Representantes da Plurisports S. A., empresa especilizada na capitação de recursos e gestão empresarial, estiveram reunidos ontem pela manhã, na Federação Paraense de Futebol (FPF), com dirigentes de Remo, Paysandu, Tuna, Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) e FPF. Na oportunidade, foram iniciadas as discussões em torno do projeto de investimento que a empresa poderá firmar com os clubes. A parceria, caso venha a ser fechada, poderá representar, segundo o representante do Leão no encontro, presidente Raimundo Ribeiro, a salvação financeira para as agremiações, que estão de 'pires nas mãos'. Após o encontro da manhã, os investidores seguiram em visita aos estádios dos três 'grandes' da capital, que poderão ser transformados em arenas multiuso.
De acordo com o representante da Seel, secretário Alberto Leão, o encontro de ontem serviu apenas para uma exposição inicial da forma de atuação da empresa, que, por meio da incorporadora WTorre, fez parceria com o Palmeiras para a construção de uma arena no Palestra Itália. 'Ainda não existe nada fechado no sentido da parceria', explicou Leão. 'Neste primeiro momento, acontece apenas a troca de informações', completou. Além do secretário, participaram da reunião os presidentes Raimundo Ribeiro (Remo), Luiz Omar Pinheiro (Paysandu), Marcos Moraes (Tuna) e Antônio Carlos Nunes (FPF).
Pela Plurisports, esteve presente o presidente da empresa, Vladimir Antônio Rioli, acompanhado por dois assessores. O encontro foi viabilizado por Alberto Leão, que disse apostar no potencial de público do futebol do Pará para ajudar no fechamento do acordo entre a Plurisports e os clubes.
De acordo com o secretário, a vinda dos empresários representou um grande passo para o bom encaminhamento das negociações. Rioli, no entanto, tem passado marcado por ter sido personagem de capa da revista IstoÉ, em 2002 e outras publicações de prestígio.
O empresário é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de indícios de favorecimento político quando esteve na vice-presidência do Banespa. De acordo com reportagem da revista Consultor Jurídico, de 20 de setembro de 2002, 'o Ministério Públicio Federal fez ajuizamento de ação cautelar diante de indícios de favorecimento político, devido às relações existentes entre Gregório Marin Preciado , Ricardo Sérgio de Oliveira, José Serra, Vladimir Antônio Rioli e Ronaldo de Souza (...) Vladimir Antônio Rioli também beneficiou a firma do Sr. Gregório Marin Preciado (...) o Sr. Rioli foi Vice-presidente do Banespa e concedeu à firma Gremafer empréstimos em valores superiores a R$ 20 milhões.'
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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