DUPLA MISSÃO Além de buscar a forra pela derrota sofrida no Amazonas, remistas estão de olho na liderança da chave
Dizem que a
vingança é um prato que se come frio, mas o Remo
promete esquentar a chapa hoje contra o Holanda (AM), às
20h30, no Baenão, em jogo válido pelo Grupo 2 na
quinta rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Depois da
vitória sobre o Progresso (RR), o Leão ficou afiando
as garras para dar o troco ao rival, que teria feito graça
na goleada que aplicava no Vivaldão – o time
amazonense chegou a abrir 4 a 1, mas por muito pouco não
cedeu o empate.
Além da forra, os azulinos estão de olho na
liderança da chave. Com sete pontos somados, eles vêem
à sua frente o adversário desta noite, que tem nove.
Para atingir mais um triunfo no Nacional, o técnico Artur
Oliveira manda a campo a mesma formação da rodada
anterior com o inspirado meia Ratinho. Outro ponto positivo
é a certeza de casa cheia. A perspectiva geral é que
um público de até dez mil pessoas empurrará o
time para cima dos visitantes.
O comandante remista não abre mão dos três
pontos para garantir matematicamente a classificação
antecipada à próxima fase da Terceirona. Artur
não tem qualquer problema de jogador com lesão ou
suspenso. O bicampeão paraense encara o desafiante laranja
com a força máxima. A ordem é pressionar,
sufocar, ditar o ritmo do começo ao fim e liquidar a fatura
o quanto antes.
J.R. Rodrigues
PREPARAÇÃO
Artur prega respeito, mas confia na
vitória
Estratégico. Precavido. Ousado. O primeiro adjetivo
equivale a uma manobra de guerra. O segundo serve para não
ser surpreendido. O último é para cumprir bem o dever
de casa. Com esses atributos, o Remo espera sair de campo
desbancando o rival do topo da tabela.
Apesar da confiança num bom resultado, em nenhum momento o
técnico Artur Oliveira propagou que o choque nortista
será moleza. Ao contrário. Ele pregou respeito total
ao Holanda, que chegou a Belém com ares de
bicho-papão do Grupo 2, despertando o interesse da torcida
azulina e da crônica esportiva. O fato é que o segundo
lugar na corrida pela classificação não
satisfaz nem um pouco ao treinador do Leão, que vê um
clube recém-fundado roubar a cena. Teoricamente favorita, a
equipe remista ficou com a imagem arranhada com o revés
inesperado em Manaus, que poderia ter sido pior no placar se
não tivesse despertado a tempo. (J.R.R)
ANIMADINHOS
Holanda quer repetir a dose hoje à noite
O Holanda pode
não ser um “carrossel” em campo como o original
europeu, mas está longe de ficar com brincadeiras para
passar à fase seguinte do Nacional. O time, que se sagrou
campeão estadual sobre o Fast, chega a Belém com
moral depois de duas vitórias seguidas – uma delas
sobre o oponente desta noite.
A nova proposta na bagagem é repetir a dose sobre o Remo, um
dos decantados favoritos ao título da
competição. Fundado no ano passado e inspirado no
sobrenome de seu fundador, o clube surge como uma das
sensações do Brasileiro nesta temporada.
Confortável na liderança, o técnico Marquinhos
Bahia lançará o que tem de melhor – ele
pretende se aproveitar da sede de vitória do Leão.
Sabendo das dificuldades que terá pela frente, ele orienta
que o caminho para surpreender em Belém é suportar o
calor da torcida, tirar proveito dos erros do rival e matar o jogo.
(J.R.R)
ESTATÍSTICAS
Times colocam suas diferenças na
balança
As
diferenças pela rivalidade e numéricas, na tabela
entre Remo e Holanda, serão postas na balança na
revanche desta noite. O time da terra dos bois Garantido e
Caprichoso faz campanha melhor que a equipe do Estado do
carimbó e do açaí. O Leão pode se gabar
de possuir o melhor ataque com nove gols, um a mais que o
oponente.
O Holanda, no entanto, conta com a melhor defesa do grupo, tendo
sofrido quatro gols, exatamente um a menos que os azulinos, que
sofreram a mesma quantidade que o terceiro colocado, o Cristal
(AP). Paraenses e amazonenses sofreram uma derrota cada e empataram
uma vez, mas os primeiros podem contar mais vantagens.
A liderança isolada foi construída após uma
campanha superior que a dos demais concorrentes. São
três vitórias registradas, uma delas sobre o
próprio Remo, que conseguiu duas. O aproveitamento de 75% do
Holanda nesta primeira fase não deixa dúvidas que
não é um mero figurante. (J.R.R)
VINGANÇA
Azulinos estão “entalados” com o
adversário e querem o revide
O técnico
Artur Oliveira não falou publicamente em vingança.
Mas não pôde fechar a boca de alguns jogadores, que
estão entalados com a versão genérica da
“laranja mecânica” do Estado vizinho. O
sentimento de revide vem sendo alimentado desde a derrota por 4 a 3
– e cresceu nos últimos dias como uma bola de neve. O
goleiro Adriano, um dos líderes do grupo, havia confessado
que o Holanda está entalado na garganta.
Ontem foi a vez do lateral-direito Leandrinho colocar mais lenha na
fogueira. Em entrevista à Rádio Clube do Pará,
ele lembrou que os jogadores rivais gritavam
“jacaré” a cada gol que marcavam de uma goleada
que não se concretizou. O tiro quase sai pela culatra porque
os azulinos, com os brios feridos, partiram para cima. Os donos da
casa passaram apertos, mas garantiram a vitória.
Desta vez, pelo clima que se percebe antes do reencontro que se
pressupõe nervoso e disputado nesta quarta-feira, a
provocação de xenofobia amazonense, no melhor estilo
argentino, pode ser correspondida com juros no Baenão
lotado. (J.R.R)
(Fonte: O Diário do Pará)
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