O técnico Luís
Carlos Martins gostou da movimentação no coletivo,
mas não está inteiramente satisfeito. Hoje pela
manhã, sem forçar muito, ele conduzirá novos
treinos, desta vez específicos de bola parada, para o Remo
não ser novamente surpreendido no Mangueirão.
Martins, que se considera um perfeccionista, vem também
exigindo mais chutes de fora da área e maior posse de
bola.
A briga palmo-a-palmo no coletivo agradou ao comandante: ele deseja
o time cercando mais. O placar no treino, que refletiu a disputa,
terminou em 2 a 2, e destacou dois reservas: o lateral-direito
Ceará e o atacante Joãozinho, que esperam uma chance
para mostrar serviço. Pelos titulares marcaram o
lateral-esquerdo Julinho e o meia Alexandre.
Luís Carlos Martins fez apenas três
alterações: sacou Alexandre e lançou Elvis;
tirou Zé Soares e promoveu a entrada de Wellington Saci;
depois incluiu Fábio Oliveira, que estava sendo poupado, e
saiu Edilson. A equipe foi a seguinte: Weverton; Gustavo, Matheus,
Gil e Julinho; Fabiano, Sandro Silva, Márcio Pinho e
Alexandre (Elvis); Zé Soares (Wellington Saci) e Edilson
(Fábio Oliveira).
O técnico, que arranjou um tempo para conversar
demoradamente com torcedores no final da manhã, não
informou como será feita a marcação sobre
alguns dos principais jogadores do Gama, como o atacante Val
Baiano, um dos vice-artilheiros da competição com
quatro gols. “Podemos fazer por zona ou individual, temos de
estudar bem como virá o nosso adversário”,
despistou.
J. R. RODRIGUES
Saci: o 12º titular do Baenão
Um reserva de
luxo. Por que não poderia ser chamado assim o meia-atacante
Wellington Saci? O garoto cresceu no conceito de Luís Carlos
Martins desde os primeiros treinos. Bom observador, o chefe fez
dele um tipo de pé-de-coelho que tem ganhado mais
confiança e, melhor, correspondido. Da quarta à sexta
rodada, Saci entrou respectivamente na vaga de Gustavo, de Renan e
de Julinho sem fazer feio. Pelo contrário, jogou
bonito.
Wellington Saci ganhou espaço porque, em geral, o que faz
nos treinos leva para os jogos valendo pontos. No treino coletivo
desta quarta-feira, por exemplo, ele deu um drible desmoralizante
em Gil antes de avançar pela zaga e concluir com perigo. Na
rebarba do goleiro, Joãozinho tocou para as redes.
“Não me importo de ficar como reserva”, diz um
humilde Saci. “Digo sempre que vou continuar trabalhando.
Quando o ‘professor’ precisar de mim, estarei sempre
pronto para ajudar.”
(Fonte: O Diário do
Pará)
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