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Artur faz questão de salientar que não está agindo com 'mão de ferro', como costumam agir treinadores de 'linha dura'. 'Não estou proibindo nada. Só não quero ver meus jogadores se excedendo no lazer durante a concentração', avisa. 'Não posso aceitar que os atletas se divirtam até tarde, quando poderiam estar descansando e com a mente voltada para o jogo', ensina. Essa teria sido, segundo o próprio Artur, uma das causas do péssimo rendimento do time no empate (1 a 1) com o São Raimundo, que quase custa a desclassificação da equipe à final do returno. 'Alguns jogadores estavam se excedendo no vídeo game, na televisão e em outras formas de divertimento', acusou. Os próprios atletas, sobretudo os mais novos, recém-promovidos do sub-20, admitem o erro. 'Realmente temos de dar um tempo no baralho e pensar só no clássico', diz o zagueiro Da Silva. A ordem de Artur é para que o grupo que será relacionado para o classico durma cedo, se alimente corretamente e não cometa excesso. 'Esse é um momento especial para todos nós', alerta. O treinador tem sido zeloso na vigilância aplicada sobre os seus comandados. Sempre que pode, ele tem feito questão de acompanhar as entrevistas concedidas pelos atletas à imprensa a fim de evitar algum tipo de polêmica com o adversário. Recentemente, ele chegou a participar de um programa de rádio, ficando o tempo todo de olhos e ouvidos ligados no zagueiro da Silva e meia Lenílson, convidados da emissora de rádio. Isso tudo sem falar que o treinador, ainda no sábado, resolveu imunizar o goleiro Adriano e o zagueiro Diego Barros, proibindo que os atletas fossem entrevistados até o jogo com os bicolores. 'Eles só vão poder falar com a imprensa após a partida. É a mesma coisa que fizemos da vez passada', comparou Artur, referindo-se ao Re-Pa em que o Leão derrotou o maior rival, por 2 a 1, pela fase classificatória do segundo turno do campeonato estadual. |
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
O treinador Artur
Oliveira decidiu blindar os jogadores do Remo contra os perigos do
excesso de descontração na concentração
para o jogo decisivo de domingo, diante do Paysandu, que
apontará o campeão da Taça Estado do
Pará, com direito a uma vaga na final do Parazão
contra o Águia, de Marabá. O treinador exige de seus
comandados uma vida regrada na Toca do Leão a partir de
amanhã, quando o time entra em regime de retiro para o
clássico. O treinador não chegou a editar nenhuma
cartilha de comportamento a ser seguida pelos atletas, mas fixou
algumas normas que devem ser seguidas pelo grupo.
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