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O Remo enfrentou duas greves em 2008. Sem receber os salários atrasados, os jogadores cruzaram os braços às vésperas de decidir o Campeonato Paraense, em junho, e logo após a demissão do técnico Artur Oliveira, em agosto. Somente os jogadores sabiam quem comandava o movimento grevista. Mas, ontem, o lateral-direito Levy revelou que os encrenqueiros eram jogadores de fora, importados. 'Não vou dizer que os jogadores daqui não apoiaram, mas a gente precisava mostrar que nosso grupo era fechado', declarou Levy, em entrevista a uma rádio local. 'Os atletas daqui nunca seriam os ‘cabeças’, até porque sabíamos que iríamos prejudicar o Remo.' Caso seja verdadeira, a acusação de Levy reforça um dos erros cometidos pela atual administração remista: o número exagerado de jogadores importados. Levy recusou a proposta que recebeu do empresário que tirou os pratas-da-casa Cicinho e Da Silva do Baenão, cujo nome não foi revelado. Em conversa com o presidente Raimundo Ribeiro, o lateral ficou convencido de que ficar no Remo seria mais vantajoso para sua carreira. Aos 20 anos, Levy deixou a base azulina para se destacar no Parazão 2008, assim como o zagueiro Da Silva. O lateral tem contrato até 2010 com o Leão. E, apesar das dificuldades financeiras, disse que permanecerá no clube. 'Tive a oportunidade de conversar com o presidente, que prometeu que honraria comigo os salários atrasados', declarou Levy. Já o goleiro Adriano e o atacante Marcelo Maciel ainda não conversaram com Raimundo Ribeiro. Os contratos dos dois jogadores terminam no final do mês. |
(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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