Má atuação contra a tuna ocorreu porque jogadores tiveram um desempenho tático aquém das expectativas
Mesmo com o time
apresentando um futebol abaixo das expectativas, o técnico do Remo,
Carlinhos Dornelles, adiantou ontem que não pretende mudar o
sistema de jogo para o clássico do dia 1º de novembro, contra o
maior rival, o Paysandu. O Leão continuará jogando no 3-4-3,
segundo informou o treinador. Na avaliação de Dornelles, a derrota
(3 a 1) diante da Tuna Luso, na abertura da Copa do Centenário,
ocorreu em função de erros que não estão diretamente ligados ao
sistema tático. 'Nossos alas não tiveram o desempenho esperado pelo
que pude ver nos treinos', comentou Dornelles.
O treinador salientou que a troca de sistema, passando do 3-5-2 para o 4-3-3, não pôde ser feita por causa da falta de material humano no elenco remista. 'Tenho apenas um jogador que sabe atuar como lateral, que é o Levy', comentou. 'Os demais são todos atletas com características de ala'. Voltando a falar da fraca apresentação do último sábado diante da Lusa, o treinador afirmou que o volante Marlon fez muita falta a equipe. 'Ele dá segurança ao meio-campo e, além disso, foi o jogador que eu mais utilizei em todos os treinamentos', argumentou.
Marlon estava escalado para enfrentar a Lusa, mas a mãe do atleta morreu e ele acabou ficando de fora, com Ramon assumindo a condição de titular. No intervalo da partida, Dornelles promoveu mudanças no time, que segundo ele, só tiveram proveito nos primeiros 15 minutos. 'Depois a equipe começou a prender muito a bola e, com isso, permitiu que o adversário fosse pra cima e chegasse a dois gols em jogadas de contra-ataque', analisou.
Dornelles elogiou as participações do goleiro Adriano e do meio-campista Jóbson. Já o zagueiro Diego Barros, de acordo com o treinador, 'foi regular'. A estréia do meio-campista William, que era esperada com grande expectativa, não foi bem aquilo que Dornelles esperava. 'Ele é um jogador de qualidade, mas, infelizmente, esteve abaixo do que mostrou nos treinamentos', disse Dornelles.
Para não queimar William, conforme informou, Dornelles o sacou da equipe, colocando em campo o garoto Jejê, que veio das divisões de base. 'Esse garoto entrou bem, mostrando muita personalidade', elogiou o treinador. Com uma semana para trabalhar para o clássico, Dornelles acredita que o time renderá muito mais diante do Papão. 'Temos tempo para corrigir tudo aquilo que deu errado na estréia do time', afirmou Dornelles.
Elenco azulino decepcionado com péssimo público no Mangueirão
Os jogadores do Remo ficaram decepcionados com a pífia participação do público na primeira rodada da Copa do Centenário. Dependendo da arrecadação das partidas do torneio para receber os salários atrasados, o elenco lamentou a presença de um pouco mais de mil torcedores no Mangueirão, no último sábado.
Apesar das lamentações, o goleiro Adriano não esperava um grande número de torcedores no estádio. 'Sinceramente eu já imaginava que o torcedor não compareceria em grande número', afirmou. 'O torcedor está chateado com a saída de Remo e Paysandu da Série C do Brasileiro, ainda mais vendo o Águia disputando a competição nacional', avaliou o goleiro, que completou 100 jogos - quatro não-oficiais - com a camisa do Leão.
Adriano espera que o clássico Re x Pa, pela tradição que tem, consiga arrastar um público maior no próximo sábado. 'Imagino que o clássico deva levar um público maior ao Mangueirão', comentou Adriano. 'Vou torcer para que isso aconteça'. Mesmo sofrendo três gols, o goleiro voltou a mostrar competência em campo, sendo elogiado pelo treinador Carlinhos Dornelles. O fato de estar tanto tempo sem jogar, na opinião do goleiro, contribuiu para a derrota azulina diante da Tuna Luso. Ele ressaltou ainda que a saída de alguns jogadores, liberados após o fiasco da Terceirona, também influenciou na performance da equipe.
O goleiro já fez 96 partidas oficiais e mais quatro amistosos com a camisa azulina. Mas ele só pretende festejar a 100ª partida quando acontecer uma partida oficial. Adriano tem contrato com o Remo até o próximo mês. Ele já deixou claro, no entanto, que pretende continuar no clube. No entanto, para renovar o contrato, o goleiro pretende receber primeiramente o que o clube lhe deve. Além dos salários dos últimos três meses, que tiveram apenas uma parte paga, o arqueiro ainda tem dinheiro de 2007 para receber.
Dos jogadores importados pelo clube, Adriano e o zagueiro Diego Barros são os únicos que continuam no elenco. Os demais são atletas da casa, vindo de outros clubes, como Marlon e Garrinchinha (ex-Tuna Luso) ou saídos das divisões de base, onde trabalharam com o técnico Carlinhos Dornelles.
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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