Ao deixar Belém na semana
passada o zagueiro Diego Barros afirmou que não entraria mais em
contato com o Clube do Remo. Que só pensaria na possibilidade de
defender o time até o término de seu contrato, daqui a dois anos,
caso fosse procurado com uma proposta concreta. Em outras palavras,
com o valor referente aos mais de três meses de salários atrasados
que acumulou no Baenão. O tom de despedida das afirmações se
confirmaram ontem com a notificação do clube que o jogador procurou
a Justiça do Trabalho.
Além de pedir os direitos
federativos, o que lhe garantirá a faculdade de assinar com
qualquer outro clube, ele reclama o pagamento de uma indenização
que ultrapassa o R$ 1 milhão. O jogador tem salários por receber
não só desse ano como de 2007 também. Ao ficar livre do Clube do
Remo, o que a Justiça tem garantido a nove entre dez jogadores na
mesma situação, as especulações quanto à nova moradia dele são
grandes.
O boato mais corrente é que
ele pode atravessa a avenida e ir para a Curuzu. O principal motivo
que sempre segurou Diego Barros em Belém, muito mais que o
propalado amor ao Leão Azul, é o noivado que constituiu na capital
paraense. Os boatos aumentaram quando o jogador se despediu de
Belém e fez questão de pedir desculpas à torcida bicolor. Inclusive
dizendo, o que era inédito, o nome do maior rival
azulino.
A primeira audiência
envolvendo o advogado do jogador, Henrique Lobato, este também
representante da maioria dos jogadores de fora do estado e que
entram em litígio com o clube, e o Remo está marcada para o dia 26
de janeiro do ano que vem na 12ª Vara Trabalhista, pouco mais de
uma semana depois do começo do Campeonato
Paraense.
O departamento jurídico do
Remo tem feito acordos com vários de seus credores na Justiça do
Trabalho a fim de diminuir sua dívida na Justiça do Trabalho. O
recurso utilizado é o da venda da sede campestre, R$ 3 milhões.
Depois de duas rodadas de acordos sobraram R$ 700 mil em caixa para
novas negociações. Como o caso de Diego ainda carece de sua
primeira audiência, a expectativa dos azulinos é através de um
acordo diminuir substancialmente a quantia pedida pelo ex-ídolo da
torcida.
Levy ainda aguarda resposta
azulina
Suspenso pelo terceiro cartão
amarelo e ausente do clássico de hoje com o Paysandu pelo
Campeonato Paraense Sub-20, o lateral-direito Levy garante que essa
terça-feira é o Dia D para saber se permanece ou não no Baenão.
Ontem, o jogador voltou a confirmar que recebeu uma proposta
oficial do Figueirense-SC e que espera apenas uma conversa com
Amaro Klautau logo mais para definir sua situação. Mas o presidente
eleito também reafirmou o que tem dito constantemente, de que só
negociará quando tiver uma diretoria de futebol profissional
definida, o que ainda não existe.
'Não posso falar muito agora,
só amanhã (hoje) terei uma posição do clube. Recebi a proposta do
Figueirense e o pessoal de lá quer que eu viaje o quanto antes. Mas
recebi uma proposta do Remo e vou conversar com o presidente (Amaro
Klautau) sobre o que me foi oferecido', confirmou o jogador. Na
proposta estaria um aumento substancial de salário e o aluguel de
um apartamento para ele residir. O lateral está há três meses sem
receber.
Klautau foi enfático ao negar
que haverá o encontro. 'Ao Levy e a todos os jogadores ou
funcionários que me ligam digo a mesma coisa, que só conversarei
com eles quando tiver minha diretoria formada. Nós conversamos por
telefone e até disse que ele será uma das primeiras pessoas com
quem conversarei, mas por enquanto não. Até o desejei sorte no jogo
antes de saber que ele tinha recebido o terceiro cartão amarelo',
afirmou o futuro presidente.
Aos 20 anos, Levy foi uma das
principais revelações da categoria de base esse ano. Posto no time
principal diante da crise que o elenco passava, ele foi um dos
poucos que correspondeu. Mas, assim como o restante da equipe, ele
também caiu de produção no final da temporada. Ele foi indicado ao
time catarinense, recém-rebaixado para a Série B do Campeonato
Brasileiro pelo preparador físico Eduardo Gasperin, que trabalhou
no Baenão no começo do ano na comissão técnica do técnico Ronaldo
Bagé.
Klautau nega rumores sobre
escolha de novo treinador
Flávio Campos, Charles
Guerreiro, Samuel Cândido e até Artur Oliveira tiveram os nomes
cogitados ontem para comandar o Leão Azul em 2009. Todos
ex-treinadores do Remo e todos demitidos em certos momentos. No
entanto, o presidente eleito Amaro Klautau garantiu que não tem
conversado e tampouco entrou em contato com qualquer profissional
da área. Como a atual diretoria espera apenas o calendário passar
para entregar o cargo dia três de janeiro, a boataria quanto à
chegada de um técnico perde força com a declaração do futuro
mandatário.
'Não tomarei nenhuma decisão
sozinho. Só passo a tratar desses assuntos quando tiver minha
diretoria de futebol formada', confirmou Klautau. 'Só hoje (ontem)
já me ligaram seis vezes para perguntar sobre isso. Sempre me
perguntam quanto ao técnico e a resposta é sempre a mesma. Não
conversei com ninguém e nem procurei algum profissional',
completou.
À noite, quando falou com a
reportagem, Klautau estava reunido com possíveis componentes da
diretoria de futebol. Ele afirmou que não anunciou nada porque não
há nenhum nome confirmado. Mas, segundo ele, essa confirmação deve
sair ainda essa semana. 'Acredito que até quinta-feira (depois de
amanhã) poderei fazer esse anúncio. As pessoas quem convidei
pediram um tempo para falarem com seus familiares, por isso não fiz
nenhum anúncio ainda.'
Dos quatro nomes citados dois
estão empregados. Charles Guerreiro comanda a Tuna Luso e Artur
Oliveira o Castanhal, ambos na primeira fase do Campeonato Paraense
2009. O primeiro corre o risco de ficar sem time no próximo
domingo, pois as chances da Lusa de se classificar para a fase
principal são remotas. O segundo já classificou o Japiim, mas
dificilmente permanecerá em Castanhal. Artur deve seguir para o
Ananindeua. Flávio Campos e Samuel Cândido estão atualmente sem
clube.
(Fonte: Jornal
Amazônia-pa)
Nota Amigos Azulinos:
Achamos que a nova diretoria já poderia ter
entrado em ação para evitar mais uma dor de cabeça com a
Justiça.
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