanência de Estéfani na lateral esquerda e de Magrão na zaga. A tranqüilidade foi interrompida com a notícia do impedimento de Landu de enfrentar o Barueri-SP amanhã à noite. Seu substituto será Edilson, contratado junto ao Castanhal.
Landu saiu de campo transtornado e reclamando do que considerou 'amadorismo' por parte da diretoria do clube. 'Estou muito chateado, não porque não vou jogar e sim por causa desse amadorismo. Primeiro me disseram que eu não jogaria, depois que estava tudo certo comigo e, em pleno treinamento, agora não posso jogar', disse.
'O Remo é um clube de respeito e não pode ser assim. Além de tudo, prejudica o jogador. Hoje sou eu, amanhã pode ser outro. Fico chateado e quando estou assim só penso em besteira, em sair quebrando tudo o que tem na minha frente', completou Landu.
Expulso por ter ironizado com aplausos a marcação de falta de um assistente na partida contra o Paulista-SP, pela Série B do ano passado, Landu foi julgado e punido com três jogos de suspensão, sem a 'detratação do impedimento automático', ou seja, sem que fosse computada a partida subseqüente à expulsão. O atacante cumpriu três e terá que ficar de fora de mais uma.
'Tiveram todo o Campeonato Paraense para tratar desse assunto e não pensaram nisso. Não sou moleque, não! É uma situação muito chata. Acho que o Remo quer subir para a Primeira Divisão, não cair para a Série C ou Z. São coisas que têm que mudar', completou Landu.Prudência na decisão
O que intriga no caso de Landu é que um dia antes a diretoria do Remo havia sido informada pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) que não só Landu como vários jogadores estavam aptos a jogar na estréia no Brasileiro.
No entanto, o departamento jurídico do clube foi consultado sobre o assunto. O advogado Roberto Xerfan, que tratou do assunto na época, mas hoje não trabalha mais no clube, foi solicitado a dar sua opinião e aconselhou prudência por parte do Remo.
'Me ligaram hoje (ontem) do Remo e o entendimento que tenho agora é o mesmo do ano passado. O jogador foi punido por quatro jogos, sem o abatimento da partida automática. Ou seja, ele cumpriu três e tem que cumprir mais uma', afirmou. 'As penalidades em competições nacionais não são cumpridas em competições estaduais, a menos que seja, por exemplo, uma punição por tempo e não por jogos', completou Xerfan.
O advogado disse que não tomou conhecimento de nenhum comunicado do STJD e que mesmo que ele tenha acontecido acredita que pode ter havido um erro. 'Não estou sabendo de nenhum documento do STJD. É necessário que o clube procure saber se houve alguma revisão de pena, o que desconheço. Tenho a impressão de que quem redigiu esse documento desconhece a não contagem do jogo da suspensão automático', completou.
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