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Crise: inferno astral remista não termina e problemas se acumulam no Baenão  (Últimas do Leão) escrito em segunda 10 novembro 2008 12:26

BELÉM (PA) - Ao lado do arqui-rival Paysandu, o Remo é o maior vitorioso da história dos campeonatos paraenses. Na sua sala de conquistas, guarda com carinho a Taça do Campeonato Brasileiro da Série C de 2005. Um clube centenário e vencedor, mas atolado numa crise sem precedentes. Embora glorioso e com uma torcida enorme, emergiram problemas e a avalanche tende a continuar.

Problemas frutos de uma série de atropelos administrativos que, justiça seja feita, não foram somente de responsabilidade do atual presidente, Raimundo Ribeiro. O imóvel Carrossel, área anexa ao Estádio Baenão, por exemplo, pode ser leiloado esta semana. Com o futebol profissional desativado por conta do rebaixamento à quarta divisão do futebol brasileiro, o Remo se dispõe a tentar agendar amistosos caçaníqueis no interior do Estado que, além de obter pequena quantia em dinheiro, pode render (quem sabe) a revelação de um talento. Mas, por enquanto, o departamento de futebol não soma nada, só perde. Até jogadores revelados na terra vão à Justiça em busca da suas desvinculações. Prova que não acreditam em nenhum projeto de reconstrução. Recentemente, foram o lateral Cicinho e os zagueiros Da Silva e Rodrigo.

Ambos engrossaram uma lista da qual já faz parte o centroavante Adriano Miranda, que partiu rumo à carreira internacional e que não gerou sequer R$1,00 aos cofres azulinos. Fora os ex-integrantes da comissão técnica. E a  bola de neve por pouco não é maior: o polivalente Levy quase tomou o mesmo rumo, assediado por empresários. O pior é a situação de Carlinhos Dornelles, responsável por coordenar e descobrir valores. Está prestes a completar incríveis 40 meses sem receber salários.E os problemas não terminam. Ídolos do clube estão expostos a situações dramáticas. O meio-campo Ratinho procurou a imprensa paraense e acusou um calote. Após uma discussão com o presidente, o zagueiro Diego Barros chorou copiosamente por conta dos atrasados.

Já o goleiro Adriano convive com dificuldades, para honrarcompromissos referentes ao seu aparelho de telefone e o automóvel. Restam projetos isolados. Ex-diretores do amadorismo, Lucival Alencar e José Campos, querem organizar um torneio, no Estádio Baenão,para angariar fundos e pagarfuncionários. Apesar de ter vencido o estadual da temporada, os remistas devem estar cruzando os dedos para o ano terminar, já que o novo presidente só assume em janeiro de 2009. Pelo menos, renascerá a esperança.

(Fonte: O Diário do Pará)

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