Com um a menos, Remo fica no 3 a 3 com o Gama; galera decepciona
Emoção no Mangueirão vazio
Num jogo eletrizante e disputado sob
forte calor, que forçou a substituição do
árbitro Celso Mota Rezende, Remo e Gama empataram por 3 a 3
no sábado passado no Mangueirão, pela sétima
rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, com falhas de
ambas as defesas e a consagração dos principais
atacantes. Pelo lado do Leão, o destaque foi Fábio
Oliveira, que marcou duas vezes. Da parte do time candango,
funcionou bem o trio de atacantes (Val Baiano, Ésley e
Bebeto), autores dos gols do adversário.
Os 30 minutos iniciais pagaram o ingresso dos quase 15 mil
torcedores que foram ao estádio. Nesse período,
saíram os seis gols do duelo, com alternâncias de um
lado e outro. O Gama pulou na frente graças a um gol de
pênalti aos 6min, anotado com categoria por Val Baiano.
O Remo não se abateu e foi para o abafa, conseguindo, aos
10min, o empate com Fábio Oliveira, que concluiu bem
após uma blitz na área de Everton, um dos melhores em
campo. Seis minutos depois, o Leão teve o volante Sandro
Silva expulso em lance que merecia no máximo um
cartão amarelo.
Apesar da desvantagem numérica mas empurrado pelo
público, os donos da casa não desanimaram. O atacante
Fábio Oliveira tratou de desempatar aos 20min,
aproveitando-se de uma furada do zagueiro Rogério. O azulino
invadiu a área em alta velocidade e bateu cruzado: 2 a 1.
Mas a comemoração não durou muito: aos 23,
após falha coletiva da zaga, Ésley ficou livre
debaixo da trave e só escorou para fazer 2 a 2.
Aos 29min, o time chegou à nova vantagem fazendo
pressão, e Alexandre foi o último a chutar a gol, mas
Everton defendeu parcialmente, soltando a bola na cabeça de
Zé Soares, que mergulhou certeiro. Enquanto o Fenômeno
Azul vibrava, Bebeto avançou pela intermediária e
disparou: Weverton, mal colocado, não conseguiu evitar o gol
de empate alviverde. Depois disso, ambas as equipes tiveram
várias chances, sobretudo o Remo no segundo tempo, mas
faltou tranqüilidade para sacramentar os três
pontos.
FRUSTRAÇÃO - Foi decepcionante para a diretoria do Remo o total de público. Os pouco mais de 14 mil torcedores, 11 mil dos quais pagantes, ficaram muito aquém da expectativa inicial, que era a de esgotar a carga de mais de 40 mil ingressos.
J.R. RODRIGUES
Árbitro amazonense irrita torcida e pede arrego no Mangueirão
Não fosse a
chuva de gols da partida de sábado, os holofotes teriam se
virado com maior intensidade sobre o árbitro da
Federação Amazonense Celso Mota Rezende, que teve de
ser substituído pelo colega paraense Jânison
Gurjão, aos 21min do segundo tempo. Rezende, que fez um
trabalho de péssimo nível, sentiu mal-estar desde o
primeiro tempo, mas insistiu em dirigir o jogo.
A forte temperatura afetou a resistência do árbitro,
que por várias vezes teve de tomar água e pediu
refrigerante para tentar superar a falta de ar e a
indisposição. O incômodo de Rezende era
visível: ele mal corria, e não foram poucas as vezes
que inverteu a marcação de faltas. Celso Mota
Rezende, que havia apitado em Belém Remo 1 x 2 Santo
André, pela terceira rodada, sem nada sentir, foi atendido
em ambulância dentro do estádio e chegou a receber
oxigênio, paralelamente a outras medicações. Os
médicos suspeitaram que o apitador sofreu uma crise de
labirintite. (J.R.R.)
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