Depois de muitos telefonemas e conversas com dirigentes do interior, ontem o coordenador de futebol do Remo, Sérgio Pappelin, finalmente anunciou a realização do primeiro amistoso do time após a eliminação na Série C do Brasileiro. A partida será disputada, no dia 28, na cidade de Breves, contra a seleção local, no estádio Luis Furtado Rebelo, o Rebelão, recém-inaugurado pelo Gaysandu. O clube vai faturar uma cota de R$ 15 mil pela apresentação.
Outras apresentações estão sendo tentadas por Pappelin, mas até ontem só existia de concreto mesmo o jogo em Breves. 'Estamos buscando outros amistosos, mas por enquanto não há nada certo, apenas negociações', declarou.
Desportistas de Tomé-Açu já teriam manifestado interesse em uma apresentação do bicampeão estadual naquela cidade. Pappelin, porém, ainda não confirmou o jogo. 'Como disse, estamos conversando e negociando. Por isso só gostaria de falar alguma coisa depois que tudo esteja confirmado, como está acontecendo agora com esse jogo em Breves', disse.
Pappelin ratificou a possibilidade de o Leão disputar um torneio na República do Suriname. A competição, que teria a participação de equipe do futebol do Amapá e daquele país, estaria sendo acertada por um empresário do futebol.
Os azulinos também aguardam pela confirmação, por parte da Secretaria Executiva de Esporte e Lazer (Seel), do torneio que deverá ser realizado em Belém contando com a presença de Santa Cruz-PE e Paulista-SP, clubes que, a exemplo do Remo, foram eliminados da Terceirona.
Para o amistoso em Breves, o técnico Carlinhos Dornelles não poderá contar com os jogadores que negociam suas saídas do Baenão. É o caso do zagueiro Diego Barros, dos meias Ratinho e Lenílson e do atacante Léo Guerreiro, entre outros.
'Só vamos levar os jogadores que continuam com vínculo com o clube e que estão treinando', avisou Pappelin. 'Os demais estão apenas esperando acerto para deixar o Baenão e não estão nem treinando', observou o coordenador.
Entre os jogadores profissionais à disposição de Dornelles estão os laterais Cicinho e Levy, o zagueiro Da Silva, o volante Diego Maciel e o atacante Edilson. A delegação será completada por jogadores do sub-20 do clube, que estão se movimentando no Baenão desde a última segunda-feira junto com o elenco principal.
Tapetão - O propósito das diretorias de Remo e Santa Cruz-PE de tentar junto à Justiça Desportiva a permanência na Série C em 2009 ganhou como aliado o presidente da Futebol Brasil Associados (FBA), José Neves.
Apesar de desconhecer os argumentos do pleito dos clubes rebaixados, o dirigente da entidade que representa os clubes da Série B e seus fundadores, entre eles o Coral e o Leão Azul, garantiu seu apoio. 'O presidente do Remo (Raimundo Ribeiro) me ligou para falar sobre o assunto. Assim que o novo presidente do Santa assumir, vou tomar pé da situação. Mas, como afiliados da FBA, é dever da entidade apoiá-los', disse Neves.
Adriano considera 'descaso' tratamento dado a jogadores
O goleiro Adriano, um dos principais ídolos da torcida do Remo, deve ser o próximo jogador a deixar o clube. O jogador revelou, ontem pela manhã, no Baenão, que seu destino poderá ser o ABC, do Rio Grande do Norte, onde ele jogava até acertar sua vinda para o bicampeão paraense.
O jogador conversou por telefone com o presidente do clube potiguar, Judas Tadeu, que teria mostrado interesse em contratá-lo para a temporada 2009. Adriano ficou de manter um novo contato com o dirigente a fim de concretizar a negociação.
O goleiro considera um 'descaso' da diretoria o tratamento que vem sendo dado aos jogadores que defenderam o clube no Parazão e Série C do Brasileiro que continuam em Belém a espera de um accerto com o clube.
'Sempre fui considerado um ídolo pelos torcedores, por isso acho que merecia um pouco mais de respeito por parte dos dirigentes', desabafou. 'Assim como eu existem outros jogadores que estão na mesma condição e que mereciam um tratamento melhor', completou.
Na valiação de Adriano, a diretoria remista, tendo à frente o presidente Raimundo Ribeiro, não está levando em consideração o muito que foi feito por ele pelo clube. 'Sempre procurei me empenhar nos jogos em que vesti a camisa do Remo', afirmou.
'Infelizmente, o time não atingiu seu objetivo na Série C, mas aqueles atletas que têm uma história dentro do Remo deveriam ter um tratamento melhor', questionou. O goleiro ficou de ir ontem à noite à sede remista, onde teria uma conversa com o presidente.
'Espero que esta conversa sirva para definir a minha situação, já que preciso seguir meu trabalho', comentou. O arqueiro chegou a Bbelém na metade da Série B do Brasileiro de 2006, sendo titular nas duas últimas conquistas estaduais pelo clube - 2007 e 2008. Foram 97 partidas com a camisa azulina, uma marca que poucos jogadores alcançaram, sobretudo nos últimos anos, quando a rotatividade de atletas no elenco azulino é cada vez maior.
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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