O ex-presidente Raphael Levy e o benemérito Carlos Rebelo asseguram que poderão sair candidatos no pleito que escolherá, no dia 10 de novembro, caso a eleição não volte a ser embargada pela justiça, o sucessor do presidente Raimundo Ribeiro, que deixará o comando do clube em janeiro de 2009. Cada um deles encabeçaria uma chapa, mas para que isso aconteça, os eventuais candidatos fazem algumas imposições. Levy informa que só lançará seu nome caso venha a contar com o apoio dos grupos de 'cardeais', dirigentes históricos do clube. Ele diz ainda que terá de contar com um bom vice para registrar a chapa.
Já Rebelo é mais exigente. Ele só concorda em sair candidato caso o número de conselheiros eleitos seja reduzido de 100 para 50 membros. Rebelo vai mais além: exige apontar os 12 beneméritos que serão eleitos para completar o Conselho Deliberativo (Condel). 'Meu nome estará sempre à disposição para a presidência do Remo, desde que aceitem a minha proposta', avisa Rebelo. Na opinião do benemérito, sem a redução do número de integrantes do Conselho não dá para se administrar adequadamente o clube.
A proposta de Rebelo, no entanto, jamais será atendida. É que o atual Conselho só terá seu mandato encerrado em 2010, não existindo a menor chance de ser reduzido, como deseja o benemérito. O Condel foi eleito no final de 2006, com seu presidente, Pedro Lima, que tem mandato de dois anos, tendo de deixar o cargo no final deste ano. Felício Pontes deverá ser o novo presidente, já que até aqui ninguém lançou chapa para disputar o comando do órgão máximo do clube.
Rebelo mostra-se favorável à antecipação do pleito que apontará o presidente azulino para o biênio 2009/10, como foi aprovada na reunião do Condel na última segunda-feira. 'O Remo está acima de seu estatuto', avalia. Por sua vez, Levy tem opinião divergente. Para o ex-presidente, o Condel voltou a errar ao antecipar a eleição. 'Que diferença faz eleger o presidente no dia 10 de novembro ou no dia 1º de dezembro?', indaga.
Para Levy, mais uma vez, como ocorreu no dia 29 de setembro, o Remo poderá passar pelo vexame de ter a eleição de seu futuro presidente embargada pela justiça. 'Foi uma grande tolice antecipar essa eleição', dispara. 'Qualquer um pode recorrer à justiça e conseguir uma liminar, como fez aquele sócio, anulando o pleito', salienta Levy, referindo-se ao advogado Marco Aurélio de Jesus Mendes, que, por intermédio de uma liminar, mais tarde cassada pelos advogados do clube, impediu a eleição do mês passado.
Espaço aberto para novas chapas à disputa presidencial
O presidente do Conselho Deliberativo (Condel) do Remo, Pedro Lima, informou, ontem, por telefone, do Rio de Janeiro, que novas chapas poderão se inscrever para disputar o pleito que elegerá, no dia 10 de novembro, o presidente do clube para o biênio 2009/10. Lima encontra-se no Rio de Janeiro tratando de assuntos de seu interesse, mas nesta quinta-feira estará de volta a Belém, quando pretende publicar o edital de convocação para o pleito. Ele informou que entende que com a anulação da eleição que seria disputada no dia 29 de setembro, por força de uma liminar, abriu espaço para a inscrição de novos candiddatos.
'No meu entendimento o pleito do dia 29 foi anulado, portanto tudo o que havia sido feito perdeu a validade', argumentou Lima. 'Algumas pessoas dentro do conselho entendem de forma diferente, mas na minha opinião pode ocorrer a inscrição de novas chapas', ratificou. O presidente explicou que o encontro entre os candidatos à presidência e os integrantes do Condel, marcado para o dia 3 de novembro, não será bem um debate. 'O que vai ocorrer é a exposição do plano de trabalho de cada um deles', explicou.
Lima deu mais detalhes sobre o encontro: 'Os candidatos vão responder perguntas dos conselheiros e até mesmo dos torcedores, já que a idéia é colocar um telefone à disposição para a manifestação do torcedor', revelou. Quatro candidatos estão com chapas registradas para concorrer ao cargo: Pedro Minowa, Amaro Klautau, Orlando Frade e Benedito Sá. Todos estão em plena a campanha, com dois deles - Frade e Sá - já tendo, inclusive, distribuído entre os conselheiros os planos de trabalho para a recuperação do clube.
O presidente do Condel informou que o sócio Marco Aurélio de Jesus Mendes, autor da ação que resultou na liminar que impediu a eleição antecipada do dia 29 de setembro, se tornou persona non grata no clube. A sugestão para o título partiu do secretário do Conselho, Altemar Paz e foi aprovada na reunião do Condel, na última segunda-feira. O sócio, conforme explicou Lima, continuará com todos os seus direitos garantidos. 'Esse título se refere apenas a uma questão moral. O sócio, por exemplo, não está impdeido de usufruir das dependências do outro ou outras regalias', afirmou.
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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