ALELUIA! Remo vence o Ceará, quebra jejum e já sonha com a virada
Depois de um primeiro tempo digno
de esquecimento, o Remo demonstrou garra e oportunismo na etapa
final e venceu o Ceará, ontem à noite, no
Mangueirão, em jogo válido pela 11a rodada da
Série B do Campeonato Brasileiro. Jóbson, em belo
chute de longa distância, e Fábio Oliveira, numa
ótima trama do ataque, marcaram para o Leão, que
quebrou uma seqüência de quatro jogos sem
vitória.
Com os três pontos, os azulinos subiram uma
posição na tabela e ocupam agora o 18o lugar. Na
próxima sexta-feira, a equipe tenta manter o pique recebendo
a Portuguesa (SP). O Vovô alencarino ficou no
prejuízo, caindo cinco colocações - é o
14o. O próximo compromisso do alvinegro, que atuará
em casa, será diante do São Caetano.
A torcida remista temeu pelo pior nos primeiros 45 minutos. O time
não tinha criatividade, era dominado com certa facilidade
pelo adversário, que ameaçou bastante. As melhores
chances do Leão saíram dos pés do
lateral-direito Lucas, que tentou um voleio aos 10 minutos e cinco
minutos depois aproveitou um rebote e disparou de frente para o
gol, mas a bola desviou na defesa e subiu.
O Ceará chegou diversas vezes com perigo, como em lance de
profundidade que o volante Flávio desperdiçou, de
frente para Adriano. O atacante Vavá perdeu sozinho a melhor
oportunidade, aos 30 minutos, após cobrança de falta.
Ele chegou a mergulhar fazendo pose, mas errou o alvo. Lucas
apareceu bem aos 37, fazendo cruzamento rasteiro que sobrou para
Andrezinho, mas Adilson fez a antecipação.
No segundo tempo, aos 3 e 15 minutos, Thiago Almeida e Marcos
Pimentel invadiram a área e Adriano impediu o pior. O time
visitante tinha um bom entrosamento e procurava manter a
supremacia. O técnico Charles Guerreiro então fez
algumas mudanças, a principal delas, a entrada de Landu,
deixou o time com três atacantes e mais perigoso.
Aos 34 minutos, Jóbson, o melhor azulino em campo, viu um
clarão a sua frente e mandou uma bomba que pegou efeito e
entrou: 1 a 0. Sérgio Manoel quase empatou numa
cobrança de falta, que Adriano defendeu com o peito. Em
seguida, aos 43, Fábio Oliveira aproveitou bola mascada em
chute de Neto, mas o juiz assinalou equivocadamente impedimento.
Mas aos 45, o artilheiro aproveitou passe de calcanhar de Landu
para aumentar sua média no Brasileiro: ele atingiu a marca
de sete gols, e é o vice-artilheiro da Segundona.
J.R. RODRIGUES
Atletas destacam garra do time
O zagueiro Magrão, um dos
melhores em campo do Leão, deixou o gramado enfatizando a
vibração do time. “Fizemos um jogo
sério, com garra. Todos se empenharam e conseguimos um bom
resultado”, comemorou. O volante Jóbson, um dos mais
festejados no vestiário, disse que na Série B
“não existe nenhum bicho-papão”, e
lembrou que o Remo não desistiu de perseguir o
resultado.
O atacante Landu teve uma reestréia em grande estilo. Ele
mereceu o reconhecimento do atacante Fábio Oliveira na
participação do segundo gol, e preferiu agradecer o
apoio da torcida. O xodó azulino disse que não
está no melhor da forma física e que apelou para a
superação. O atacante Zé Soares pregou
“pezinhos no chão” para as rodadas seguintes.
Fábio Oliveira disse que jogar com Zé Soares e Landu
facilita o seu trabalho. (J.R.R.)
Goleador não pega a Lusa
A vitória sobre o
Ceará já é coisa do passado para o
técnico Charles Guerreiro. O foco já é a
Portuguesa. Para tentrar chegar a mais uma vitória na
sexta-feira, ele não terá o goleador Fábio
Oliveira, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. A boa
notícia é que o volante Sandro Silva cumpriu
suspensão e já está à
disposição.
Guerreiro estudará outras opções para o
meio-campo, já que Andrezinho e Wellington Saci não
fizeram boa apresentação ontem. Sem dúvida que
o setor de armação foi o mais problemático na
partida. Na defesa, o destaque ficou por conta de Bebeto, que teve
bom posicionamento e muita disposição. O jogador
sentiu dores num joelho e acabou pedindo para sair, mas não
será problema para encarar a Lusa.
Com as alterações que fez, o técnico Charles
Guerreiro deu uma prova que conhece bem o grupo que tem em
mãos. Ele disse ter percebido a baixa produtividade de
Andrezinho e Wellington, o que sobrecarregava Jóbson. A
entrada de Alexandre tornou-se uma medida para
aproximação dos atacantes, afrouxando a
marcação rival. Para pegar a Portuguesa, Guerreiro
pensa em utilizar Landu, que ganhou elogios do comandante,
além de Joãozinho. (J.R.R.)
(Fonte: O Diário do
Pará)
Comentários