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104 ANOS DE TRADIÇÃO, PARABENS CLUBE DO REMO.  (Amigos Azulinos) escrito em quinta 05 fevereiro 2009 10:37

Blog de amgazulinos :AMIGOS  AZULINOS, 104 ANOS DE TRADIÇÃO, PARABENS CLUBE DO REMO.

No início do séc. XIX, o remo era o principal esporte praticado no Brasil, tanto que grandes clubes existentes hoje em dia no futebol nacional são oriundos de grupos formados em prol da regata. No Pará as competições eram realizadas às margens da baia do Guajará, sempre atraindo grandes públicos para as principais competições. Entre as melhores equipes de regata estava o Sport Club do Pará, sempre vencendo etapas e lançando atletas para o cenário esportivo.

Apresentando algumas discordâncias da organização do Sport Club do Pará, alguns atletas decidiram se separar e enfrentar a fundação de um novo clube; Nascia ali o Grupo do Remo. O basta foi dado momentos antes de uma regata, quando os atletas formavam as guarnições onde estava presente Victor Engelhard, Raul Engelhard, Eduardo Cruz e José Henrique Danin. A eles se juntaram Vasco Abreu, Eugênio Soares, Narciso Borges e Jean Marechal.

O nome foi sugestão de Raul Engelhard que estudava na Europa, no entanto foi contrariado, já que na época, remo lembrava logo a “catraia”, pequena embarcação a remo ou à vela tripulada por um só homem. Raul explicou a sugestão aos demais companheiros se lembrando de um clube da Inglaterra denominado de Rowing Club, e assim ficou Grupo do Remo.

Diário Oficial do Estado - Ano XV nº 4049, sexta-feira 9 de junho de 1905.

Art.1º- Fica fundada na cidade de Belém do Pará a Sociedade Clube do Remo que se destinará:

1º- A incentivar, estimular e desenvolver por todos os meios a seu alcance o esporte náutico nesse estado, promovendo regatas sempre que julgar oportuno e seus recursos permitirem.

2º- A promover quaisquer outras diversões marítimas que tenham por objeto não só proporcionar aos seus associados útil e proveitosa distração como também alimentar o gosto por esta especialidade esportiva.

Art.2º- Não obstante ser este o fim principalmente da associação, fica, entretanto subentendido que não ficam excluídas do seu seio outras distrações nas quais possa encontrar incremento para a sua prosperidade e elementos para mais cabalmente preencher o fim a que é destinada.

Art.15º- A bandeira do Clube do Remo se comporá de um retângulo azul marinho, tendo no centro uma âncora branca, em sentido oblíquo, circulado por 13 estrelas da mesma cor.

A seguir segue um trecho publicado na edição de junho do ano de 1912 pela Folha do Norte, que retrata o objetivo pelo qual foi criado o Clube do Remo. “Está o Grupo do Remo com o seu corpo administrativo completo. Resta agora que os dignos cavaleiros sufragados ali para os postos de mais evidente responsabilidade empenhem o melhor dos seus esforços no sentido de fazerem da mais antiga agremiação náutico-esportiva alguma coisa mais importante e que traduz, fora dos quatro cantos de Belém, a dedicação dos moços do nosso meio social em prol de um ramo de diversão que, entre nós, pode não ser considerado, mas requer um incremento mais animador. É do nosso conhecimento o valor, a importância do seu quadro de sócio, cujo é composto dos moços cheio de vigor e podem quando queiram fazer a concentração de esforços em benefício da sua associação, trabalhar com a certeza de resultados satisfatórios e muito compensadores se tiverem sempre em vista o proveitoso ensinamento contido nestas cinco palavras: a união faz a força”.

Extinção e Reorganização

 
 

O desembargador Alfredo Barradas determinou através de assembléia geral no dia 14 de fevereiro de 1908 que o Remo seria extinto devido alguns associados estarem acordados com o Sport Club do Pará. Estes associados não foram citados o que abriu procedente para um recurso.

Foi quando em 15 de agosto de 1911 Antonio Silva, Cândido Jucá, Carl Schumann, Elzaman Magalhães, Geraldo Motta, Jayme Lima, Norton Corllet, Oscar Saltão, Otto Bartels e Palmério Pinto se movimentaram para uma reestruturação, promovendo o ressurgimento do Clube do Remo, que viria se torna brevemente em monumento esportivo do Estado e um patrimônio do esporte brasileiro.

Com a ajuda da Liga Marítima, os atletas transportaram as embarcações para a sede do Clube, onde posteriormente se organizou uma grande festa.  No dia 16 de novembro deste mesmo ano o Clube do Remo conquistaria seu primeiro título estadual na regata.

1913 - O futebol para o Clube do Remo

O futebol ainda não era paixão nacional, na verdade o esporte acabara de chegar no estado e os atletas davam preferência para as provas náuticas. No entanto com o passar do tempo e o aprimoramento das técnicas, o Clube do Remo conseguiu formar sua equipe, claro que não era nada de encher os olhos, mas logo mostrou competência para conseguir bons resultados no esporte.  A primeira partida disputada foi também à primeira vitória no dia 14/07/1913, contra a União Esportiva, o placar terminou 4x1 para os azulinos.  O primeiro RexPa realizado foi no dia 10/06/1914 no estádio da firma Ferreira & Comandita e deu Leão 2x1.

Com o passar do tempo o esporte foi caindo no gosto popular, já se percebia talentos diferenciados entre alguns atletas e pelo Brasil começavam a se formar grandes equipes. No Pará já estava sendo disputado o campeonato paraense de futebol até então comandado pela Federação Paraense de Desportos.

Regata

O Grupo do Remo inaugura no dia 16 de abril de 1905 a quilha de sua primeira embarcação, que viria a ser uma baleeira. A quilha é parte inferior do casco do barco sobre a qual repousa a estrutura. A embarcação media 9 m de comprimento, por 1,10 m de largura, tendo 1,10 m de boca por 50 cm de pontal. Tudo isso foi construído no estaleiro J. M. Nunes no Beco do Carmo, em Belém.

Enquanto isso os integrantes do Clube traziam da Europa o que de mais moderno existia até então para a prática do esporte. No início do mês de outubro ainda de 1905, o clube inaugurava a sede localizada na rua Siqueira Mendes tendo fundo para a Baía do Guajará. Nesta ocasião foi inaugurada a primeira embarcação do Remo denominada de Tibiriçá.

Estruturado e com ânsia para disputar uma competição, os atletas ficaram eufóricos quando souberam que seria disputada uma regata no dia 16/11/1905, no entanto os organizadores eram membros do Sport Club do Pará, e estabeleceram regras que impossibilitaram o Remo de participar. Para os já torcedores e admiradores foi divulgada nota através da imprensa explicando o golpe que o clube sofreu. No entanto momentos antes do início das provas o Remo lançou na Baía uma lancha rebocando 4 embarcações com uma faixa trazendo a seguinte frase: excluídos do campeonato.

Em 1907 a garagem náutica do Clube passou a ser na atual Boulevard Castilho França, nº 79. Neste momento já eram 9 embarcações, entre elas um out-riggers a 4 remos out-riggers a 2 remos importados da Alemanha.

Depois da extinção em 1908 e da reorganização em 1911, os atletas resgatam as embarcações até então escondidas em um galpão de propriedade de Francisco Xavier Pinto e as transportam até a antiga sede do clube onde lá planejam como participar do campeonato que viria ser disputado em novembro, que por sinal seria o primeiro título do Clube do Remo na regata paraense.

A conquista mais importante da regata azulina veio no ano de 1934. Com o título do troféu Lauro Sodré, (campeonato paraense), o Remo conseguiu a posse definitiva do valioso troféu que hoje ocupa lugar de destaque na galeria da sede social.
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