Dirigentes de Remo e Paysandu discutem estratégias para controlar a entrada do público nos estádios.
A evasão de
renda nos jogos do Parazão tem tirado os dirigentes do
sério. Na disputada partida entre Remo e Castanhal, no
último sábado, as diretorias de ambos os clubes
saíram do Modelão revoltadas com o público
anunciado, de 2.278 pagantes. Com capacidade para 5 mil pessoas, o
estádio Maximino Porpino estava praticamente lotado. As
queixas devem ser discutidas hoje, em reunião marcada pelos
dirigentes de Remo e Paysandu. Será montada uma
estratégia para o controle sobre a entrada de público
no Re-Pa do próximo domingo seja mais incisivo.
O presidente azulino, Raimundo Ribeiro, fez duras reclamações a respeito da quantidade de credenciados presentes no duelo. 'Eles acham que somos imbecis. Mesmo com aquela quantidade de pessoas, saímos de Castanhal sem receber nenhum centavo. Alguém vai ter de pagar essa conta', disparou. O dirigente culpou a má distribuição das credenciais pela Federação Paraense de Futebol e pela Seel pela baixa renda. 'A Seel distribui credenciais para deputados. Que eles comprem camarotes, então!', acusou Ribeiro.
Após a partida, o diretor de futebol do Castanhal, Wanderlei Melo, lembrou que foram postos à venda 4.200 ingressos. Nem a renda nem o público foram condizentes com esse número. 'Revolta-nos o fato do estádio estar lotado e constatarmos que o público anunciado foi de pouco mais de duas mil pessoas', desabafou.
Apesar das reclamações, o presidente do Remo manteve a promessa de começar a quitar os salários atrasados ainda nesta semana. Raimundo Ribeiro deve pagar os atrasados de fevereiro até sexta-feira e, depois do Re-Pa, honrar os outros meses. O dinheiro usado para pagar a folha do Remo, segundo Ribeiro, não virá das rendas de jogos. 'A partida contra o Castanhal foi o quarto jogo do campeonato em que não recebemos nada. E os torcedores ainda me chamam de ladrão. Fui humilhado pela Remoçada, supostamente ‘extinta’ pelo Ministério Público. A torcida grita e acusa, mas não entra dinheiro, o que posso fazer? Só se tirar o Remo do campeonato', disse o presidente. O clube deve recuperar antigas parcerias e, ainda neste mês, resolver parte da crise financeira que assola o Baenão.
Por problemas familiares, Anderson Seffrin vai deixar o leão
O zagueiro Anderson Seffrin vai mesmo deixar a Toca do Leão. Na semana passada, o jogador pediu dispensa à comissão técnica e à diretoria do Remo para cuidar do pai, que sofreu acidente de carro no Paraná. O presidente Raimundo Ribeiro, na última sexta-feira, tentou demover Seffrin da idéia de ir embora. O dirigente está preocupado com o desfalque na zaga do time, que só vai contar com Diego Barros e Da Silva. Seffrin, porém, não concordou e pediu dispensa do clube amigavelmente.
'Queria que continuasse, mas ele pediu para ficar com o pai e vamos acertar a saída dele nesta semana', contou Ribeiro. O zagueiro aguarda apenas o acerto financeiro para ir embora. Até agora, Seffrin recebeu apenas o salário de janeiro e metade dos vencimentos de fevereiro. 'Meu pai teve um acidente de carro e preciso estar ao lado dele. Outras coisas que aconteceram me fizeram tomar essa decisão. Conversei com o Artur e com o (Sérgio) Papellin e eles entenderam minha situação', contou o defensor.
A saída do atacante Roni e do meia Júnio Negrão, afastados dos treinos há duas semanas e acusados de vandalismo, também está praticamente encaminhada. 'Estamos acertando. Só não vamos fazer o que eles querem. Não temos dinheiro e a saída é fazer acordo', contou Raimundo Ribeiro. O presidente quer evitar que os dois jogadores recorram à Justiça do Trabalho, como fez o volante Zé Luís, também dispensado. 'Esse garoto entrou dois tempos, foi expulso e, agora, quer levar R$ 76 mil reais do clube', comentou.
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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