BELÉM (PA) - Às vésperas do clássico Re-Pa, se de fato a segunda rodada da Copa Centenário for sacramentada, o cenário no Remo ganha capítulos de desolação. Com três meses de salários atrasados – excetuando vales recebidos antes da comemoração do Círio de Nazaré –, os jogadores do Remo estão, visivelmente, desmotivados. Alguns, como o meio-campo Jóbson e o goleiro Adriano, já mostraram que acreditam que a melhor solução é a desativação do futebol profissional azulino.
Só voltaria na temporada 2009. O sentimento se re ete na qualidade e dificuldade do trabalho desenvolvido por Carlinhos Dornelles, treinador do Leão. Para se ter uma idéia, durante a reapresentação de ontem no Estádio Evandro Almeida, o Baenão, Dornelles recebeu apenas nove jogadores profissionais. Sequer dá para formar uma equipe titular. Na verdade, o episódio se repetiu. No último sábado (26), outros oito jogadores se apresentaram para as movimentações - sendo que o único profissional foi o zagueiro Jorge Silva.
O elenco curto também é motivado pelo fato de três remistas estarem em tratamento no Departamento Médico. São eles: o zagueiro Diego Barros, o meio-campo Toninho e o apoiador Ramon. Diante da situação, cresce a expectativa de Dornelles utilizar jogadores oriundos das categorias de base do clube em detrimento aos atletas profissionais. Segundo especulações, o plantel está chateado por conta do descaso da diretoria, que não atendeu jogadores e funcionários numa reunião na última sexta-feira.
O comandante remista, então, mostrou que não pode exigir assiduidade dos jogadores. À rádio clube, o treinador também deu entender que está priorizando a movimentação da equipe Sub-20. Outra situação que causou espanto foi a falta de médicos, para tratar das contusões dos azulinos. Como se não bastasse os problemas em série, Dornelles não está conseguindo contato com a direção do Leão. (Fonte: O Diário do Pará)
Comentários