Embora o técnico
do Remo, Artur Oliveira, não tenha chegado a falar em
marcação especial, o meia Luís Mário,
do Paysandu, caso venha a participar da decisão do returno
do Parazão, domingo, receberá uma forte e constante
vigilância da defesa azulina. Na avaliação do
treinador, o jogador é a principal referência bicolor,
não podendo, por isso, ter liberdade para criar as jogadas
de sua equipe. 'O Luís é um jogador diferenciado e
com grande experiência', observou. 'Por ser rodado, ele
está acostumado a decisões e pode fazer a
diferença se não for bem marcado. Nossos jogadores
já foram alertados sobre isso', completou.
Luís Mário recupera-se de uma lesão muscular sofrida diante do Ananindeua e até ontem era dúvida. Mas Artur não acredita muito que o apoiador ficará de fora do Re x Pa que apontará o campeão da Taça Estado do Pará. 'Pelo que fui informado, o Luís Mário tem condições de se recuperar até o dia do jogo', contou. O comandante do Leão preferiu fazer mistério quanto a estratégia que pretende adotar para neutralizar o meia, alegando que não gostaria de entregar suas armas ao adversário.
O treinador destacou a passagem de Luís Mário por grandes equipes do futebol brasileiro, como o Corinthians, Botafogo e Grêmio, entre outras. 'Ele tem um passado de respeito no futebol, todo mundo sabe disso', declarou. No Papão, o meia ainda não conseguiu desencantar, o que é justificado por Artur. 'Ele talvez seja o jogador mais cobrado do adversário. Isso de uma certa maneira acaba influenciando em suas atuações, mas a qualquer momento ele pode voltar a mostrar suas qualidades de craque', lembrou.
Artur ressaltou que, por ser um jogador habilidoso, Luís Mário sabe bem como utilizar espaços pequenos do gramado. 'Ele joga mesmo não tendo grande espaço. Por isso não podemos deixá-lo só para trabalhar a bola e criar as jogadas', argumentou o treinador. Precavido, Artur não está dando importância a possibilidade de o meia ser vetado pelo departamento médico bicolor. Em função disso, o comandante do Leão prefere não arriscar e trabalha com a idéia de que o apoiador estará em campo naquele que pode ser o último Re x Pa da temporada e que decidirá a sorte de bicolores e azulinos no Estadual.
Léo Guerreiro garante estar tranqüilo
Com apenas dois gols em oito jogos com a camisa do Leão e há sete partidas sem balançar a rede adversária, o atacante Léo Guerreiro, de 24 anos, garante que não está incomodado com a baixa média de e o longo jejum de gols que enfrenta no Baenão. A última vez que marcou foi na vitória (1 a 0) sobre o São Raimundo, em Santarém, no dia 27 de abril, pela 3ª rodada do returno do Parazão. De lá pra cá, Léo só não esteve em campo no jogo em que o Remo foi derrotado dentro de casa pelo Ananindeua. Apesar da marca negativa, o atacante, ao que tudo indica, será mantido como titular para o clássico decisivo de domingo, contra o Paysandu.
Ontem, quando deixava o Baenão, após o treino da manhã, realizado em no campo da Pedreirinha, em Ananindeua, o atacante falou sobre a abstinência de gols com a qual vem convivendo. 'Não estou nem um pouco incomodado com isso', afirmou, sem perder a tranqüilidade. 'O mais importante é que, mesmo sem marcar gols, consegui ajudar nossa equipe a chegar à decisão do segundo turno', amenizou o atacante, que chegou ao Leão no começo da Taça Estado do pará, marcando o seu primeiro gol na goleada por 3 a 0 sobre o Pedreira.
Léo garantiu que não tem sofrido nenhum tipo de pressão do torcedor. 'A cobrança que existe é comigo mesmo', declarou. 'Sou atacante e jogo numa posição na qual tenho obrigação de marcar gols', salientou. O atacante afirmou, por outro lado, estar acostumado com esse tipo de situação. 'Já tenho uma certa experiência no futebol e sei bem como administrar esse tipo de coisa. Sei que a qualquer momento voltarei a fazer gols e essa fase será esquecida por todo mundo', previu.
O jogador atribuiu o jejum de gols a 'pegada muito forte' dos adversários e 'às condições dos gramados', que, segundo ele, 'não ajudam em nada'. Ele ressaltou que só teve a oportunidade de jogar duas vezes no Mangueirão. 'É o único local, de todos os campos daqui, que dá condições para se jogar um bom futebol', comparou o atacante, afirmando em seguida: 'Mas isso não é justificativa para a falta de gols'. Léo espera fazer as pazes com a rede em alto estilo no clássico com o Paysandu.
Lenílson quer marcar presença no jogo
Vetado para o jogo contra o São Raimundo, por ter contraído virose, o meio-campista Lenílson, de 24 anos, garante que já está totalmente recuperado e pronto para voltar ao time do Remo, no domingo, contra o Paysandu, na grande final do returno do Parazão. 'Não tem nem como ficar de fora dessa partida', avisou. Questionado sobre o seu condicionamento, o atleta foi firme ao dizer que já está recuperado e em condições de entrar em campo. 'Tanto que venho treinando normalmente, sem sentir absolutamente nada', garantiu. O jogador chegou a dizer que participaria do Re x Pa mesmo que estivesse a meia boca, como se diz.
'É o tipo do jogo que não dá para pensar duas vezes', disse. Mas a opinião do jogador foi contestada pelo técnico Artur. 'Comigo não joga ninguém que esteja meia boca', avisou. 'Não estando em condições não é escalado e o grupo que comando sabe disso.'
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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