CADÊ A GRANA, CHEFIA?
Diretoria prometeu pagar jogadores após o clássico de
domingo e até agora nada. Técnico remista
chiou.
Dono da alcunha de
“Rei do Baenão”, desde os tempos em que se
destacava com a camisa 10 do Clube do Remo, no começo dos
anos 90, o técnico Artur de Oliveira colocou a boca no
trombone, ao final da tarde de ontem, defendendo os interesses de
seus súditos.
Num apelo à diretoria do Leão, Artur suplicou para
que a promessa de pagamento de parte dos salários atrasados
do plantel, para depois do clássico contra o Paysandu, no
último domingo, seja cumprida até hoje.
“Prometeram que parte dos salários seriam pagos depois
do clássico e passou segunda-feira, terça, quarta e
nada. O grupo tem correspondido, vencemos o rival por 2 a 0 e o que
a gente espera é que a promessa seja cumprida”,
reivindicou o treinador.
Preocupado com a situação de alguns atletas que
acumulam até dois meses e meio sem receber, Artur admitiu
dificuldades até mesmo para que a equipe se concentre no
desafio com o Vila Rica, no próximo domingo.
“ Quando você trabalha sabendo que o filho está
doente em casa e não existe dinheiro para comprar
remédio, é difícil se concentrar nas
partidas”, disparou. Exigindo um posicionamento dos cartolas,
o comandante do time azul-marinho pediu para que uma
solução seja dada ao problema, até hoje.
“É difícil você pegar um grupo com dois
meses e meio de salários e o que a gente espera é que
esses jogadores recebam sabendo que existe um arroz com
feijão na casa deles para que eles possam comer”,
concluiu.
TIME
DEFINIDO - Num coletivo realizado, ontem à tarde,
no Baenão, o técnico Artur de Oliveira definiu a
equipe titular do Remo que enfrenta, em Cametá, no
próximo domingo, o Vila Rica, pela sexta rodada do
Campeonato Paraense-2008. Num comparativo com a equipe que derrotou
o Paysandu por 2 a 0, no último final de semana, a
única mudança fica por conta da entrada do goleiro
Alencar, no lugar de Adriano, contundido.
Adriano machucou o ombro esquerdo, ainda no aquecimento dos
goleiros, minutos antes da bola rolar para o clássico.
Recuperado de dores na perna direita, Alencar ajudou os titulares a
vencerem por 1 a 0, com gol marcado pelo atacante Léo
Guerreiro.
Uma das dúvidas do treinador azulino para escalar o
Leão ficava por conta da volta do volante Marlon. Ele passou
três dias sem treinar por conta de uma conjuntivite. Mesmo
recuperado, foi preterido pelo garoto Diego Maciel entre os
titulares e Marlon no banco. Confirmando o time do coletivo, o Remo
deve enfrentar o Cachorro Doido com futebol de Alencar;
Maurício Oliveira, Da Silva, Diego Barros e Levy; Diego
Maciel, Toninho, Ratinho e Lenilson; Léo Guerreiro e
Maurício.
RONALDO GILLET
NÃO
SAI MAIS
Revelação aproveita brecha
O volante Diego
Maciel, 19, tem se comportado como verdadeiro cão-de-guarda,
nos últimos compromissos do Remo, no segundo turno do
Campeonato Paraense-2008. Desde que o volante Marlon, até
então titular do time azul-marinho, saiu da equipe para
cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo, a
jovem revelação das categorias de base do clube
não saiu mais do time principal.
No esquema de três armadores, cabe a Diego Maciel a
responsabilidade de proteger o miolo de zaga com o apoio dos alas
Maurício Oliveira e Levy. Contra o Vila Rica/Cametá,
no próximo domingo, Diego deve ser confirmado, mais uma vez,
como titular. “Não fico sozinho. Se o time ataca, os
alas voltam para ajudar na marcação. Quando o time
defende, temos até mesmo o apoio dos armadores ajudando na
marcação. É o trabalho em equipe
funcionando”, destaca o cabeça-de-área.
Cria da base, Diego Maciel agradece a oportunidade. “Isso
mostra que as divisões amadoras do clube são fortes.
Temos vários atletas que saíram das divisões
de base e estão conseguindo vencer. O mais importante
é evoluir junto com o grupo”, exaltou. (R.G.)
R$ 10 MIL POR MÊS
Sede pode abrigar franquia
O presidente do
Remo, Raimundo Ribeiro, está em São Paulo tentando
fechar patrocínio de um ano, para alugar o salão da
sede social do clube, localizado na avenida Nazaré, no
centro de Belém. O local deve abrigar a franquia de uma
churrascaria que estaria disposta a pagar R$ 10 mil por mês,
à diretoria azulina. No contrato com o Remo, a reforma
completa do salão estaria incluída. A franquia em
negociação com os azulinos estaria disposta,
inclusive, em adiantar um ano do aluguel. (R.G.)
TALISMÃ
Garrinchinha, o 12º jogador
O atacante
Garrinchinha, de 29 anos, pode ser considerado o 12º jogador
do Clube do Remo, nesta temporada. Pelo menos, vem sendo assim, nos
últimos compromissos do time azul-marinho, quando sob o
comando do técnico Artur de Oliveira, os remistas
alcançaram a liderança do returno do Campeonato
Paraense-2008, com 15 pontos conquistados.
Nos últimos dois jogos do Leão, contra Castanhal e
Paysandu, Garrinchinha saiu do banco de reservas para marcar gols
importantes. No último domingo, diante do maior rival,
Garrinchinha anotou o segundo gol do Remo, na vitória por 2
a 0. Atento à falha no posicionamento da defesa
adversária, o reserva imediato do Leão Azul fez o
segundo gol remista, quando a pressão era bicolor. Na
ocasião, o atacante dedicou a vitória à
mãe, que morreu há oito anos.
“ Fico muito feliz por contar com o apoio do técnico
Artur de Oliveira. Ele tem tido paciência em acompanhar minha
evolução durante as partidas e eu me sinto cada vez
mais à vontade para retribuir com gols”, exaltou o
atacante contratado pelo Leão, junto à Tuna Luso
Brasileira.
Nos cinco meses vestindo as cores do Leão, em amistosos e
partidas oficiais, Garrinchinha não teve nenhuma
oportunidade como titular. Com um discurso humilde e palavras
tímidas, o homem de confiança do comandante
azul-marinho garante que sempre raciocina em benefício do
grupo.
Sobre o fato de nunca ter figurado entre os titulares, Garrinchinha
garante que não está nem aí. “Não
me importo de entrar durante o segundo tempo". (R.G.)
(Fonte: O Diário do Pará)
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