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Tristeza impera no Baenão  (Últimas do Leão) escrito em terça 02 setembro 2008 13:06

 

Foto: Mário Quadros

Jogadores do Remo cabisbaixos

BELÉM (PA) - Cabisbaixos, expressões tensas, nenhum sorriso e procurando evitar o contato com torcedores mais exaltados. Ontem, a reapresentação do Remo seguiu um roteiro de crise, depois de sucumbir diante do Holanda (AM) em pleno Mangueirão. O revés complicou a classificação do Remo à terceira fase do Campeonato Brasileiro da Série C.

Alguns atletas comentaram a situação difícil do time azulino. O zagueiro Diego Barros, por exemplo, chegou a afirmar que à tarde-noite infeliz do último domingo tem que ser, definitivamente, esquecida. Além disso, tratou de chamar a torcida para o lado do grupo, numa tentativa de injetar ânimo ao plantel. “Precisamos de um grande resultado sábado. Temos que superar todas as dificuldades. Só nos resta vencer”, disse.

Ao contrário do que se pensava, a torcida não compareceu em grande número ao Baenão. Obviamente, alguns criticaram a atuação da equipe e estenderam, inclusive, uma faixa pedindo garra. Porém, o que mais chamou a atenção foi um movimento, organizado por uma comunidade do site de relacionamentos Orkut, cuja diretriz foi dar apoio irrestrito aos jogadores. “É claro que estamos com medo, mas só nos  esta incentivar”, disse Marcelo Brasão, um desses torcedores.

POSICIONAMENTO - Pressionado, o técnico Luis Carlos Cruz manteve uma postura de críticas à equipe. Ele afirmou que o Leão precisará mudar de atitude caso queira reverter as adversidades. Pelo visto, um fundamento do trabalho em conjunto será aprimorado durante os dias que antecederão o compromisso frente ao representante acreano: o posicionamento. “Infelizmente, não estivemos bem posicionados. E acabamos correndo muitos riscos”, explicou.

Vale lembrar que este problema já foi ressaltado pela comissão técnica. Dias antes do último compromisso, num treinamento realizado no Mangueirão, o treinador revelou-se pouco satisfeito com a movimentação, classificando como problema grave o distanciamento entre os setores e a dificuldade para trabalhar a bola. Apesar disso, Luis Carlos Cruz defendeu os seus pupilos, sobretudo os mais criticados pela torcida. “O Edílson fez um bom jogo dentro daquilo que pedíamos a ele. Foi um jogador que se doou muito”, lembrou, referindo-se à improvisação do jogador na lateral-direita, cobrindo uma eventualidade.

(Fonte: O Diário do Pará)

 


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