O goleiro Adriano deve decidir, hoje, por qual clube disputará a primeira fase do Parazão. O jogador recebeu duas propostas, uma do Sport Belém e outra do Pinheirense. Ambas, segundo o arqueiro, bem interessantes. Antes, ele já havia sido sondado pelo Castanhal, chegando a conversar com o diretor do Japiim, Wanderley Melo, mas a negociação não evoluiu, já que o clube da estrada pretendia contar com o jogador para todo o Estadual e ele só concorda em sair do Baenão para jogar a primeira fase. O contrato do goleiro com o Remo vai até o final do mês. Ele pretende conversar com o presidente Raimundo Ribeiro para definir sua situação.
'Meu desejo é continuar jogando no Remo, mas preciso de uma conversa com a diretoria. O problema é que a gente não acha o presidente', afirmou. Adriano acredita que a renovação de seu contrato poderá até ficar para o presidente que assumirá o comando remista a partir de janeiro. Adriano não revelou os valores das propostas feitas por Pinheirense e Sport Belém. A tendência é que o jogador vá para o Brasinha, como é chamado o Sport.
'Tivemos uma conversa bastante proveitosa e só depende de poucos detalhes para o Adriano jogador no Sport', contou o técnico rubro-negro Zé Carlos, que tem carta branca do clube para negociar a aquisição de jogadores. A ida do arqueiro para o Sport também depende da liberação do atleta por parte do Remo, que tem de ceder o termo de empréstimo do atleta. Se não tivesse contrato em vigência com o clube, o jogador já poderia até estar treinando junto com o elenco do Pinheirense ou Sport.
'Dependo da liberação desse documento', contou. 'Espero que não ocorra dificuldades para a liberação desse termo de empréstimo', comentou o goleiro. Adriano vinha treinando no Baenão, mas desde que a direção remista resolveu oficializar as férias do elenco, ele deixou de comparecer diariamente no clube, como vinha ocorrendo desde a saída do time da Série C do Brasileiro. Aliás que do grupo de profissionais apenas o lateral-direito Levy e o lateral-esquerdo Edinaldo, que ainda não tem contrato de profissional, seguem trabalhando com o sub-20, sob o comando do técnico Carlinhos Dornelles.
Processo de da silva será julgado hoje
O zagueiro Da Silva, que abandonou o Baenão há cerca de três semanas, terá sua situação resolvida hoje com o clube. O atleta terá seu processo contra o Remo julgado hoje, às 10 horas, na 9ª Vara da Justiça do Trabalho. A decisão de sair do clube foi tomada pelo jogador em função do atraso de pagamento dos salários, que na época caminhava para quatro meses. Da Silva cobra da direção azulina a soma de R$ 700 mil, valor referente, segundo ele, a salários, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos. Durante os últimos meses que esteve no Baenão, o atleta, assim como os demais, só recebeu vales.
'Salário integral não existia', afirmou. Após deixar o Remo, o jogador viajou para a cidade de Itinga, na fronteira com o Maranhão, onde mora a família. Havia especulação da ida do atleta para o Vasco/RJ, no entanto, o próprio zagueiro desmentiu o boato. 'Ainda não tenho clube para jogar. Primeiro estou querendo resolver a minha saída do Remo', disse. Também surgiram informações de que o zagueiro hhavia sido oferecido ao Paysandu juntamente com o lateral-direito Cicinho, que também deixou o Remo nas mesmas condições.
A ida para a Curuzu, porém, não passou de especulação. A informação de que os atletas foram oferecidos ao Papão foi passada à imprensa pelo diretor bicolor, Maurício Maciel. Mas o dirigente não soube dizer quem teria feito a proposta ao clube alvi-azul. Os jogadores negaram o interesse em se transferir para o maior rival remista. Cicinho, que conseguiu seu desligamento do Leão, na semana passada, via Justiça do Trabalho, já está procurando clube para jogar.
É provável que Da Silva e o representante do Remo, advogado André Meira, cheguem a um acordo, como ocorreu no caso de Cicinho. O lateral teve direito ao seu atestado liberatório e mais R$ 10 mil, que devem ser pagos em quatro parcelas de R$ 2.5 mil. A preocupação do departamento jurídico azulino é que o Remo não cumpra com o acertado na Justiça do Trabalho, o que eleverá o valor da divida, como já ocorreu em vários casos envolvendo ex-jogadores.
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)




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