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A paciência chegou ao final  (Últimas do Leão) escrito em quinta 13 novembro 2008 11:41

Um dia depois de ter dito que não sabia até quando sua paciência se prolongaria, ao que tudo indica ela chegou ao fim para o zagueiro Diego Barros. Cansado de esperar por uma solução de seus problemas financeiros, com atraso de salários, o jogador afirmou que hoje é o Dia D. Se nada for feito, ele procurará a Justiça do Trabalho para tentar receber o que tem direito. Ele disse que se tomar essa iniciativa deixa Belém na próxima segunda-feira e dificilmente voltará para defender o clube.

Diego reclama, inclusive, do descaso dos candidatos à sucessão de Raimundo Ribeiro. 'Venho procurando por dirigentes e por alguns candidatos e ninguém toma uma providência. Amanhã (hoje), se continuar tudo do mesmo jeito, vou tomar uma atitude e procurar meus direitos na Justiça do Trabalho', disse. 'Não estou pedindo muito, de R$ 10 mil a R$ 12 mil para eu poder resolver meus problemas antes de ir embora, deixar tudo certo para meu retorno. Felizmente, se não voltar tenho outras pessoas interessadas em meu futebol', completou Diego.

O que o jogador fez questão de enfatizar é que se tomar essa iniciativa, procedimento que sempre disse nunca querer tomar, não negociará com mais ninguém ligado ao Leão Azul. O jogador tem contrato com o clube até o final do ano que vem e há uma multa rescisória de quase R$ 1 milhão. Essa multa pode ser reclamada por ele ao pedir os direitos federativos após três meses sem receber, mas ele garante que isso é algo que não passa por sua cabeça nesse momento.

'Tenho salários de três meses atrasados e outras coisas por receber. É uma situação bem ruim, mas estou tranqüilo. Fiz de tudo que estava a meu alcance para não ter nenhum problema, mas parece que não deu. Quero apenas meus direitos', afirmou Diego. 'A partir do momento em que entrar na Justiça e for embora não tem mais volta. Não vou mais negociar com ninguém, seja lá qual for o próximo presidente', finalizou o zagueiro.

Adriano ainda não sabe se volta para o clube azulino

O goleiro Adriano teve ontem o segundo dia de treinamento no General da Vila. O contrato dele com o clube azulino termina no final desse mês e não há nenhuma certeza se ele permanecerá. Com salários atrasados acumulados por receber desde que chegou, o jogador tem um futuro indefinido no futebol paraense após o término dessa fase.

À tarde, enquanto a maioria dos novos companheiros participavam de um jogo-treino contra uma equipe amadora, o goleiro treinava em separado com outros jogadores para readiquirir a forma.

Mesmo longe da torcida que sempre o apoiou e defendendo as cores de um clube sem um átimo da expressão que o anterior, Adriano mantinha a rotina que caracterizas os camisas um, começando antes e terminando depois de quase todos os outros. Para ele, não é um demérito defender uma camisa sem maiores aspirações. O importante, no momento, é manter-se em atividade.

'Para mim situações como essa somam. Tive uma experiência muito boa ano passado no Castanhal e espero que dessa vez seja igual, com o time se classificando para a fase seguinte.' Sobre o fato de estar longe do clube que mais o projetou na carreira, e também o que menos lhe pagou de forma ordenada, o jogador garante não sentir nenhum tipo de amargor pelo panorama. Pelo contrário, Adriano fez questão de elogiar a nova casa, o tratamento que tem recebido e, ao mesmo tempo, dar uma alfinetada nos clubes grandes da capital.

'Se estivesse tudo certo ainda estaríamos na competição, brigando por uma das vagas para a Série B. Não estamos e foram vários os motivos. Eu, da minha parte, gosto de treinar e jogar. Prefiro me manter em atividade. Férias a gente pensa depois. Eu tenho um objetivo profissional que é sempre crescer', disse. 'Hoje em dia os times considerados grandes só o são na torcida. Todo mundo está nivelado. O nível de trabalho aqui é o mesmo dos demais, as condições de treino, material esportivo, tudo da mesma qualidade', finalizou Adriano.

Carrossel é arrematado, mas juíza indefere a compra

Parte do terreno onse se localiza o Carrossel, ao lado do Baenão, foi a leilão de praça ontem na Justiça do Trabalho. Foi arrematado, mas não levado. Um grupo de empresários, representado pelo proprietário da Gêlo Pesca, indústria de Icoaraci, comprou o imóvel por R$ 1, 4 milhão, sendo que 40% para ser pago de entrada e mais dez parcerlas do restante.

Masa a juiza Mary Anne Acatauassú Camelier, titular da 1ª Vara, onde tramitou o caso do goleiro Régis, indeferiu a compra. A praça foi realizada e se algum interessado no imóvel apresentar-se com um valor superior - a avaliação foi feita em R$ 2 milhões -, leva o Carrossel.

Hoje, dessa vez por um processo na 2ª Vara, o terreno será posto à venda mais uma vez. O advogado do Remo, André Meira, não chegou a usar os recursos que tinha guardado para o leilão de ontem, o que deve fazer caso haja um comprador em potencial com mais bala na agulha.

Condel -Os nomes dos doze candidatos à Benemerência, eleição que ocorre na próxima segunda-feira em reunião do Conselho Deliberativo do clube. Os nomes são: Sérgio Zumero, Lucival Alencar, Armando Corrêa, Paulo Falcão, Clóvis Malcher Filho, Luís Rebelo, José Edílzimo Eliziário Bentes, Luiz Neto, Ulysses Carvalho, José Maria Campos, José Licínio Carvalho e Raphael Levy. Estes dois últimos ex-presidentes do clube.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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