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Parque do Bacurau não 'mete medo'  (Últimas do Leão) escrito em quinta 15 maio 2008 12:55

 

 

Artur rechaça transferência do jogo contra o Vila Rica, em Cametá

A confirmação do jogo de domingo, contra o Vila Rica, para o estádio Parque do Bacurau, em Cametá, foi encarada com naturalidade pelo técnico do Remo, Artur Oliveira. Ontem, após o treino da manhã, que aconteceu em um campo de Ananindeua, o treinador afirmou ser justa a ida do Leão à cidade do interior do Pará, distante 176 quilômetros de Belém. 'Isso é uma questão de justiça', avaliou o treinador. 'Qual o torcedor paraense que não gostaria de ver o Remo jogando?', indagou. 'Com o povo de lá de Cametá não é diferente', arrematou. Mas o treinador também falou sobre as condições do gramado do Parque.

'A gente sabe que as condições não são as melhores, pelo que deu para ver pela televisão, mas espero que o local esteja sendo recuperado', disse. O comandante do Leão elogiou a população cametaense, que, segundo ele, 'é bastante acolhedora'. Será a primeira vez que Artur dirigirá o Remo na cidade de Cametá. No amistoso disputado no início da temporada, quando o Leão caiu, por 3 a 2, diante do mesmo Vila Rica, a equipe era dirigida pelo gaúcho Ronaldo Rangel, o Bagé.

Artur assegurou que o time remista atuará da mesma forma que que derrotou o Paysandu, principalmente no segundo tempo, quando foi para cima do adversário, garantindo a vitória (2 a 0) no maior clássico do Norte. 'Não vamos mudar nossa maneira de jogar', afiançou. 'Sabemos que a partida é na casa do adversário, mas nosso objetivo vai ser sempre os três pontos', salientou. A intenção do treinador é voltar de Cametá trazendo na bagagem mais três pontos, que garantirão a classificação do time às semifinais da Taça Estado do Pará, o returno do Parazão, com três rodadas de antecedência.

Garantindo a primeira colocação, o Leão poderá contar com a vantagem de jogar pelo empate, na penúltima fase do returno, contra o quarto colocado. 'Essa vantagem tem sempre uma grande importância', observou. Entre os jogadores, o pensamento não é nada diferente. 'O grupo precisa aproveitar o embalo da vitória no clássico para continuar pontuando, ainda mais em jogos fora de Belém, que são sempre mais complicados', argumentou o meia Ratinho.

Apesar da posição privilegiada do time - 1º colocado, com 15 pontos, cinco a mais que o Paysandu, 2º colocado -, Artur não vem relaxando nos treinamentos. Ontem, o grupo se movimentou em dois períodos. Pela manhã houe treino alemão e, à tarde, uma outra movimentação, desta feita no Baenão. 'Foi com o trabalho duro que chegamos onde estamos. Não podemos esquecer isso', lembrou o treinador.

Prioridade é manter goleiro Adriano para a terceira divisão

O coordenador de futebol do Remo, Sérgio Papelin, revelou, ontem, no Baenão, que o clube fará de tudo para manter o goleiro Adriano para a disputa da Série C do Brasileiro, que começa em julho. O arqueiro vem sendo assediado por outros clubes e o que mais preocupa é o fato de a multa rescisória do atleta ser de apenas R$ 10 mil. De acordo com Papelin, vários assuntos ligados ao departamento de futebol serão discutidos por ele e o presidente Raimundo Ribeiro nos próximos dias. 'Um deles é justamente essa situação do Adriano', assegurou. O encontro, de acordo com o supervisor, só não aconteceu ainda em função da agenda do presidente.

'Ele vem ocupando seu tempo na solução de outros problemas do clube', disse. 'Mas o Ribeiro já está sabendo da situação do Adriano e, com toda a certeza, deverá dar uma solução', comentou Papelin. É provável que o goleiro, principal ídolo da torcida remista, acerte um novo contrato, como foi feito recentemente com o zagueiro Diego Barros, que teve a sua multa de rescisão aumentada de R$ 30 mil para R$ 1.1 milhão, sem que o atleta tivesse reajuste em seus salários.

A conversa entre Papelin, Ribeiro e, possivelmente, o próprio Adriano só deve acontecer no final de semana. É que o dirigente remista ficou de viajar ontem à noite para São Paulo, onde foi tentar conseguir dinheiro para completar o pagamento da folha de março do elenco. Ribeiro tem retorno previsto para esta quinta-feira à noite, só devendo comparecer ao Baenão na sexta-feira para efetuar o pagamento dos atletas, conforme a assessoria remista. A idéia do cartola era utilizar a cota do clube no Re x Pa para quitar a dívida com o elenco. Ocorre que sobraram apenas R$ 60 mil aos cofres azulinos.

Apesar de atraso de pagamento não agradar a ninguém, os jogadores se mostram tranqüilos, confiantes de que a situação será normalizada. Não existe qualquer clima de insatisfação no dia-a-dia do clube. 'A gente sabe que a diretoria está tentando contornar esse problema. De uma hora para a outra tudo será resolvido, como aconteu em outras vezes', declarou o atacante Garrinchinha.

Clube chega a um acordo com ex-auxiliar

Tudo acertado entre o Remo e o ex-auxiliar-técnico do clube, Mário Henrique, o Mariozinho, que recorreu à Justiça do Trabalho para receber salários atrasados, o que acabou provocando, na semana passada, o leilão do Carrossel, que fixa anexo ao Baenão. Mas um acordo entre as partes evitou que o Leão perdesse parte de seu patrimônio. Mariozinho aceitou receber R$ 15 mil dos R$ 40 mil que tinha direito, valor que foi pago com parte da cota do Leão no clássico do último domingo, contra o Paysandu.

Ontem, o advogado do auxiliar-técnico, Antônio Vilar entrou na 4ª Vara do Trabalho com documento confirmando o pagamento da dívida, como exigia a magistrada Claudine Texeira da Silva Rodrigues, juíza titular da Vara. O Carrossel havia sido leiloado por R$ 1.1 milhão, com o comprador se comprometendo a pagar o valor em 30 prestações. O ex-funcionário do Leão, por telefone, confirmou o recebimento dos R$ 15 mil, que foram pagos na Federação Paraense de Futebol (FPF).

'O Remo não me deve mais nada', declarou. 'O que a gente havia acertado foi pago. O Remo segue a sua vida e eu a minha sem qualquer problema. Tenho certeza de que dexei a porta aberta no clube', comentou Mariozinho, que trabalhou pela última vez no Baenão em 2004, quando foi dispensado junto com o ex-treinador Agnaldo de Jesus. O auxiliar teve como último clube o Cardoso Moreira-RJ, onde trabalhou ao lado do treinador Charles Guerreiro.

Cachorro Doido quase pronto para receber o Leão azul

O técnico João Duarte já está com o time do Vila Rica praticamente pronto para tentar quebrar, domingo, a seqüência de cinco jogos invicto do Remo. Ontem pela mnhã o elenco folgou, mas no período da tarde o treinador ministrou o primeiro coletivo de preparação para a partida. O treino aconteceu no campo do AJO, já que o Parque do Bacurau vem sendo preservado. Duarte colocou em campo a formação principal, que deve enfrentar o Leão, com Diego; Ferreti, Rodrigo, Tonhão e Souza; Daniel, Calouro, Márcio e Robinho; Jaílson e Patrick.

Apesar de vir de uma vitória diante da Tuna, em casa, os bastidores do Vila Rica estão fervendo. O presidente do clube, Antônio Sérgio, o Ventania, chegou a ameaçar tirar o time do Parazão. Ele se queixa de não estar recebendo o valor acertado com os arrendatários do clube. Ventania chegou a ir a Cametá no último final de semana, mas voltou para Belém de bolsos vazios. O presidente teria tido um desentendimento com Fernando Camarinha, diretor de futebol do clube e um dos arrendatários.

Ventania esteve na Federação Paraense de Futebol (FPF) para tratar da desistência do time em continuar disputando o campeonato. Mas ele acabou recuando, fixando um prazo para receber o que diz ter direito. Ventania não chegou a revelar o valor fixado para o aluguel do clube ao grupo de dirigentes cametaenses. Mas a especulação é de que no acerto, o presidente receberia R$ 1 mil por mês. Ventania mostra-se preocupado com a possibilidade de arcar com despesas após o Parazão.

Remistas evitam polêmica com árbitros do campeonato

Os jogadores do Remo evitaram, ontem, entrar na polêmica envolvendo a arbitragem paraense, que vem sendo bastante criticada. Quem viu os azulinos disparando contra o 'apito' local após o jogo contra o Águia, em Marabá, ainda pelo 1º turno do Parazão, ficou surpreso com os elogios feitos por eles aos apitadores locais. Houve até quem chegasse a pedir mais apoio ao árbitros do quadro da Federação Paraense de Futebol (FPF). A boa campanha feita pelo Leão no returno do Estadual, fez com que os jogadores remistas deixassem de lado as críticas aos árbitros, que no 1º turno foram bastante visados por eles.

Na avaliação do meia Ratinho, que não disputou o 1º turno, a arbitragem paraense tem se saído bem na direção dos jogos. 'Acho que a arbitragem local está bem, no mesmo nível de outros Estados', comparou. 'É claro que os erros e as reclamações sempre acontecem, isso é normal. Cada um tem um tipo de interpretação', observou Ratinho. O jogador preferiu não comentar as declarações de Lenílson Pedro Paulo de Alcântara, que acusou os jogadores locais de reclamarem sem razão.

O discurso do lateral-esquerdo Levy não fugiu muito ao feito pelo apoiador. 'Existem bons árbitros no quadro local', declarou. 'Em comparação com outras temporadas, acho que este ano a arbitragem do Pará está bem melhor', elogiou. O defensor chegou a clamar por mais oportunidades para os árbitros locais. 'Tem alguns deles que já estariam até merecendo ser lembrados para dirigir nossos clássicos', disse. Sobre as declarações de Lenílson, o lateral afirmou: 'As reclamações são normais. Qual o jogo em que não existem essas reclamações?', perguntou.

O meia Lenílson também avaliou como 'boa' a arbitragem local. Ele apontou o jogo do Leão contra o Castanhal como aquele em que o árbitro se saiu melhor. 'Não recordo o nome do árbitro que apitou aquela partida, mas sei que ele foi muito bem', afirmou o meia, referindo-se ao árbitro Clauber José Miranda. O jogador salientou, por outro lado, que os erros de arbitragem não vão deixar de existir. 'Isso é normal no futebol. Sempre foi assim e não vai mudar nunca. No calor do jogo cada um quer ser beneficiado', observou.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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