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Jogadores negam proibição  (Últimas do Leão) escrito em quarta 23 julho 2008 13:59

O goleiro Adriano e o zagueiro Diego Barros, líderes do elenco remista, negaram um possível veto à vinda do atacante Fábio Oliveira para o Baenão, como era especulado nos bastidores azulinos. Eles asseguraram que, em momento algum, foram consultados pelo presidente Raimundo Ribeiro sobre a contratação do 'matador', que teria seus salários pagos pelo empresário Evandro Almeida, colaborador do clube. Adriano e Diego afirmaram que sempre tiveram um bom relacionamento com o atacante, artilheiro da equipe na Série B de 2007. A dupla garantiu ainda que a decisão de não contratar Fábio partiu da diretoria, sem que eles ou qualquer outro jogador tenha interferido na resolução da diretoria.

'Não sou eu quem contrata ou dispensa jogador', disse Diego. 'Esse tipo de decisão cabe ao presidente do clube', completou.

Diego chegou a dizer que se dependesse dele, 'muita gente do grupo do ano passado não teria ido embora, inclusive o Fábio'. 'O grupo era bom e poderia ser aproveitado tranqüilamente nesta temporada', elogiou. O zagueiro ressaltou a boa participação do atacante nos jogos do Leão na Série B de 2007. 'Com os gols que marcou, o Fábio criou uma história dentro do Remo', observou.

Adriano adotou um discurso semelhante. O goleiro elogiou o ex-companheiro de clube, afirmando tratar-se de 'um baita jogador', e se mostrou irritado ao tomar conhecimento das especulações envolvendo seu nome. 'Se souber quem inventou essa história de que fui contra a vinda do Fábio, eu processo essa pessoa', disparou.

Mesmo com todos os elogios dedicados a Fábio Oliveira, Adriano e Diego concordam que a diretoria do Leão agiu certo ao priorizar o pagamento do elenco que tem no momento em detrimento da vinda do 'matador'. 'Se alguém ajudar o Remo, precisa resolver primeiramente a solução dos jogadores que estão aqui', comentou Diego.

Adriano lembrou que ainda tem pendências financeiras dentro do clube desde o ano passado e que o mais correto seria solucionar a questão dos salários atrasados. 'Se o presidente tomou a decisão de não trazer o Fábio, preferindo resolver os problemas do grupo, é sinal de que ele está com a gente', arrematou Adriano.

Torcedores fazem fila em frente ao baenão

O Baenão deverá ser pequeno para a torcida do Remo, que deverá prestigiar sua equipe na partida de hoje contra o Holanda-AM, quando o Leão poderá ratificar sua passagem para a Segunda Fase da Série C do Brasileiro. Após um movimento acanhado nas vendas de ingressos, na segunda-feira, ontem o movimento de torcedores à procura de bilhetes na sede e estádio azulinos foi bem maior. Em determinado momento, foi necessário a formação de fila para que não houvesse tumultos, como o que ocorreu por ocasião das vendas para a partida contra o Progresso/RR.

Alguns torcedores chegaram cedo ao Baenão a fim de garantir o quanto antes sua entrada. Foi o caso do vendedor Luis Carlos Miranda, de 40 anos, um dos primeiros a comprar ingresso no Baenão. 'Pedi uma autorização no meu emprego para comprar o meu ingresso', contou. 'Esse é um jogo decisivo e eu não poderia deixar de dar o meu apoio ao time', completou. Alguns torcedores reclamaram dos preços dos ingressos, vendidos a R$ 15 (arquibancada), R$ 20 (arquibancada descoberta) e R$ 20 (cadeiras). 'Acho que o ideal seria cobrar R$ 10 pelo ingresso de arquibancada', avaliou Luis de Souza Viana, 30, cobrador de ônibus. Já um outro torcedor, que esperava sua vez para comprar ingresso, lembrou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube, que há dois meses não paga a folha de salário do elenco. 'Este é o momento que a torcida tem de dar a sua parcela de colaboração. O ingresso pode até estar caro, mas tem de ver que o clube precisa arrecadar', argumentou.

Ribeiro descarta acordo para aumentar valor da sede campestre

O presidente do Remo, Raimundo Ribeiro, revelou, ontem, que não acredita mais em um acordo com a construtora Leal Júnior para aumentar o valor da venda da sede campestre azulina. O imóvel foi arrematado em leilão pela empresa por R$ 3 milhões, mas a diretoria só aceita se desfazer do patrimônio mediante o pagamento de, no mínimo, R$ 5 milhões. Este valor, de acordo com Ribeiro, seria suficiente para quitar todas as dívidas trabalhistas do Leão, que deve, segundo cálculos do departamento jurídico do clube, algo em torno de R$ 6 milhões a ex-jogadores e ex-funcionários. 'Acontece que, com os R$ 5 milhões nas mãos, poderíamos negociar com as pessoas que o Remo deve e, assim, os montantes da dívida seriam reduzidos', explicou Ribeiro. O cartola informou, por telefone, que chegou a procurar por diversas vezes a direção da construtora, mas que em nenhum momento teve retorno.

'Parece que o pessoal da Leal Júnior não está tão interessado em ficar com o imóvel', declarou. Para evitar que a sede tenha sua venda sacramentada, o Remo recorreu da sentença da 5ª Vara Trabalhista de Belém, que deu ganho de causa ao ex-jogador azulino, Júnior Amorim, que cobra do clube uma dívida de mais de R$ 200 mil.

'O Leão, segundo Ribeiro, poderá até retirar o recurso, desde que a construtora concorde em elevar o valor da compra. Contudo, Ribeiro acha muito difícil que isso venha a ocorrer. 'Não dá para acreditar muito nessa possibilidade', disse. 'Se a empresa estivesse mesmo disposta a negociar o valor já teria aceitado conversar com a gente', reclamou.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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