Mais do que a
mudança na equipe titular que amanhã à tarde
encara o Rio Branco-AC no Baenão, que dessa vez terá
o meia Ewerton improvisado na lateral-esquerda no lugar de Levy, o
que mais repercutiu, no coletivo de ontem, entre jogadores e
comissão técnica, foram as supostas
declarações do presidente acreano Natal Xavier.
Desafeto declarado de Artur Oliveira, ele teria dito à
imprensa acreana que seu time venceria as duas partidas contra o
Remo porque o time paraense 'não tem treinador'. 'Quem tem
boca fala o que quer. Nossa motivação já era
muito grande e agora é até maior', disse o comandante
azulino.
As declarações do dirigente do Acre teriam sido motivadas pelo fato de Artur afirmar que conhecia bem o adversário - o que, de fato, é verdade, pois treinou a equipe ano passado - e que pretende tirar proveito desse conhecimento. Artur começou a carreira de jogador e de técnico no Rio Branco, onde ganhou seu primeiro título como treinador ano passado, o Estadual. De lá, ele saiu para o Ananindeua por desentender-se justamente com o presidente. O técnico azulino afirmou que não gosta nem de falar o nome do dirigente e que em Belém o Leão Azul dará a resposta dentro de campo.
'Ele não merece nem ter o nome citado aqui porque é uma pessoa despreparada. É um dirigente que gosta de escalar o time com todo treinador que passa por lá. Como nunca aceitei isso e nunca deixei se meterem em meu trabalho, ele ficou contrariado. Quando fomos campeões, dediquei o título a uma pessoa que nos ajudou muito e ele não gostou, o que fez com que eu saísse de lá para voltar ao Pará', disse Artur.
O técnico remista, que sempre declarou ter um carinho muito grande pelo clube, garante que mesmo com a suposta provocação, o Remo está centrado e pronto para vencer amanhã. 'Gosto muito do clube porque foi onde comecei como jogador e treinador. Sei que o Rio Branco não merece o presidente que tem e ele vai ter a resposta que merece em Belém'.
Mudança - Sobre a saída de Levy para a entrada de Ewerton na lateral-esquerda, o técnico remista explicou que, assim como a entrada de Edílson no ataque, a mudança visa explorar as fragilidades do adversário. 'É um jogador (Ewerton) que me deu uma resposta muito boa nos treinamentos. Quero aproveitar o lado esquerdo para atacar mais e o Ewerton mostra mais qualidade para isso pela lateral. Ele me mostrou isso ontem (quarta-feira) e no treino de hoje (ontem) também. Quero explorar o lado direito do Rio Branco'.
Diretoria azulina tenta a contratação de um meia de ligação
Depois de fechar a contratação do atacante Léo Guerra, vencendo o duelo com o maior rival, o Paysandu, para ter o jogador em seu elenco, o Remo busca agora a contratação de um meia de ligação, que tenha bom poder de finalização, bem ao estilo de Ratinho e Lenílson, que fazem parte do plantel do clube. Alguns jogadores são sondados pelo clube, mas, de acordo com o presidente Raimundo Ribeiro, o atleta só terá seu nome revelado após as negociações terem sido concretizadas. O dirigente mostrou-se irritado, ontem, com o vazamento da contratação de Guerra, que deve ser apresentado hoje, no Baenão, à imprensa.
'Por causa do vazamento dessa informação, quase a gente perde esse jogador (Guerra)', disse Ribeiro. 'Por isso, vamos tomar mais cuidado nas próximas contratações', avisou. O dirigente, no entanto, assegurou que Guerra, 32, já está contratado e que não existe perigo de o atleta tomar o rumo da Curuzu na chegada a Belém. 'Já está tudo acertado, sem problemas. O jogador deve chegar e, dependendo da vontade do treinador, fazer sua estréia o quanto antes', comentou.
O volante Otacílio, que chegou a ter seu nome especulado no Baenão, está descartado. O jogador, que passou pelo Leão em 2006, não foi sequer procurado pela coordenação azulina. 'Não sei de onde surgiu essa história de que o Otacílio estava sendo contratado', disse Papelin. Seguindo orientação de Ribeiro, o coordenador também tem se recusado a falar em nomes de jogadores. 'Primeiro vamos contratar para depois anunciar', avisou.
O novo reforço do Leão, Léo Guerra ficou de chegar na madrugada passada a Belém. O jogador vem para tentar acabar com o jejum de gols enfrentado pelo ataque remista, que em seis jogos só conseguiu balançar a rede dos adversários por duas vezes. O jogador já passou, entre outros clubes, pelo Fluminense, Volta Redonda e Vila Nova e Macaé. Guerra é um jogador rodado, com atuações de alguns clubes do exterior, como, por exemplo, o Örebro, da Suécia. O curioso é que, tanto no Volta como no Macaé, o jogador aparece na escalação como meia de ligação e não como atacante.
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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