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Penúria não tem fim no Baenão  (Últimas do Leão) escrito em terça 23 setembro 2008 12:35

O coordenador de futebol do Remo, Sérgio Pappelin, revelou ontem que o clube precisa de no mínimo R$ 60 mil para resolver as pendências financeiras com os jogadores que disputaram a Série C do Campeonato Brasileiro e têm contrato até o final de novembro. É o caso dos goleiros Érico e Adriano, lateral-direito Carlão, meias Lenílson, Ewerton e Negretti e ainda o atacante Léo Guerreiro.

Segundo Pappelin, o valor seria bem maior, contudo, os atletas aceitaram abrir mão de dois meses de salários atrasados e dos três que receberiam até o término de seus contratos. O problema é que o clube não tem como quitar a dívida no momento.

Para complicar a situação, todos os jogadores moram em hotel por conta do clube e estão correndo o risco de serem despejados. 'É um gasto a mais que também precisa ser resolvido', disse Pappelin. As despesas com a hospedagem dos atletas chegam a R$ 900,00 por mês. O clube deve alguns meses, que estão sendo cobrados pela gerência do hotel. Os jogadores já foram ameaçados de despejo por conta do atraso.

Com exceção de Ratinho, que viajou para Maringá-PR no último sábado, sem receber nada, os demais jogadores permanecem em Belém. O apoiador, conforme explicou Pappelin, abandonou o Baenão sem ter assinado a rescisão de seu contrato. O atleta prometeu recorrer à Justiça para tentar receber o que tem direito.

Ratinho, a exemplo dos demais jogadores, chegou a fazer acordo para facilitar sua saída do clube. 'Ele queria receber só um mês de salário, mas não havia dinheiro para fazer esse acerto', contou Pappelin.

Todos os jogadores com contrato até novembro, inclusive Ratinho, seguem com vínculo empregatício com o clube. 'Ninguém ainda assinou rescisão. Os jogadores só concordam em romper o contrato mediante o pagamento da dívida do clube com eles', afirmou Pappelin.

O pior, de acordo com o coordenador do Leão, é que o clube não tem de onde tirar dinheiro e nem existe perspectiva de quando entrará recurso nos cofres azulinos.

Seletivo - O goleiro Adriano poderá defender o Pinheirense no torneio Seletivo do Parazão 2009. O jogador já teve uma conversa com o ex-diretor remista Evandro Almeida, que assumiu o comando do futebol do clube de Icoaraci.

O outro goleiro, Érico, se queixa do descaso da diretoria do Remo com a situação dos jogadores. 'Estou passando dificuldades junto com os demais jogadores e não aparece ninguém para dar uma solução', acusou o arqueiro.

Para quitar a dívida com todo o elenco, incluindo os jogadores que têm contrato mais longo, como o zagueiro Diego Barros e o meia Jóbson, o Remo precisaria de pelo menos R$ 150 mil. A folha do clube na Série C do Brasileiro chegou a R$ 200 mil, mas foi reduzida após a saída do técnico Luís Carlos Cruz e dos atacantes Reinaldo Aleluia e Moré, contratados na reta final da segunda fase da competição nacional.

RAIOS X DA SITUAÇÃO

Salários atrasados: Julho e agosto

 

Dívida com os jogadores contratados até novembro: R$ 60 mil

Despesas com hospedagem de jogadores: R$ 900,00/mês

Jogadores importados: Adriano, Érico (goleiros); Carlão (lateral-direito); Lenílson, Ewerton, Negretti (meias) e Léo Guerreiro (atacante)

Quem já deixou o Baenão: Ratinho, Reinaldo Aleluia e Moré

* FONTE: Coordenação de futebol do Remo

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

Dívida total do clube com o elenco: R$ 150 mil

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