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'Capitão' lança comitê 2014  (Copa do Mundo) escrito em quarta 04 junho 2008 13:46

Iniciativa foi da Prefeitura Municipal e aliados políticos para tentar fazer de Belém a sede da copa do mundo

LEANDRO LAGE
Da Redação

O primeiro passo em direção aos preparativos para que Belém esteja entre as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 foi dado ontem pela Prefeitura de Belém e por aliados do governo. A criação da Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel) e do Comitê Belém Copa 2014 foi oficializada em reunião no Cine Olímpia, com a presença do 'Capitão do Tri', Carlos Alberto Torres.

Entre as finalidades do novo órgão municipal estão as ações voltadas para atender às exigências da Fifa em relação ao mundial. Para o titular da Sejel, Carlos Cunha, a prefeitura é responsável pela preparação da capital paraense para a copa, mas somente com parcerias será possível fortalecer a candidatura de Belém. 'Nossa cidade, sozinha, não traz a Copa do Mundo. Precisamos de apoio da sociedade, do governo, de vereadores e deputados', disse.

O ex-lateral e capitão da Seleção Brasileira no tricampeonato de 1970, Carlos Alberto Torres, se mostrou otimista em relação às chances de Belém em janeiro de 2009, mês em que serão escolhidas as sub-sedes. 'Temos o que poucas cidades têm: um estádio em condições de sediar os jogos da Copa do Mundo. Fora isso, a cidade ainda tem uma vantagem absoluta, que é a questão ambiental', declarou o Capitão.

A Fifa elegeu 18 candidatas brasileiras para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, das quais devem ser escolhidas no máximo doze. Mas, de acordo com o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), não há concorrentes nessa escolha. 'Criamos uma mania de dizer que estamos concorrendo com Manaus, mas concorremos é com nós mesmos', afirmou. 'Temos que olhar aqui para dentro e ver o que ainda precisa ser feito'.

O vereador Amaro Klautau, principal crítico da Prefeitura de Belém em relação às ações para sediar a copa, reafirmou a responsabilidade da administração municipal com a candidatura. 'É Belém que vai para o calendário internacional', disse. Para Duciomar Costa, é possível adequar a cidade às exigências do Mundial. 'Até porque, mais importante do que a estrutura, é a paixão do povo pelo futebol', afirmou o prefeito.

Quando os pais de Carlos Alberto Torres descobriram que o filho estava fugindo para treinar no Fluminense, o jovem boleiro apanhou feio. As palmadas, no entanto, não o impediram de escolher a carreira de jogador, ou melhor, de Capitão. Torres foi campeão estadual no mesmo ano em que jogou a primeira partida oficial pelo tricolor, em 1964.

Em mais de 40 anos de envolvimento direto ou indireto com o futebol, Carlos Alberto foi o capitão do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira, além de conquistar inúmeros títulos paulistas e cariocas. Carrancudo e de personalidade forte, Torres marcou a história de todos os times pelos quais passou.

Em Belém para o lançamento do Comitê Belém Copa 2014, o ex-lateral fluminense, santista, botafoguense e flamenguista deu a entrevista abaixo, na qual falou sobre a crise no futebol paraense, a temporada que passou no Paysandu, em 2005, e a carreira de treinador.

n O sr. está a par da crise pela qual passam os principais clubes paraenses, Remo e Paysandu?

n

Imagino. Os dois estão na terceira divisão. Aliás, o Paysandu ainda precisa se classificar. Não tem como não saber disso.

n Na sua opinião, o problema é administrativo?

n

Não deixa de ser má administração. Os caras querem montar times de aluguel, somente para disputar os brasileiros.

n Foi assim quando assumiu o Paysandu, aqui?

Tentei fazer o que dava para fazer. Ganhei cinco jogos seguidos.

n Por que deixou a Curuzu, então?

n

Quando acabaram os jogos, o (Artur) Tourinho me chamou e disse que não tinha dinheiro para pagar, mas acertamos que eu continuaria até o fim do campeonato, para conquistar o título, e ele veria o que conseguia para mim. Saí de férias e, até hoje, o Tourinho não me ligou.

n Deu tempo de criar algum laço com o alvi-azul?

n

Claro. Acompanho o time, dentro do possível, e fico satisfeito quando vejo o Paysandu vencer.

n E quanto a passar de jogador para técnico, como foi?

n

É uma tendência natural. A pessoa passa a vida toda fazendo aquilo, né?

n Mas o sr. já recebeu muitas críticas quanto à atuação enquanto técnico, não foi?

n

Ser técnico é o seguinte: tem de ter um time bom para ser campeão.

n Não dá para recuperar uma equipe? Para ser campeão?

n

 

 

Nunca vi. Não conheço ninguém que faça isso.(Fonte: Jornal Amazônia-pa)







 

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