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'É um desrespeito com a torcida. Eles dependem de nós e ainda nos deixam aqui, no sol. Não deram nem satisfação. Para completar, ainda estamos pagando mais caro', reclamou o torcedor Guilherme Neto, de 27 anos. A BWA, empresa responsável pela confecção e venda das entradas, informou que houve um problema na impressão dos ingressos, feita na sede social do clube, onde a venda estava normal. Apesar do atraso, os azulinos não desistiram de comprar ingressos. 'Nossa expectativa é que o Remo faça uma boa campanha. E, levando em consideração o próprio adversário, que não tem o mesmo nível que o Remo, viremos assistir o Remo ganhar em casa', comentou o torcedor José Aruane, de 57 anos. Para o jogo de hoje à noite, foram colocados à venda 12 mil ingressos. 'É difícil prever se vai lotar, mas isso depende do desempenho do time. Se a equipe responder dentro de campo, tenho certeza que a torcida vai comparecer', disse José. O preço, no entanto, pode ser empecilho às expectativas de grande público. Os bilhetes para a arquibancada custam R$ 15 (inteira) e R$ 7 (meia-entrada). As cadeiras são vendidas a R$ 20 e R$ 40. Para o torcedor José Mendonça, de 20 anos, os valores estão altos demais para o poder aquisitivo do torcedor. 'E ainda é mês de férias. No jogo de hoje, o estádio deve lotar, até porque conquistamos o bicampeonato, mas os próximos jogos aqui dependem do desempenho do time', comentou. Toda a renda do jogo será do clube mandante, no caso, do Remo. Novela sobre a volta do meia ratinho parece não ter fim Ratinho continua em Marília, no Paraná. O meio-campista cancelou o retorno a Belém, marcado para ontem, e ficará de fora do segundo jogo do Remo na Série C. Ele viajou parar acertar o reempréstimo ao Remo com o Galo Adap-PR, time que detém os direitos federativos do jogador. O técnico Artur Oliveira voltou a confirmar o retorno de Ratinho. 'Se não for para o Japão, ele volta para o Remo', disse Artur. Nos bastidores da Toca do Leão, correm boatos sobre a desistência do jogador, que só voltaria ao Remo se recebesse um mês de salário adiantado, dinheiro que o clube não teria. Mas, em declaração à imprensa, Artur Oliveira desmentiu. 'Conversei com o Ratinho e ele contou que precisou tirar alguns documentos, como a carteira de motorista, e por isso está demorando em Marília. Até quinta-feira ele volta.' O diretor de futebol Max Fernandes conversou com o meia ontem, que lhe disse que até sexta-feira estará em Belém. Mas o próprio dirigente mostrou-se reticente quanto a esse retorno. 'Sinceramente, estou com o pé atrás. Vamos esperar até sexta-feira, mas estou com a pulga atrás da orelha', disse. Max garantiu que o jogador deixou Belém sem salários atrasados, pois teria recebido um mês adiantado quando foi contratado. Segundo o dirigente, amanhã, dia dez, ele ficará com um mês de salário atrasado. Enquanto isso os cartolas continuam à procura por mais reforços. A prioridade é por um centroavante, mas um lateral-esquerdo e um meia-esquerda também estão na agenda. Quem está certo de apresentar-se amanhã é o atacante Edílson, que esse ano defendeu o Castanhal no Parazão e passou pelo Baenão ano passado. O setor considerado mais carente é o ataque, por conta disso a contratação de Edílson e a reintegração de Garrinchinha ao elenco. Ele voltou a treinar ontem à tarde. Contra o Cristal-AP, na estréia da Série C, o Remo estava sem atacantes no banco de reservas. Contratempo com ambulância atrapalhou adversários No última rodada, a equipe do Progresso-RR passou por um estresse desnecessário ao longo da partida contra o Holanda-AM. O jogo, realizado no estádio Ribeirão, em Boa Vista, precisou ser paralisado duas vezes porque a ambulância saiu do lado do campo para fazer atendimentos fora da praça esportiva. Ao final do jogo, o árbitro Almir Belarmino informou que relataria tudo que aconteceu à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 'A ambulância saiu duas vezes e chegamos a esperar mais que o tempo, mas não retornou. Vou escrever tudo na súmula, que deverá ser encaminhada à CBF. Infelizmente a torcida foi prejudicada', disse o árbitro, que encerrou o jogo aos 26 minutos do segundo tempo. 'Esperamos, mas a partida não pode seguir sem policiamento ou ambulância. O estatuto do torcedor não permite que o jogo continue sem a ambulância', explicou Belarmino. Em Belém desde ontem, o Clidemar Jabuti comandou um treino à tarde no campo do Círculo Militar. À noite ele levou os jogadores ao Baenão para um breve reconhecimento do gramado. |
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
Parece até que o
Clube do Remo não depende da venda de ingressos. Na
véspera do jogo entre Remo e Progresso-RR, a bilheteria do
Baenão abriu com praticamente duas horas de atraso. A fila
de torcedores à espera de ingressos começou a se
formar antes das 9 horas, mas somente às 10h40 os bilhetes
chegaram ao estádio. Os remistas mais exaltados chegaram a
apedrejar os portões da Toca do
Leão.
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