Home Data de criação : 07/05/08 Última atualização : 08/11/19 11:42 / 866 Artigos publicados
 

A Disputa está feia  (Últimas do Leão) escrito em terça 04 novembro 2008 11:56

Candidatos à direção do clube do Remo mostram suas armas

A reunião do Conselho Deliberativo do Remo, marcada para a próxima segunda-feira, quando haverá eleição para a escolha de 12 novos beneméritos, será decisiva para o lançamento ou não da chapa do empresário Carlos Rebelo à presidência do clube. Rebelo já deixou claro que só disputará o pleito caso possa eleger os beneméritos. Ele já conta, inclusive, com uma lista contendo os nomes dos conselheiros que pretende ver com o título de benemerência. Entre os escolhidos estão os ex-presidente e vice do clube, Raphael Levy e Luiz Neto, respectivamente, o médico Sérgio Zumero e o empresário Lucival Alencar.

'Há rumores de que Rebelo poderá ter como vice em sua chapa, caso venha a ser mesmo candidato, Raphael Levy. O ex-presidente já declarou, por diversas vezes, que até concordaria em ocupar a vice-presidência, desde que o candidato ao comando do clube conte com respaldo dentro do clube. Além de ter trânsito livre nos bastidores remistas, Rebelo é amigo de Levy, o que aumenta as chances da dobradinha. Ambos foram procurados, ontem, para comentar o assunto, mas estavam com os telefones desligados.

'Rebelo continuaria em São Paulo, onde foi acompanhar, no domingo, o GP Brasil de Fórmula 1, vencido pelo brasileiro Felipe Massa. Segundo informações de pessoa ligada a ele, Rebelo só deve retornar do Sudeste no dia de hoje. Rebelo assegura que tem quase R$ 1 milhão em patrocínio para colocar dentro do clube, se realmente vier a ser eleito pelo Conselho Deliberativo (Condel) na reunião do próximo dia 1º de dezembro. Os patrocinadores seriam empresas do próprio benemérito e de amigos seus.

'O interesse em disputar a eleição, mostrado por Rebelo, já começou a provocar rebuliço dentro dos bastidores remistas. Pelo menos dois dos candidatos já inscritos para o pleito - Pedro Minowa e Benedito Sá - fazem críticas à maneira como Rebelo condicionou a sua candidatura. 'Acho que quem quer ajudar, ajuda de qualquer maneira. Não é preciso exigir eleger um, dois ou 12 beneméritos', disparou Minowa. Embora tenham afirmado que abririam mão de suas candidaturas em favor de Rebelo, caso este viesse a ser candidato, os candidatos já inscritos não se mostram dispostos a retirar suas chapas da disputa.

'As possibilidades de Rebelo eleger os 12 beneméritos na eleição do dia 10 parecem bem difíceis. Alguns candidatos à benemerência, que não constam da lista do empresário, já sinalizaram com a não retirada da candidatura. É o caso, por exemplo, do presidente do Condel, Pedro Lima, que prometeu ir até o fim da eleição.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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Presidente terá um abacaxi  (Últimas do Leão) escrito em terça 04 novembro 2008 11:53

'O presidente que assumir o comando do Remo, a partir de janeiro de 2009, quando Raimundo Ribeiro deixar o cargo, terá, obrigatoriamente, de montar um novo elenco para a temporada. Dos 35 jogadores que defenderam o clube este ano, apenas 17 permanecem no Baenão. Contudo, a maioria deles terá seus contratados vencidos no final do mês, com poucas possibilidades de renovarem compromisso. O zagueiro Diego Barros é quem tem, no grupo, contrato mais longo. Ele possui acordo com o Leão até 2010, mas o 'Xerife' não descarta a transferência para outra equipe antes do término de seu contrato. 'O zagueiro afirma ter sido sondado pelo Barueri/SP e por outros clubes do interior de São Paulo. Diego não vem treinando por conta de uma lesão que diz ter na panturrilha esquerda. Mas, independentemente disso, o zagueiro não esconde sua insatisfação com o que chama de 'descaso da diretoria' com relação ao pagamento dos salários, que estão atrasados há quatro meses. O atleta poderá até recorrer à Justiça do Trabalho, como fizeram Dida Silva e Cicinho, que tentam conseguir suas respectivas liberações amparados pela Lei Pelé. 'Oito dos 17 atletas profissionais do Leão ficarão sem contrato no final deste mês (confira lista). O atacante Edilson é um deles. O jogador teve o seu contrato encerrado no final de outubro, mas acabou renovando por mais um mês para disputar a Copa do Centenário, cuja participação azulina foi suspensa por decisão da diretoria. Outro que fica sem compromisso no final deste mês é o goleiro Adriano. O arqueiro vem sendo cortejado pelo Castanhal. Mas o Japiim pretende contar com o jogador para toda a próxima temporada, enquanto Adriano só deseja disputar a primeira fase do Parazão pelo clube. 'Depois da eliminação do Leão na Série C do Brasileiro, o plantel remista passou por um desmanche. Com exceção de Adriano e Diego Barros, todos os demais jogadores importados pelo clube foram dispensados. Entre eles Ratinho, Lenílson, Ewerton, Léo Guerreiro, Carlão, Érico, Negretti, Moré e Reinaldo Aleluia. O grupo ficou restrito aos jogadores revelados pelo clube, como Tairone, Levy, Ramon e outros. Alguns jogadores foram contratados em clubes locais. É o caso de Marlon e Fabinho, vindos da Tuna Luso. 'O zagueiro Charles e o atacante Joãozinho, também contratados no futebol local, retornaram ao Ananindeua antes do término do contrato com o Leão. O atraso do pagamento dos salários motivou os atletas a tomarem a decisão. Ambos devem acertar com o Castanhal. A situação do elenco azulino Contrato até o final do mês Posição Jogador Goleiro Adriano Zagueiro Rodrigo Volante Maurício Oliveira Meia Toninho Atacante Edilson Atacantes Marcelo Maciel Atacantes Jorge Luis Contrato até 2009 Posição Jogador Goleiro Tairone Lateral-esquerdo Levy Volante Diego maciel Volante Ramon Volante marlon Meia Fabinho Meia Jóbson Contrato até 2010 Posição Jogador Zagueiro Diego Barros

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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Eleições subornadas  (Últimas do Leão) escrito em segunda 03 novembro 2008 11:35

Há menos de um mês para as eleições presidenciais azulinas, a troca de acusações entre os candidatos começou. O primeiro a ser atacado é Carlos Rebelo, nomeado benemérito do clube recentemente. O empresário prometeu injetar R$ 960 mil no Remo, caso seja eleito dirigente. Mas, por enquanto, ainda não inscreveu sua chapa. Os opositores o acusam de 'comprar' as eleições presidenciais remistas.

A promessa de Carlos Rebelo, segundo Benedito Sá, candidato à presidência azulina, é uma jogada de marketing. 'A questão do dinheiro é importante, principalmente levando em consideração a atual crise financeira que o Remo atravessa', declara. 'Porém, não é tudo. O que falta ao Remo é uma administração profissionalizada, compartilhada, descentralizadora.'

Os R$ 960 mil seriam obtidos por meio de cotas de patrocínio das empresas Iccar, Ducrel e do Grupo Reicon, que doariam cerca de R$ 80 mil por mês, durante um ano. Esse dinheiro, segundo o próprio Rebelo, seria usado para sanar os problemas mais imediatos do clube. Raimundo Ribeiro assumiu publicamente o apoio à candidatura do empresário.

Para Pedro Minowa, também candidato à presidência azulina, Carlos Rebelo foi aceito como sócio-benemérito do Remo unicamente pelo dinheiro. 'Venderam a benemerência para ele', acusa. 'Fico triste em saber que tem gente se aproveita da situação difícil do Remo. Carlos Rebelo entrou duas vezes na sede do Remo. Uma para ser benemérito e a outra para anunciar a eleição.'

Quem assumir o Remo terá que resolver um problema maior do que as dívidas do clube. No Leão, falta credibilidade, transparência e profissionalismo. O departamento de futebol amador fechou as portas. E outros setores, como o de futebol amador, de esportes náuticos e de natação, sobrevivem apenas com a ajuda de terceiros, sem nenhuma atenção ou investimento.

E, entre os candidatos Benedito Wilson Sá, Orlando Frade, Pedro Minowa, Amaro Klautau e Carlos Rebelo, há pelo menos um consenso: o Remo necessita de parcerias. E a falta de credibilidade é o principal obstáculo às pretensões do novo presidente do Remo.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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Levy diz que “migrantes” eram mentores da greve  (Últimas do Leão) escrito em segunda 03 novembro 2008 11:33

 

O Remo enfrentou duas greves em 2008. Sem receber os salários atrasados, os jogadores cruzaram os braços às vésperas de decidir o Campeonato Paraense, em junho, e logo após a demissão do técnico Artur Oliveira, em agosto. Somente os jogadores sabiam quem comandava o movimento grevista. Mas, ontem, o lateral-direito Levy revelou que os encrenqueiros eram jogadores de fora, importados. 'Não vou dizer que os jogadores daqui não apoiaram, mas a gente precisava mostrar que nosso grupo era fechado', declarou Levy, em entrevista a uma rádio local. 'Os atletas daqui nunca seriam os ‘cabeças’, até porque sabíamos que iríamos prejudicar o Remo.'

Caso seja verdadeira, a acusação de Levy reforça um dos erros cometidos pela atual administração remista: o número exagerado de jogadores importados. Levy recusou a proposta que recebeu do empresário que tirou os pratas-da-casa Cicinho e Da Silva do Baenão, cujo nome não foi revelado. Em conversa com o presidente Raimundo Ribeiro, o lateral ficou convencido de que ficar no Remo seria mais vantajoso para sua carreira. Aos 20 anos, Levy deixou a base azulina para se destacar no Parazão 2008, assim como o zagueiro Da Silva.

O lateral tem contrato até 2010 com o Leão. E, apesar das dificuldades financeiras, disse que permanecerá no clube. 'Tive a oportunidade de conversar com o presidente, que prometeu que honraria comigo os salários atrasados', declarou Levy. Já o goleiro Adriano e o atacante Marcelo Maciel ainda não conversaram com Raimundo Ribeiro. Os contratos dos dois jogadores terminam no final do mês.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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Ribeiro apóia carlos Rebelo  (Últimas do Leão) escrito em sexta 31 outubro 2008 13:41

O presidente do Remo, Raimundo Ribeiro, declarou ontem, durante uma reunião com os jogadores do clube, que poderia até renunciar ao cargo em favor da efetivação do empresário Carlos Rebelo. 'O Rebelo é o único que possui condições de assumir o cargo e solucionar os problemas', afirmou o dirigente, que prometeu correr atrás de dinheiro para pagar os salários atrasados de atletas e funcionários. 'Como é um empresário bem sucedido, o Rebelo possui onde conseguir recursos.'

Na reunião de ontem, apenas o goleiro Adriano e o zagueiro Diego Barros estavam ausentes. Na oportunidade, Ribeiro oficializou a liberação dos atletas, que só voltam ao trabalho no dia 24 de novembro. A nova promessa de pagamento do cartola, como já poderia se esperar, não agradou a ninguém na Toca do Leão. 'Já sabia que a cantiga seria a mesma de sempre', disparou um dos jogadores, que pediu para não ser identificado.

Há quatro meses, os jogadores não recebem salários integrais. A última vez que colocaram dinheiro no bolso foi na antevéspera do Círio, quando receberam um 'vale' cobrindo 30% de seus respectivos salários. A situação dos empregados do clube é ainda pior. Alguns já acumulam até seis meses sem receber. 'Não há outra forma de resolver a situação', resignou-se um dos funcionários. 'Precisamos esperar o dinheiro chegar.'

Ribeiro prometeu pagar ao menos uma das folhas em atraso na próxima semana. Mas, isso, conforme adiantou, dependerá da entrada de recursos no clube. 'Temos projetos para captar recursos', disse Ribeiro. 'Os investidores da Plurisports estão voltando por esses dias com o projeto deles. Vamos levar o projeto ao conhecimento do Conselho Deliberativo', comentou Ribeiro, que não conseguiu convencer jogadores e funcionários com o argumento. 'Isso é uma coisa que vai demorar muito', detonou, em off, um jogador. 'Não dá para esperar que o problema do atraso do pagamento seja resolvido dessa forma.'

Mais uma vez, Ribeiro culpou ontem o ex-técnico Artur Oliveira e os jogadores pela situação lastimável do clube. 'Artur jogava baralho a madrugada inteira', acusou. 'Os jogadores não se empenharam como deveriam', completou o dirigente, que também já desistiu de acertar amistosos para o Remo no interior do Estado. 'Isso não resolverá em nada os nossos problemas', concluiu. 'Temos de ver uma forma de buscar recursos.'

Conselheiro tem até o dia 26 para efetivar sua candidatura à presidência do Leão

O empresário Carlos Rebelo tem até o dia 26 de novembro para registrar sua chapa, caso queira mesmo disputar a presidência do Remo. O edital foi publicado ontem pelo presidente do Conselho Deliberativo (Condel), Pedro Lima. O aviso ratificou a data de 1º de dezembro para a escolha do sucessor do presidente Raimundo Ribeiro Filho, que deixará o cargo no início de janeiro. De acordo com o estatuto do clube, é permitida a inscrição de chapas até três dias antes da eleição. Antes da escolha do novo presidente, os candidatos serão sabatinados, no dia 26 de novembro, pelos conselheiros remistas.

'Neste encontro, os candidatos terão a oportunidade de apresentar seus respectivos planos de trabalho', explicou Lima. Até agora estão confirmadas quatro chapas, encabeçadas por Pedro Minowa, Benedito Sá, Amaro Klautau e Orlando Frade. Mas a candidatura de Rebelo poderá surgir a qualquer momento. O Condel deverá se reunir, provavelmente no dia 3 de novembro, quando avaliará o pedido do eventual candidato que exige a redução, em 2010, do número de conselheiros eleitos e a indicação de 12 beneméritos.

Rebelo promete injetar quase R$ 1 milhão para tirar o Remo do lamaçal financeiro em que se encontra. O dinheiro, conforme revelou, viria de patrocínios de empresas do próprio benemérito e de amigos seus que também torcem pelo clube. Há a possibilidade de até não ocorrer eleição no dia 1º, com os candidatos saindo da disputa para a aclamação de Rebelo. No entanto, pelo menos até ontem, os quatro candidatos já inscritos mantinham-se na disputa.

Já o presidente Ribeiro assegurou, no Baenão, que não criaria empecilhos para a efetivação antecipada de Rebelo no cargo de presidente. 'Se ele cravasse que assumiria o Remo, deixaria imediatamente o cargo', avisou. O presidente chegou a ser aconselhado a renunciar ao comando do clube, mas ele nunca concordou com a idéia. 'Não sou homem de renunciar', dizia na época. 'Vou até o fim de meu mandato'. Ribeiro, no entanto, desfaz sua postura, se Rebelo anunciar que quer assumir o Remo.

Contrariado, Dornelles não comparece à reunião

Visivelmente chateado, o técnico Carlinhos Dornelles, que comandara o time principal do Remo na Copa do Centenário, preferiu não participar da reunião de, ontem pela manhã, no Baenão, entre os jogadores, funcionários e o presidente azulino, Raimundo Ribeiro. O treinador achou melhor ficar no gramado do estádio remista, assistindo ao coletivo realizado pela equipe sub-20 do Leão, que enfrenta, na próxima segunda-feira, a Tuna, pelo Campeonato Paraense da categoria. Dornelles imaginava que o Remo continuaria disputando a Copa do Centenário, mesmo que fosse com o time de juniores.

Outro que também não participou do encontro foi o lateral Levy, que defende o sub-20 no estadual. O jogador participou do coletivo vestindo o colete da equipe titular. O defensor tem contrato com o clube até 2010, mas, assim como os demais integrantes do elenco, não esconde sua insatisfação com o atraso no pagamento. Levy não fala em deixar o clube, mas se suurgir uma proposta interessante, ele poderá até estudá-la, conforme já avisou em entrevistas no clube.

Por sua vez, Dornelles, que não recebe salários há 36 meses, esperava usar a Copa do Centenário para dar mais experiência aos jogadores que poderão ser utilizados na formação principal em 2009. O treinador evitou críticas à diretoria remista, mas afirmou que o departamento amador do clube vive de migalhas que sobram do profissional. 'Só temos alguma coisa quando está sobrando lá', afirmou. Dornelles já tinha na cabeça a formação que lançaria no próximo jogo do time no torneio caça-níqueis.

Dos chamados 'medalhões', o goleiro Adriano e o meia Jóbson seriam os únicos a formar no time. Diego Barros segue tratando de uma lesão na panturrilha esquerda.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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