|
O goleiro Adriano e o zagueiro Diego Barros eram os mais insatisfeitos com a demora no pagamento. O segundo chhegou a fixar um prazo para receber parte do atrasado, caso contrário iria para um clube do interior de São Paulo. Já Adriano, que também recebeu o vale, espera colocar hoje no bolso a quantia acertada com a diretoria do clube. Mas independente do pagamento ou não, o arqueiro já adiantou que estará em campo, neste sábado, para enfrentar a Tuna Luso, na abertura do torneio.. Os jogadores estão conscientes de que só a presença do torcedor nos jogos da Copa do Centenário poderá tirar o grupo do aperto financeiro. 'Sabemos que os torcedores não tem culpa alguma pelo que está acontecendo, mas precisamos, mais uma vez, da colaboração de todos eles', afirmou o meio-campista Jóbson. O apoiador pediu o comparecimento da galera remista, ressaltando que o torneio poderá representar o início dos preparativos do time para a temporada de 2009. 'Por isso também o apoio do torcedor é importante', argumentou. Diego Barros pensa da mesma maneira do meio-campista. 'Não resta dúvida de que a presença do torcedor é bastante importante', disse. 'Só ele poderá ajudar a tirar o clube dessa crise em que se encontra. Por isso sei que o torcedor, que tem um grande amor pelo clube, não faltará', afirmou. Adriano e o atacante Marcelo Maciel ressaltaram a importância de o Remo fazer um bom papel no torneio para que o torcedor ganhe confiança para a próxima temporada. 'Sei que o torcedor está chateado com o que aconteceu no Brasileiro, mas o Remo tem todas as condições de dar a volta por cima a partir desse torneio', comentou Maciel. O jogador lembrou a importância de boas arrecadações nos jogos do time. 'Tendo público, a diretoria vai poder contar com dinheiro para contornar os problemas financeiros que enfrenta, como o pagamento dos salários do elenco', arrematou o jogador, que tem presença confirmada no sábado. Fabinho pode ser o próximo a dizer adeus ao clube remista O meia-atacante Fabinho poderá ser o próximo jogador a dar adeus ao Baenão. Ontem, ele teve uma conversa com o técnico Carlinhos Dorneles, pela manhã, quando manifestou interesse em deixar o Remo. A insatisfação do jogador, conforme explicou a imprensa, não se deve à questão salarial, como ocorreu com outros atletas, mas sim ao fato de parecer fora dos planos do treinador. 'Sei que o professor tem a sua equipe base e dificilmente eu terei oportunidade', avaliou. 'Sendo assim, prefiro ir para um outro clube onde eu possa ter mais utilidade', afirmou o apoiador, que começou nas divisões de base da Tuna. Fabinho revelou que ainda não tem clube em vista, mas que, recebendo o sinal verde da diretoria para sua saída, tratará de encontrar um novo emprego. 'Vou esperar por uma decisão do treinador, que ficou de me dar uma resposta. Se realmente não houver interesse, aí sim vou correr atrás de uma outra equipe', informou. O meia chegou a falar na possibilidade de retornar ao antigo clube, a Tuna. 'Foi onde eu comecei minha carreira, mas minha volta vai depender daquilo que a Tuna tiver para oferecer', argumentou. Fabinho tem contrato com o Remo até 2009 e, de acordo com a coordenação de futebol do clube, não será criado empecilho, caso ele chegue à conclusão de que o melhor a fazer é deixar o clube. O atleta chegou ao Baenão indicado pelo ex-treinador remista Artur Oliveira. Durante a Série C do Brasileiro, o jogador teve poucas oportunidades na equipe titular, que tinha em seu meio-campo dois apoiadores importados pelo clube: Ratinho e Lenílson. O meia fez apenas três partidas com a camisa azulina, duas delas desde o início. O principal feito do jogador com a camisa remista aconteceu longe dos olhos do torcedor do Leão. Foi em Manaus, quando ele anotou um golaço na derrota do Leão (4 a 3) diante do Holanda/AM, no estádio Vivaldão. Foi o único tento marcado pelo apoiador, mesma marca conseguida pelo importado Léo Guerreiro e o caseiro Joãozinho, que fizeram um número maior de partidas pelo clube. Papelin de malas prontas para voltar a sua terra natal O coordenador de futebol do Remo, Sérgio Papelin, está de malas prontas para retornar a sua cidade de origem, Fortaleza/CE. O funcionário azulino só espera por uma conversa com o presidente Raimundo Ribeiro a fim de sacramentar seu adeus ao Baenão. No encontro com o dirigente, Papelin pretende definir as pendências financeiras que tem no bicampeão estadual. Ele está há alguns meses sem ver a cor dos salários, tendo, inclusive, de gastar sua próprias economias para não passar necessidades. Mas o coordenador evita falar publicamente em números para não causar mal-estar dentro do clube. 'Tenho alguns meses para receber, mas não vou falar em números. Prefiro deixar para tratar desse assunto com o presidente', esquiva-se. O coordenador informa que tem pronto um relatório contando em detalhes a situação do departamento de futebol azulino. No documento, de 20 páginas, Papelin faz sugestões, que, segundo ele, poderão ser adotadas pelo sucessor de Ribeiro. A idéia inicial de Papelin era passar o documento diretamente ao futuro mandatário remista. 'Infelizmente não posso esperar até a eleição de dezembro', justifica. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo Leão, sobretudo no segundo semestre, Papelin, numa auto-avaliação, classificou como positiva sua passagem pelo clube. 'Mesmo com todos os problemas que tive de enfrentar, acredito que consegui desenvolver um bom trabalho', analisa. Papelin diz ser grato ao presidente Ribeiro, que o trouxe para Belém. 'Só tenho a agradecer ao nosso presidente, que confiou no meu trabalho', afirma. Papelin acredita que a crise enfrentada pelo Remo será superada pelo clube em breve. 'O Remo tem potencial para superar essa siituação', garante. 'Tenho certeza que em pouco tempo as coisas voltarão a se normalizar', sinaliza. Voltando a falar sobre as pendências salariais, o coordenador avisou: 'Pretendo acertar da melhor maneira possível para que, lá na frente, não venha a surgir problema', declarou Papelin, que ainda não tem clube em vista para trabalhar em 2009. Orlando frade apresenta o seu projeto O candidato à presidência do Remo, coronel reformado do Corpo de Bombeiros Orlando Frade, de 49 anos, apresentou, ontem, na sede social do clube, o projeto de trabalho que pretende adotar na direção do clube no biênio 2009/10, caso venha a ser eleito no pleito que deverá ocorrer dia 1º de dezembro. Frade promoveu um encontro com alguns conselheiros do clube e a imprensa, quando distribuiu o 'Plano Estratégico 2009-2015', no qual está toda a plataforma de trabalho que ele pretende colocar em prática a partir de seu primeiro dia de mandato. O dirigente tem como principal meta promover a recuperação financeira do clube, que se encontra atolado em dívidas e sem perspectiva de receita para quitá-las. O projeto do candidato prevê ainda a volta do Remo à Série A do Brasileiro, mas isso somente em 2015. O primeiro passo, de acordo com o projeto, é reconduzir o Leão à Série C e, posteriormante, a Série B do Nacional. O sócio azulino promete aumentar a receita do clube, elevando os valores pagos pelos patrocinadores da agremiação, bem como uma rredirecionamento financeiro nas parcerias com a Timemania e Rede Celpa. Os conselheiros que compareceram ao encontro receberam cópias do 'Plano Estratégico 2009-2015', no qual consta ainda a renegociação das dívidas do clube, formas de investimentos que serão tentados caso Frade venha a ser eleito, assim como a forma como o departamento de futebol será gerenciado. No quesito futebol, o candidato promete a contratação de um treinador vitorioso, 'independente que seja local ou de fora', e jogadores regionais. O candidato promete ainda valorizar as divisões de base do clube, que terão a partir de janeiro de 2009, quando ele tomará posse, caso venha a ser eleito, uma nova administração, com a implantação do projeto 'Novo Remo'. O candidato promete correr atrás de parceria com a iniciativa privada para colocar em prática a revelação de novos talentos para o clube. Uma rede de escolinhas de futebol com abrangência regional será criada a fim de descobrir novos craques, que serão aproveitados, incialmente, nas divisões de base e, depois, no futebol profissional do clube. No encontro, Frade fez questão de ressaltar que não está correndo atrás de voto junto aos conselheiros do clube, encarregados de eleger o presidente. 'O que estou apresentando é um projeto, que tem como meta a recuperação da instituição Clube do Remo. Quem apostar nesse projeto estará ao nosso lado na eleição', discursou Frade. Poucos conselheiros participaram do encontro, mas cópias do 'Plano Estratégico 2009-2015' serão enviadas a todos os integrantes do Condel. |
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
A diretoria do Remo depende da participação do torcedor
nos jogos do time na Copa do Centenário para colocar em dia o
pagamento dos jogadores e funcionários azulinos. O clube deve pouco
mais de dois meses de salários ao elenco, que desde a eliminação na
Série C do Brasileiro vem aguardando pela regularização da
situação. Na antevéspera do Círio de Nazaré, na semana passada, os
atletas e membros da comissão técnica receberam um vale, com o
valor variando entre 20% e 30% dos salários de cada um. O dinheiro
serviu para amenizar a crise, que já ameaçava provocar debandada de
jogadores no clube.
Comentários