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Ribeiro, que relutou em deixar o comando azulino, já teria concordado com a proposta feita por um grupo de conselheiros influentes. O presidente só não concorda em renunciar, mas já aceitou a manobra para encurtar seu mandato, segundo a fonte. Uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo já está sendo agendada. Neste encontro será definida a data do pleito que apontará o sucessor de Ribeiro. Procurado para falar sobre o assunto, o presidente, que estava em São Paulo, de onde retornaria na madrugada de hoje, não foi encontrado. Alguns nomes já começam a parecer como eventuais sucessores de Raimundo Ribeiro. O médico Paulo Mota e o promotor público Benedito Sá seriam os mais fortes candidatos. Mota e Sá há algum tempo sonham em dirigir o Remo. O segundo foi um dos maiores opositores da administração de Ribeiro, chegando a ganhar algumas inimizades dentro do clube por conta de sua posição. Paulo Mota, por sua vez, adota uma linha mais ligth, chegando a colaborar de forma indireta com as últimas administrações do clube, inclusive a de Ribeiro. Ao longo do processo sucessório é possível que apareçam outros nomes interessados em disputar o pleito e comandar os destinos do clube nas duas próximas temporadas. Inicialmente, alguns conselheiros remistas chegaram a propor a criação de uma Junta Governativa para suceder Ribeiro. A proposta foi colocada em discursão e não teve a aprovação da maioria do grupo, que optou mesmo pela antecipação das eleições. Ribeiro teria sido informado da decisão, segundo a fonte remista, por telefone e não teria colocado obstáculo. 'Ele só não concorda em pedir renúncia', adiantou o informante, pedindo anonimato. Problemas se avolumam com falta de grana O presidente do Remo, Raimundo Ribeiro, retorna hoje de São Paulo prometendo trazer na bagagem uma fórmula milagrosa para solucionar os problemas financeiros do clube, agravados com a eliminação do time da Série C do Brasileiro. O dirigente terá de negociar a rescisão contratual de pelo menos 19 atletas, todos com contrato expirando em novembro. Fora isso, Ribeiro ainda terá de solucionar o problema de três meses de salários atrasados do elenco. Na capital paulista o presidente tentaria, segundo informou, negociar a venda da sede campestre de Benfica (Benevides), com a construtora Leal Júnior, que arrematou em leilão o imóvel por R$ 3 milhões, com o clube recorrendo ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Ribeiro tentaria convencer a direção da construtora a desistir do leilão e negociar a compra do imóvel à vista por um valor maior, que poderia chegar à R$ 5 milhões. Em contrapartida, o Remo desistiria do recurso no TRT, que visa embargar a venda. O dirigente conta com esse dinheiro para sanar as dívidas mais imediatas do clube, entre elas os salários atrasados do elenco e dos funcionários que trabalharm nas sedes e estádio do clube. Só a folha de pagamento do plantel custaria algo em torno de R$ 200 mil, segundo uma fonte azulina. Ribeiro teria sido aconselhado por um um grupo de amigos a não retornar agora para Belém para evitar qualquer problema com os torcedores, que continuam revoltados com a eliminação do clube da Terceirona. No final da tarde de anteontem, alguns torcedores voltaram a protestar em frente a sede social. Houve violência, deixando em pânico os garotos que fazem natação no clube. Como ocorreu no sábado, dia da derrota de goleada (3 a 0) para o Rio Branco-AC, a polícia voltou a ser acionada para evitar prejuízos ao clube. Em sua chegada a Belém, além das negociações com os jogadores, Ribeiro deverá se reunir com o titular da Secretaria Executiva de Esporte e Lazer (Seel), Alberto Leão, que estuda a realização de torneios de caráter interestadual e internacional em Belém, com a participação do Remo. As competições, conforme informou o secretário, por telefone, já estão sendo alinhavadas, mas só devem ser realizadas no final de novembro. 'Por enquanto estamos apenas alinhavando esse projeto', declarou. O secretário ratificou que o Remo, mesmo eliminado da Série C, continuará recebendo os R$ 40 mil mensais da parceria firmada com o governo do Estado. Aleluia e Moré são os primeiros a cair fora do barco azulino Antes mesmo da chegada do presidente Raimundo Ribeiro, que assumiu a responsabilidade de negociar a rescisão de contrato dos jogadores, o Baenão começou a conviver com a debandada dos jogadores que participaram da desatrosa campanha do Remo na Série C do Brasileiro. Os primeiros a deixar o clube foram os atacantes Reinaldo Aleluia e Moré, justamente a dupla contratada como salvadora da pátria azulina e que em três jogos não marcou um só gol. O primeiro esteve pela manhã no estádio azulino, onde conversou com o coordenador Sérgio Papelin, acertando seu desligamento do bicampeão estadual. Já Moré se reuniu à tarde com Papelin, quando também sacramentou sua despedida do Baenão. Aleluia ficou de viajar à noite para a Bahia, enquanto Moré tinha viagem programada para Fortaleza, sua cidade de origem. Os jogadores vieram para Belém com um mês de salário antecipado e, por isso, não tiveram a menor dificuldade em negociar a rescisão de seus contratos com o clube. Também estiveram na Toca do Leão pela manhã o zagueiro Diego Barros e o lateral-direito Leandrinho. Ambos entregaram seus materiais de treinos e jogos, sinal claro de que não continuarão no clube. Diego deve ser emprestado ao Ceará ou Fortaleza, enquanto Leandrinho, na conversa que teve com Papelin, pediu a rescisão de seu contrato. O jogador, conforme informou na sala de imprensa, será empresariado a partir de agora pelo atacante Moré, que prometeu levá-lo para o futebol cearense. O lateral não revelou em que equipe jogará o restante da temporada, mas como já disputou a Série C pelo Leão, ele está impedido de atuar por outra equipe que venha participando da Terceirona. Leandrinho, que teve sua segunda chance no Remo, voltando a decepcionar o torcedor, chegou a chorar na sala de imprensa do clube ao comentar a queda do time remista. 'Não esperava uma decepção dessa', declarou. O jogador tem contrato com o Remo até 2009 e para deixar o clube vai exigir o pagamento de pelo menos parte do compromisso. A preocupação dos dirigentes, sobretudo de Ribeiro, é com a avalanche de ações trabalhistas que deverá atingir o clube. Os jogadores se negam a falar sobre o assunto, confiando que não deixarão o Baenão de mãos abanando. Mas a tendência, como já virou rotina no futebol paraense, é os atletas recorrerem no futuro à Justiça do Trabalho para receber o que tem direito. |
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
O mandato do presidente do Remo, Raimundo Ribeiro Filho, não será concluído. O dirigente deveria permanecer no cargo até dezembro deste ano, quando aconteceriam as eleições para a nova diretoria do clube. Contudo, uma fonte com trânsito livre entre os cardeais do Leão assegura que o clube antecipará as eleições para outubro, quando um novo presidente será eleito.
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