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Dias de muita tensão  (Últimas do Leão) escrito em quinta 03 julho 2008 14:31

 

Uma notícia caiu como uma bomba ontem no Baenão. Artur Oliveira pode deixar o comando técnico do Leão a qualquer momento. De forma inesperada, veio à tona a informação de que o técnico havia condicionado a sua permanência no Baenão à assinatura de um novo contrato com o Leão, que ficaria vigente até meados de 2009 e teria uma multa rescisória de 100 mil reais. O presidente do clube, Raimundo Ribeiro, no entanto, sequer cogitou a possibilidade do Remo assinar um contrato nessas bases com o técnico, já que, segundo ele, Artur atualmente trabalha com um contrato assinado. O dirigente afirmou que se Artur mantivesse a decisão, teria que procurar outro treinador para comandar o time na disputa da Série C. Uma fonte ligada a Artur Oliveira, afirma que, pela sua vontade, o treinador não deixa o Remo.

A equipe azulina realizou um treinamento na tarde de ontem em um sítio, em Benfica. A atividade, que contou com a presença dos novos contratados - Joãozinho, Leandrinho, Fabinho, Charles e Tyrone - transcorreu de forma tranqüila, com a presença de torcedores do município e terminou por volta das 18h, sem qualquer indício da crise que estava por vir. Logo que chegou ao Baenão, o treinador azulino tomou conhecimento do vazamento da informação e da postura adotada pelo presidente; foi então que começou a chorar copiosamente. Uma reunião entre o treinador e o presidente estava programada para acontecer na noite de ontem, porém, como Artur chorava muito, não teve condições de falar com Ribeiro nem pelo telefone.

Uma fonte ligada à diretoria azulina afirmou que, apesar de Artur não ter conversado com Ribeiro, o auxiliar técnico azulino, Mariozinho, esclareceu ao presidente que tudo não passava de um mal-entendido, e assegurou que Artur fora demovido da idéia de um novo contrato, permanecendo assim no comando da equipe para a disputa da Série C. Na saída do Baenão, Artur não quis dar nenhuma declaração para a imprensa. Também não foi encontrado pela reportagem para comentar a situação.

Ainda ontem de noite, Raimundo Ribeiro desmentiu que tenha havido um entendimento que defina a permanência do treinador no comando da equipe. O dirigente estava na sede social do Remo, esperando Artur para uma reunião que definiria os rumos do Leão na véspera da estréia na Série C. 'Em nenhum momento falei com o Artur hoje. No contrato que temos assinado, não há nenhuma cláusula que previsse a assinatura de um novo contrato, ainda mais com multa rescisória. O Clube do Remo não pode ficar refém de um contrato deste tipo', disse Ribeiro. O presidente remista também mostrou-se aborrecido com as notícias que vazaram para a imprensa sem antes chegarem ao seu conhecimento. 'Se o Artur, ou alguém ligado a ele, disse que isso é um mal-entendido, deveria ter falado isso para mim. Tínhamos uma reunião marcada para hoje em que o objetivo seria analisar sua proposta. A permanência dele no clube é incerta, já que até agora não conversamos e não sei qual a posição que ele irá adotar', disse Ribeiro, que afirmou ainda não ter pensado em nenhum nome para o comando do clube. 'Todo o nosso planejamento foi montado com o Artur no comando.'

O estopim da crise pode ter sido a queda-de-braço entre o treinador do Remo e o colaborador Sérgio Dias, representante do clube na Federação Paranese de Futebol, que nesta semana divergiram publicamente acerca de contratações para a disputa da série C.

Ribeiro impõe silêncio e acaba com picuinha nos bastidores

A queda-de-braço travada entre o conselheiro e representante do Remo na Federação Paraense de Futebol (FPF), Sérgio Dias, e o técnico Artur Oliveira parece ter chegado ao final. O presidente do Leão, não suportando mais o bate-boca, decidiu agir com mão de ferro, impondo silêncio aos dois lados. O dirigente contou que chamou Dias para uma conversa, quando as arestas foram aparadas, a mesma coisa ocorrendo com o treinador. 'Não estava aceitando o que vinha acontecendo', disse Ribeiro. 'Esse tipo de coisa não precisa ser levado ao conhecimento da imprensa, podendo ser resolvido de comum acordo dentro do clube', ensinou.

De acordo com Ribeiro, dirigente e treinador entenderam que a intriga entre ambos poderia prejudicar o Remo, que está prestes a estrear na Série C do Brasileiro. 'Só quem sairia perdendo era o Remo e ninguém mais', avaliou. O presidente classificou Dias e Artur como 'pessoas de bem, quem podem se entender em uma boa conversa'. Os desentendimentos entre o técnico e o cartola surgiram a partir da decisão de Artur de prestigiar a contratação de jogadores locais em detrimento das importações sugeridas pelo dirigente.

Após a conquista do Parazão pelo clube, Dias foi contundente ao comentar a suposta contratação do volante Paulinho Pitbull, do Ananindeua, que até agora não teve seu nome confirmado para reforçar o elenco. 'Não é com Pitbull que vamos chegar a algum lugar', disparou. Artur deu o troco, dizendo que Dias não deveria se meter no assunto contratação, que foi delegada pelo presidente Raimundo Ribeiro a ele, Artur, e ao coordenador de futebol Sérgio Papelin.

Ontem, Dias afirmou não ter nada contra a contratação de jogadores locais. 'Não tenha nada contra a contratação de jogadores daqui', disse. 'Acho que houve um mal-entendido em tudo isso', arrematou Dias, que segue como colaborador da administração de Ribeiro, mas ao que tudo indica, se envolve nas contratações do clube. dias chegou a procurar a redação dos jornais das Organizações Romulo Maiorana para rebater as declarações de Artur logo após a conquista do Paraense pelo Remo.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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