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Reputação comprometedora  (Últimas do Leão) escrito em segunda 06 outubro 2008 13:32

Ex-jogador do remo, Sandro Silva diz que nunca sofreu tanto para receber salários na carreira como em Belém

A fama de 'caloteiro' que há algum tempo persegue os clubes paraenses voltou a ser notícia nacional esta semana. A revista 'Gol F. C', em seu segundo número, chegou às bancas de revistas trazendo como matéria de capa uma entrevista com o ex-volante do Remo, Sandro Silva, hoje titular do Palmeiras. O jogador é chamado de 'Guerrilheiro Verde'. Em quatro páginas da publicação, Sandro fala de vários assuntos ligados a sua carreira. Sobre a sua passagem pelo Baenão, o defensor não economiza críticas, dizendo que os dirigentes remistas eram mal pagadores.

Ele também afirma na entrevista concedida à revista, que tem circulação nacional, com 45 mil exemplares distribuídos nacionalmente, que nunca sofreu tanto na carreira para receber seus salários como ocorreu na época em que estava no Remo, em 2007. O jogador afirma que nunca viu nada igual no futebol brasileiro. O atraso salarial tem feito com que muitos jogadores só concordem em vir jogar nos clubes locais com, no mínimo, um mês de salários antecipados. Foi o que aconteceu recentemente na vinda dos atacantes Moré e Reinaldo Aleluia para o Remo.

Quem chegou ao Baenão confiando nos dirigentes acabou se dando mal. Que o diga o meia Ratinho. O jogador cansou de esperar pelo pagamento de seus salários e decidiu viajar para o interior do Paraná, após rescindir contrato sem levar um só centavo no bolso. Ratinho deixou em Belém um aviso aos cartolas do Leão: recorrerá à Justiça para receber o que tem direito. É mais um que poderá, no futuro, provocar o leilão de um dos patrimônios azulinos.

Alguns jogadores contratados pelo clube este ano tiveram um pouco mais de sorte que Ratinho, mas nada que pudesse empolgar tanto. Érico, Lenílson, Ewerton, Léo Guerreiro e Negretti, que não disputou uma só partida pelo time, receberam um mês de salário e, para não fugir à regra, um monte de notas promissórias, que serão resgatadas pelo clube no futuro. Pelo menos essa é a promessa. Quem permaneceu no clube continua a espera do pagamento dos salários. O atraso já caminha para três meses, o que dá direito aos atletas - pela Lei Pelé - de abandonarem o clube, com todos os direitos garantidos, inclusive os salários que não foram pagos.

Os mais chateados com a situação são o goleiro Adriano, com 93 jogos oficiais pelo time, e o zagueiro Diego Barros, ambos 'xodós' do torcedor remista. Os dois têm buscado uma solução para o problema, mas até mesmo os dirigentes, assim como dinheiro, sumiram do clube. 'Estou contando apenas com a ajuda do seu Max (Fernandes, diretor), que me arruma alguma coisa', conta Diego. 'O medo é que um dia ele chegue e diga que não pode ajudar mais', comentou.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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