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Da Dilva explica adeus ao Leão  (Últimas do Leão) escrito em sexta 24 outubro 2008 15:35

O zagueiro Da Silva, que juntamente com o lateral-direito Cicinho recorreu à Justiça do Trabalho para deixar o Remo, rompeu, ontem, o silêncio e explicou a sua saída do Baenão. O jogador, revelado nas divisões de base do clube, contou que vinha passando por dificuldades financeiras em função do atraso de quase quatro meses no pagamento dos salários no clube. O defensor afirmou que não tem clube em vista e que viajará para sua cidade de origem, Itinga, na fronteira do Pará com o Maranhão, para descansar ao lado de sua família.

'A decisão de sair (do Remo) foi motivada pelas dificuldades que eu vinha enfrentando', afirmou Da Silva. 'Não estava recebendo meus salários e ainda por cima estava sendo obrigado a gastar as poucas economias que tenho', completou. O zagueiro afirmou que chegou ao limite. 'Não dava mais para suportar. Chega uma hora em que ninguém aguenta só gastar sem receber nada', disparou o treinador. Na avaliação do zagueiro, a debandada do Baenão ocorreu na hora certa. 'Acho que estou saindo no momento exato', avaliou.

Da Silva assegurou que não tinha mais como continuar no Baenão com o clube em dificuldades financeiras. 'Não dá nem para trabalhar direito. O jogador fica sem cabeça, sabendo que tem contas a pagar e que no final do mês não terá o seu salário no bolso', desabafou. O jogador também mostrou-se insatisfeito com o fato de a diretoria ter privilegiado alguns jogadores com o pagamento de vales maiores. 'Alguns recebem mais do que os outros, quando todo mundo é igual e merecia, no meu entendimento, o mesmo tratamento', disparou.

Apesar de mostrar-se aborrecido, Da Silva afirmou que está deixando o clube sem mágoas. 'Não tenho nada contra quem quer que seja', garantiu. O jogador chegou, inclusive, a falar em retornar ao clube em outra oportunidade. 'Quem sabe se no futuro não estarei aqui novamente. No futebol é comum sair e voltar', comentou. Segundo ele, por diversas vezes procurou a direção do clube para negociar. 'Só que ninguém aparecia e quando aparecia não dava satisfação', acusou. 'Por isso tomei a decisão de sair sem comunicar nada a ninguém', concluiu.

Advogados esperam notificação para tomar providências

O departamento jurídico do Remo, por intermédio do advogado André Meira, aguarda a notificação da Justiça do Trabalho comunicando o pedido de desligamento dos jogadores Da Silva e Cicinho do clube. Os atletas, que estão há quatro meses sem receber seus salários, decidiram recorrer aos tribunais para deixar o Baenão. Os atletas são defendidos pela advogada Hélida Melú, que alegou falta de tempo, ontem, para conversar com a imprensa. Mas no processo, a causídica alega que, além dos salários, os jogadores também não vinham tendo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) depositados pelo clube.

Os jogadores não treinam mais no Baenão desde a última quarta-feira, quando estiveram no local apenas para apanhar seus pertences, inclusive o material de trabalho. Da Silva ratificou que não há nada depositado em sua conta de FGTS. 'Há um mês tirei o extrato do fundo e só aparecia zero, zero, zero e mais nada', afirmou o atleta. O jogador já firmou acordo com um empresário, que o deverá para outro clube. O zagueiro, no entanto, preferiu não revelar o nome do agente, afirmando, porém, que não se trata de Alexandre Oliveira, como chegou a ser especulado.

O advogado André Meira acredita que ainda possa reverter a saída dos jogadores do clube. Ele pretende alegar na justiça que Da Silva e Cicinho cometeram abandono de emprego. O argumento é o mesmo que foi utilizado pelo representante remista no caso Gileno, que além de não receber nada ainda teve de indenizar o Remo com R$ 50 mil. A defesa do clube, que já vem sendo preparada por Meira, mas só será apresentada após o departamento jurídico azulino ter sido notificado pela Justiça do Trabalho.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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Realidade cada dia mais difícil  (Últimas do Leão) escrito em quinta 23 outubro 2008 12:47

 

A pouco mais de um mês da realização das eleições no Remo, o clube vive hoje como uma ilha isolada, fragmentada e entregue a sua própria sorte. Vivendo a maior crise política e financeira da sua história, o Leão mostra-se desgovernado, desmotivado e um alvo fácil para a ação de empresários e agentes de jogadores. A saída para o Remo gira em torno de duas perguntas. Vale a pena o clube permanecer desunido e arriscar chegar ao fundo do poço? Ou seria melhor seus caciques despirem de todas as vaidades, deixar as armas de lado e, com muita humildade, começar tudo do zero?

Questionado assim, qualquer torcedor azulino responderia a segunda opção. Torcedor sim, mas dirigentes e caciques políticos não. Os sócios e a torcida do Remo já demonstraram claramente seu amor pelo clube na histórica campanha da Série C de 2005, quando o time conquistou seu único título nacional. Os cartolas também declararam seu amor, mas um amor egoísta que tem como território-limite o umbigo de cada um. Prova maior foram as últimas reuniões do Conselho Deliberativo, onde a unanimidade nunca foi alcançada e várias oportunidades de salvar ou ao menos minimizar os efeitos da crise foram desperdiçadas.

A tentativa de antecipar as eleições, barrada por uma medida judicial, acirrou ainda mais os ânimos, as ditas redes de intrigas e, principalmente, a disputa política pelo poder azulino. O tempero do duelo entre situação e oposição está sendo o ódio, sentimento que não constrói nada e que vem aprofundando o Remo ainda mais no abismo. 'Fizemos tudo que podíamos para negociar com a atual diretoria e encontrar uma saída política para a crise do Remo. Mas parece que tudo não passou de uma miragem. Esse pessoal (atual direção) quer enganar a quem? Eles estão pensando que com uma varinha mágica vão salvar o Remo?', questiona um integrante de um dos grupos de oposição, que pediu para ter seu nome mantido em sigilo.

A solução negociada parece cada vez mais distante do Baenão. Mas ainda é a única alternativa para o Remo. Enquanto os caciques azulinos batem de frente, representantes de cada uma das facções do clube tentam criar novas lideranças enquanto procuram manter o diálogo aberto. A saída seria encontrar uma terceira via para driblar os conflitos políticos e jurídicos do clube. O problema é que tanto situação como oposição colocam os pés pelas mãos.

Completamente isolado, o presidente Raimundo Ribeiro governa sem o apoio das principais lideranças remistas e, principalmente, sem o respaldo do torcedor. Com a concordância do Conselho Deliberativo, Ribeiro irá continuar no poder até o fim de seu mandato, em dezembro, quando haverá eleições para os poderes executivos e deliberativos. Esse é exatamente o problema do Remo. Tudo irá continuar como antes, ou seja, cada um cuidando da sua vida e o clube afundando no abismo.

Grupo estaria interessado em levar Da Silva e Cicinho

Nos gramados, o desinteresse e a apatia demonstrados pelos jogadores na estréia da Copa do Centenário foi mais uma evidência da pré-falência azulina. Sem receber salários há mais de três meses, nem mesmo as jovens promessas recém-saídas da base conseguiram encontrar motivação para enfrentar a Tuna Luso. O técnico Carlinhos Dorneles, outro credor de longa data do clube, chegou a ameaçar com barração aqueles atletas desmotivados. Mas diante de uma nova debandada de valores, o treinador foi forçado a mudar de discurso sob o risco de ficar sem opções para o Re x Pa do dia 1º de novembro.

Ontem, com um dia de atraso, a diretoria azulina descobriu que um grupo de empresários estava tirando proveito dos três meses de salários atrasados do elenco azulino para aliciar o zagueiro Da Silva e o lateral-direito Cicinho.

Ambos sumiram do clube na segunda-feira, pela manhã, logo após o treinamento no Baenão. Os dois atletas, que estavam morando na Toca do Leão, recolheram todos os seus objetos pessoais e não apareceram para treinar na terça-feira. As últimas informações eram de que, patrocinados por empresários, eles estariam prestes a dar entrada na Justiça do Trabalho com pedido de rescisão de contrato. A base para a quebra unilateral seriam os salários atrasados e o não recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Seviço).

Diante das ausências e dos boatos, o coordenador de futebol Sérgio Papelin tentou manter contato com a dupla. Ele descobriu que eles viajaram para suas cidades natais - Da Silva para Itinga, na divisa com o Maranhão, e Cicinho para Inhangapi. 'Não consegui falar com o Cicinho, mas o Da Silva me garantiu que voltaria a treinar amanhã (hoje). Só não sei se essa foi uma manobra para ganhar tempo e poder surpreender o clube com uma ação judicial', comentou Papelin, claramente desconfiado.

Segundo o que se especulava por toda a quarta-feira, o assédio aos jovens remistas teria sido feito pelo empresário de jogadores João Carlos Boiadeiro, que esteve em Belém no final de semana passada observando jovens atletas de Remo e Paysandu na Copa do Centenário. Ele teria como um de seus prepostos em Belém o ex-jogador Flávio Goiano, atualmente treinador do Pinheirense. Esta informação, contudo, foi desmentida pelo próprio Flávio Goiano. Ele garantiu que está direcionando todos os seus esforços para este início de carreira como treinador e não tem nada a ver com o 'sumiço' de Cicinho e Da Silva.

Outras especulações de bastidores davam conta de que o destino dos dois remistas já estaria selado. Da Silva seria encaminhado para o futebol português, enquanto que Cicinho estaria com um pé no Vasco da Gama-RJ.

Charles e Joãozinho pedem para ir embora

No meio da balbúrdia em que se transformou o cotidiano remista, o zagueiro Charles e o atacante Joãozinho demonstraram mais coragem e determinação do que muitos cartolas do clube. Alegando problemas financeiros, ambos decidiram abandonar os treinamentos e pedir a rescisão de contrato. A diretoria, lenta como sempre, estuda os pedidos. Contudo, não deve forçar a permanência dos atletas no Baenão, principalmente se eles abrirem mãos dos salários em atraso.

Os comentários dão conta de que o real real motivo do pedido de rescisão dos atletas é o interesse do técnico Artur Oliveira em levá-los para o Castanhal, que disputa a fase preliminar do Parazão em dezembro. Joãozinho, que tem direitos federativos vinculados ao Ananindeua, seria emprestado sob a garantia de que tanto o jogador como o próprio Artur retornariam à Tartaruga para a fase principal do campeonato, a partir de janeiro.

De acordo com o coordenador de futebol do clube, Sérgio Papelin, a solicitação dos atletas será submetida a avaliação do advogado André Meira e, posteriormente, encaminhada ao presidente Raimundo Ribeiro.

Dornelles volta atrás sobre medalhões

O técnico do Remo, Carlinhos Dornelles, parece ter mudado de idéia quanto ao aproveitamento do sub-20 do clube no clássico Re x Pa do dia 1º de novembro. Pelo menos foi o que ele deixou transparecer no coletivo de ontem pela manhã, no Baenão, quando voltou a utilizar os profissionais azulinos na formação principal. Apennas o zagueiro Diego Barros, alegando problemas clínicos, não treinou. Os atletas que não participaram do treino anterior, caso de Marlon e Jóbson, por exemplo, voltaram a se movimentar normalmente. O treinador evitou voltar a falar sobre o afastamento dos chamados 'medalhões'.

Mesmo contando com quase todos os profissionais, Dornelles se viu obrigado a mexer em alguns setores do time. No ataque ele utilizou Edilson no lugar de Joãozinho, que retornará ao Ananindeua. O atleta teve uma conversa com o treinador, antes da movimentação, quando praticamente selou seu adeus ao Leão.

Mesmo tendo treinado, o zagueiro Charles também deverá seguir o mesmo destino de Joãozinho, retornando ao seu clube de origem, o Ananindeua. O atleta já teria pedido rescisão de seu contrato com o Leão. Outra novidade foi a presença do garoto Jejê no posto de William.

Promotor quer impedir o pleito

O promotor de justiça Domingos Sávio, de 45 anos, revelou, ontem, que ainda estuda, junto com um grupo de torcedores do Remo, a possibilidade de entrar com pedido de liminar na justiça a fim de impedir a antecipação do pleito que elegerá o sucessor do presidente Raimundo Ribeiro Filho. A eleição está marcada para o dia 10 de novembro, conforme estabelecido em reunião do Conselho Deliberativo do clube, na última segunda-feira. Pelos estatutos azulinos, o pleito só deveria ocorrer na primeira quinzena de dezembro, com o presidente eleito assumindo o cargo no início do mês de janeiro de 2009.

Sávio afirmou que o Conselho voltou a errar ao antecipar o pleito, como já havia acontecido com o estabelecimento da eleição do dia 29 de setembro, que acabou sendo embargada por uma liminar obtida pelo sócio do clube Marco Aurélio de Jesus Mendes. 'O certo, na minha opinião, era cumprir o que determina o estatuto do clube, deixando para eleger o presidente somente em dezembro', apontou. Na avaliação de Sávio, que é membro do Condel, mais uma vez a 'carta magna' do clube foi desrespeitada.

'O pior é que pode se criar dentro do Remo a cultura de desrespeito aos estatutos, que é uma espécie de constituição do clube', analisou. O conselheiro informou que ainda estuda a possibilidade de entrar na justiça com pedido de liminar, mas que isso não vem sendo feito apenas por ele. 'Trata-se de um grupo de torcedores do Remo. Alguns nem são conselheiros, mas tem o direito de exigir que o estatuto seja cumprido', disse. Como a eleição ainda está longe, o conselheiro lembrou que tem muito tempo para avaliar a situação com bastante calma.

Sávio, que não compareceu à reunião do Condel na última segunda-feira, alegando compromissos particulares, criticou a decisão do Conselho de tornar o sócio Marco Aurélio de Jesus Mendes persona non grata ao clube. 'Foi um outro erro grave, já que a constituição assegura a qualquer cidadão recorrer à justiça. O que mais me espanta é saber que o pedido do título partiu do doutor Altemar Paz, que é juiz', arrematou Sávio. Até mesmo o fato de a antecipação do pleito ter sido decidida por apenas 25 dos pouco mais de 140 conselheiros foi criticada pelo promotor. 'Faltou legitimidade', resumiu.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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Mais dois na briga remista  (Últimas do Leão) escrito em quarta 22 outubro 2008 12:39

O ex-presidente Raphael Levy e o benemérito Carlos Rebelo asseguram que poderão sair candidatos no pleito que escolherá, no dia 10 de novembro, caso a eleição não volte a ser embargada pela justiça, o sucessor do presidente Raimundo Ribeiro, que deixará o comando do clube em janeiro de 2009. Cada um deles encabeçaria uma chapa, mas para que isso aconteça, os eventuais candidatos fazem algumas imposições. Levy informa que só lançará seu nome caso venha a contar com o apoio dos grupos de 'cardeais', dirigentes históricos do clube. Ele diz ainda que terá de contar com um bom vice para registrar a chapa.

Já Rebelo é mais exigente. Ele só concorda em sair candidato caso o número de conselheiros eleitos seja reduzido de 100 para 50 membros. Rebelo vai mais além: exige apontar os 12 beneméritos que serão eleitos para completar o Conselho Deliberativo (Condel). 'Meu nome estará sempre à disposição para a presidência do Remo, desde que aceitem a minha proposta', avisa Rebelo. Na opinião do benemérito, sem a redução do número de integrantes do Conselho não dá para se administrar adequadamente o clube.

A proposta de Rebelo, no entanto, jamais será atendida. É que o atual Conselho só terá seu mandato encerrado em 2010, não existindo a menor chance de ser reduzido, como deseja o benemérito. O Condel foi eleito no final de 2006, com seu presidente, Pedro Lima, que tem mandato de dois anos, tendo de deixar o cargo no final deste ano. Felício Pontes deverá ser o novo presidente, já que até aqui ninguém lançou chapa para disputar o comando do órgão máximo do clube.

Rebelo mostra-se favorável à antecipação do pleito que apontará o presidente azulino para o biênio 2009/10, como foi aprovada na reunião do Condel na última segunda-feira. 'O Remo está acima de seu estatuto', avalia. Por sua vez, Levy tem opinião divergente. Para o ex-presidente, o Condel voltou a errar ao antecipar a eleição. 'Que diferença faz eleger o presidente no dia 10 de novembro ou no dia 1º de dezembro?', indaga.

Para Levy, mais uma vez, como ocorreu no dia 29 de setembro, o Remo poderá passar pelo vexame de ter a eleição de seu futuro presidente embargada pela justiça. 'Foi uma grande tolice antecipar essa eleição', dispara. 'Qualquer um pode recorrer à justiça e conseguir uma liminar, como fez aquele sócio, anulando o pleito', salienta Levy, referindo-se ao advogado Marco Aurélio de Jesus Mendes, que, por intermédio de uma liminar, mais tarde cassada pelos advogados do clube, impediu a eleição do mês passado.

Espaço aberto para novas chapas à disputa presidencial

O presidente do Conselho Deliberativo (Condel) do Remo, Pedro Lima, informou, ontem, por telefone, do Rio de Janeiro, que novas chapas poderão se inscrever para disputar o pleito que elegerá, no dia 10 de novembro, o presidente do clube para o biênio 2009/10. Lima encontra-se no Rio de Janeiro tratando de assuntos de seu interesse, mas nesta quinta-feira estará de volta a Belém, quando pretende publicar o edital de convocação para o pleito. Ele informou que entende que com a anulação da eleição que seria disputada no dia 29 de setembro, por força de uma liminar, abriu espaço para a inscrição de novos candiddatos.

'No meu entendimento o pleito do dia 29 foi anulado, portanto tudo o que havia sido feito perdeu a validade', argumentou Lima. 'Algumas pessoas dentro do conselho entendem de forma diferente, mas na minha opinião pode ocorrer a inscrição de novas chapas', ratificou. O presidente explicou que o encontro entre os candidatos à presidência e os integrantes do Condel, marcado para o dia 3 de novembro, não será bem um debate. 'O que vai ocorrer é a exposição do plano de trabalho de cada um deles', explicou.

Lima deu mais detalhes sobre o encontro: 'Os candidatos vão responder perguntas dos conselheiros e até mesmo dos torcedores, já que a idéia é colocar um telefone à disposição para a manifestação do torcedor', revelou. Quatro candidatos estão com chapas registradas para concorrer ao cargo: Pedro Minowa, Amaro Klautau, Orlando Frade e Benedito Sá. Todos estão em plena a campanha, com dois deles - Frade e Sá - já tendo, inclusive, distribuído entre os conselheiros os planos de trabalho para a recuperação do clube.

O presidente do Condel informou que o sócio Marco Aurélio de Jesus Mendes, autor da ação que resultou na liminar que impediu a eleição antecipada do dia 29 de setembro, se tornou persona non grata no clube. A sugestão para o título partiu do secretário do Conselho, Altemar Paz e foi aprovada na reunião do Condel, na última segunda-feira. O sócio, conforme explicou Lima, continuará com todos os seus direitos garantidos. 'Esse título se refere apenas a uma questão moral. O sócio, por exemplo, não está impdeido de usufruir das dependências do outro ou outras regalias', afirmou.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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Garotada vai ser a solução  (Últimas do Leão) escrito em quarta 22 outubro 2008 12:31

 

Para completar, o lateral Levy e o volante Marlon chegaram atrasados ao treino. A bagunça generalizada é motivada pelo atraso no pagamento dos salários do jogadores, que não acreditam mais nas promessas do presidente Raimundo Ribeiro. O problema acaba se refletindo no trabalho do treinador Dornelles, que já pensa em afastar os 'medalhões' da disputa da Copa do Centenário. O comandante do time remista teve uma reunião com Ribeiro, quando expôs seu desejo de lançar uma equipe formada por jogadores do sub-20 e os profissionais interessados em treinar na próxima rodada do torneio.

'O desestímulo do grupo é muito grande, mas existe o nome do Remo, que precisa ser zelado', comentou Dornelles. O treinador revelou que seu desejo era priorizar os atletas profissionais no torneio. 'Mas estou sentindo que não está existindo interesse', lamentou. 'Temos o grupo do sub-20 que poderá ser utilizado', alertou. Dornelles informou que já conversou com allguns jogadores do elenco principal para tratar do assunto. 'Vou procurar todos eles, mas não posso me bater tanto com isso. Quem quiser treinar tudo bem, vai jogar', alertou.

O treinador, que recebeu sinal verde de Ribeiro para utilizar o sub-20, chegou a admitir que os profissionais têm uma certa razão em cobrar o que é devido pelo clube. 'Eles não deixam de ter uma certa razão, mas não podem atrapalhar o nosso trabalho', comentou. Na conversa que teve com Dornelles e o coordenador de futebol, Sérgio Papelin, o presidente informou que continua correndo atrás de dinheiro para pagar pelo menos um dos meses que estão em atraso. Antes da abertura da Copa, a direção remista pagou um vale variando entre 30% e 40% para os jogadores.

Defensores explicam razões da ação

A Defensoria Pública do Pará, por meio dos Defensores Públicos Alexandre M. Bastos e Vladimir Pereira Koenig, propôs anteontem Ação Civil Pública pedindo a suspensão da organização do Campeonato Brasileiro da Série D para o ano de 2009 e a inclusão dos clubes campeão e vice-campeão paraense de futebol profissional na disputa do Campeonato Brasileiro da Série C de 2009, na forma do artigo 2° do Regulamento do Campeonato Brasileiro da Série C de 2008.

Na ação também é requerida a antecipação dos efeitos da tutela, em face da Confederação Brasileira de Futebol, em vista das ilegalidades praticadas pela CBF, em especial a inobservância de regras previstas no Estatuto do Torcedor, tais como a alteração sucessiva do regulamento, ano a ano, dias antes e até mesmo durante a realização do campeonato, violando os princípios da transparência e publicidade previsto na norma em questão.

O defensor público Vladimir Pereira Koenig explicou ontem que a ação tem por objetivo salvaguardar os direitos dos torcedores-consumidores paraenses, dentre eles ao lazer, direito fundamental social previsto na Constituição da República no caput do artigo 6°. 'Não é possível desconsiderar que torcer por um clube de futebol, apaixonadamente ou recatadamente, é para muitos dos paraenses uma das poucas, senão a única, forma de lazer acessível, dadas as desigualdades econômicas brasileiras.'

Dentre as alegações da ação destaca-se que as regras de ascenso e descenso só foram previstas às vésperas e após o início do campeonato, em franco desrespeito a legislação brasileira (Estatuto do Torcedor), que foi criada exatamente para que o torcedor, equiparado a consumidor, ficasse livre de campeonatos manipulados indiscriminadamente, pois passou a prever regras destinadas à transparência e publicidade dos regulamentos das competições.

'A ação ajuizada não tem como escopo ‘promover uma virada de mesa’ como muitos desportistas podem imaginar, mas trata-se, em verdade, de ação que busca incessantemente sanar ilegalidades latentes no campeonato divulgado pela CBF, a qual, diretamente, violou direitos de grande parte da população carente do Estado em continuar exercendo um dos principais direitos fundamentais sociais: o pleno direito ao lazer', explica o defensor Alexandre M. Bastos.

Jóbson continua recebendo elogios por sua determinação

Com 34 anos e prestes a pendurar as chuteiras, o meio-campista Jóbson ainda mostra determinação em campo, sendo uma espécie de bastião da força de vontade na equipe do Remo. Ele é, entre os atletas azulinos, o mais rodado e aquele que ostenta o maior número e os títulos mais importantes. Só para ficar em algumas dessas conquistas, o meio-campista sagrou-se campeão da Copa dos Campeões, da Série B do Brasileiro e Copa Norte, pelo Paysandu. No Leão, que ele diz ser o clube do seu coração, embora tenha chegado a ser ídolo da torcida do maior rival, Jóbson figura entre os heróis azulinos que ergueram o troféu de campeão de 2006.

Em sua trajetória no futebol profissional, iniciada na Tuna, vindo do futebol de salão, Jóbson conta ainda com passagens pelo Atlético/PR, Santa Cruz/PE, Paraná/PR, Internacional/SP, Ceará/CE, Bahia/BA, Castanhal, além, claro, do Paysandu. O meio-campista tem uma justificativa para o fôlego de garoto que continua mostrando em campo, onde ele tanto marca como cria. 'Sempre fui um jogador dedicado aos treinamentos', afirmou. 'Nunca fui de me escorar. Procuro cumprir com aquilo que é determinado pela comissão técnica', argumentou.

Mesmo com o time remista treinando em apenas um período, o meio-campista tem procurado se manter em forma e, diante da Tuna Luso, deu provas de que realmente não relaxa. Ele foi um dos poucos - senão o único - a mostrar vitalidade do início ao fim da partida. A boa performance rendeu elogios do treinador Carlinhos Dornelles. 'Para mim o Jóbson foi um dos melhores do time. Ele se destacou pelo bom empenho que mostrou em campo', declarou o treinador.

Acostumado com a fase áurea do futebol paraense, Jóbson lamenta a crise enfrentada pelas duas grandes forças do futebol local, Remo e Paysandu. O jogador recomenda que os clubes iniciem um trabalho do zero para arrumar a casa. 'Esse é o caminho. Não há outra saída', recomendou. O jogador lembrou o tempo em que passou pelo Atlético/PR. Situação bem diferente da que ele e seus companheiros enfrentam hoje no Baenão. 'Lá os salários eram depositados no dia certo. Até quando fui para a Inter/SP e havia deixado 20 dias de trabalho dentro do Atlético fui informado que o meu dinheiro havia sido depositado', contou. Ele não tem planos para encerrar a carreira, conforme assegurou. 'Vou jogar até quando tiver condições', explicou o meio-campista.

O decepcionante público da primeira rodada da Copa do Centenário e a conseqüente falta de dinheiro nos cofres do clube estão atrapalhando o trabalho do técnico do Remo, Carlinhos Dornelles. Ontem, na volta do time ao trabalho, o treinador não pôde contar com alguns jogadores do grupo, entre eles, atletas considerados 'medalhões', como o zagueiro Diego Barros e o meio-campista Jóbson. Os atletas estiveram cedo no Baenão, mas não particparam da movimentação. Quem também não treinou foi o zagueiro Da Silva, o lateral-direito Cicinho e o atacante Jorge Luis. Esses sequer compareceram ao estádio azulino, não dando nenhuma justificativa para a ausência.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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Leão camuflado no tapetão  (Últimas do Leão) escrito em terça 21 outubro 2008 12:39

Desclassificado da Série C e sem ter confirmação sequer se participará de alguma divisão do Campeonato Brasileiro em 2009, o Clube do Remo volta a cogitar o tapetão para garantir o calendário do ano que vem.

Oficialmente a agremiação não tem nada a ver com a história, e sim um grupo de torcedores que procurou a Defensoria Pública do Estado do Pará para tentar evitar o pior.

A Ação Civil Pública foi protocolada ontem pelos defensores Alexandre Bastos e Vladimir Koenig. Hoje a assessoria de imprensa da DPEA dará mais detalhes sobre o caso.

Segundo Bastos, que frisou que o Remo não tem responsabilidade alguma pela ação, 'a Confederação Brasileira de Futebol deveria ter estabelecido as mudanças na Série C desse ano em 2006, dois anos antes, como prevê o Estatuto do Torcedor (Lei Nº 10.671/2003)'. Por mais que as explicações tenham ficado para hoje, especula-se que além de tentar evitar o rebaixamento do Leão Azul há também um plano B, o de incluir os dois melhores colocados do Parazão do ano que vem na D.

Atualmente o Pará tem apenas uma vaga garantida para a competição.

O parágrafo quinto do terceiro capítulo do estatuto, o que versa sobre 'regulamentos das competições', diz que 'É vedado proceder alterações no regulamento da competição desde sua divulgação definitiva, salvo nas hipóteses de: I - apresentação de novo calendário anual de eventos oficiais para o ano subseqüente, desde que aprovado pelo Conselho Nacional do Esporte – CNE; II - após dois anos de vigência do mesmo regulamento, observado o procedimento de que trata este artigo'.

Esses dois incisos coincidem com que o que aconteceu esse ano. Há dois anos que a CBF não mudava um regulamento, o que foi feito em abril desse ano com a criação da quarta divisão e inclusão do rebaixamento na terceira.

As formas de disputa das Séries C e D de 2009 foram divulgados semana pasada pela confederação.

Dornelles pretende mudar equipe para o clássico re x pa

O esquema tático (3-5-2) está mantido, conforme já adiantou o técnico Carlinhos Dornelles, mas a formação azulina deverá passar por mudanças para o clássico Re x Pa do dia 1º de novembro, pela 2ª rodada da Copa do Centenário. O comandante do Leão não gostou da produção de alguns jogadores na partida em que seu time foi derrotado (3 a 1) pela Tuna Luso.

O meia William deve ser o primeiro a perder a condição de titular. Nos treinos o apoiador chamou a atenção, mas no último sábado, na avaliação de todos, inclusive de Dornelles, ficou abaixo do que era esperado, tanto que acabou sendo sacado.

O retorno do volante Marlon ao meio-campo é outra mudança que deve acontecer na equipe.

O jogador estava escalado para enfrentar a Lusa, mas devido ao falecimento de sua mãe, acabou sendo tirado do time. Dornelles não confirmou a volta de Marlon ainda, mas já deixou claro que o jogador fez muita falta na derrota frente à Lusa.

Tanto o goleiro Adriano, como os zagueiros Diego Barros, Charles e Rodrigo não devem deixar a formação. O mesmo não pode se afirmar das laterais, que não tiveram o aproveitamento esperado pelo técnico.

Cicinho, que entrou no segundo tempo da partida de sábado, pode até sonhar com a condição de titular. No ataque, Dornelles não deverá fazer mudança, embora o setor ofensivo não tenha correspondido também. Marcelo Maciel e Joãozinho é o que o treinador tem de melhor para o setor. Garrinchinha entrou na partida passada e não acrescentou muita coisa, sendo inclusive expulso de campo.

Ratinho ameaça ir à Justiça cobrar dívida

O meio-campista Ratinho, que deixou o Remo insatisfeito com o atraso no pagamento dos salários, ligou ontem para a sala de imprensa do Baenão para informar que ainda aguarda pelo pagamento do acordo que fez com a diretoria remista. O jogador contou aos repórteres que tinha R$ 45 mil de salários, mas que negociou a dívida, deixando por R$ 15 mil.

Sem dinheiro em caixa, o presidente Raimundo Ribeiro teria se comprometido em pagar pelo menos R$ 5 mil ao atleta, o que acabou ficando só na promessa, de acordo com o meio-campista. O jogador prometeu esperar pelo pagamento, mas não descartou recorrer à justiça do trabalho.

O colaborador da diretoria remista Max Fernandes confirmou que realmente o acordo feito com o atleta não foi cumprido. Ele justificou a falta de pagamento alegando que o clube continua sem dinheiro em caixa. Aliás, Max anunciou, ontem, que pretende se afastar do clube. Ele alegou que vem sofrendo muito desgaste e que não conta com tempo para dedicar ao clube. Max vinha sendo um colaborador permanente do presidente Ribeiro, chegando a intermediar junto ao empresário Carlos Rebelo o pagamento das passagens e hospedagem do time em alguns jogos fora de Belém, pela Série C.

A situação financeira continua sendo motivo de insatisfação entre os jogadores azulinos. Com um público aquém do esperado na abertura da Copa do Centenário, os jogadores perderam as esperanças de terem seus salários colocados em dia. Nem mesmo o Re x Pa marcado para o dia 1º de novembro é capaz de mexer com a confiança dos atletas. Ontem surgiu a informação de que o deputado Paulo Rocha estaria tentando fechar uma parceria entre Remo, Paysandu e a Companhia Vale.

Condel se reúne para discutir eleição

Trinta e cinco dos 148 membros do Conselho Deliberativo do Remo reuniram-se ontem à noite. Na pauta do encontro a nova data da eleição que escolherá o sucessor do presidente Raimundo Ribeiro. Por enquanto os quatro candidatos - Amaro Klautau, Orlando Frade, Benedito Sá e Pedro Minowa - estão cofirmados para o pleito que agora será no dia dez de novembro. Na mesma data também serão escolhidos os novos dirigentes do próprio Condel e para o Conselho Fiscal. Se houver necesidade de um segundo turno ele será realizado dia 20 do mesmo mês.

A sessão de ontem começou de fora inusitada. A mesa do Condel propôs que o advogado Marco Aurélio de Jesus Mendes, autor da ação que resultou na liminar que impediu a eleição mês passado, se tornase 'persona non grata' no clube, no que foi prontamente atendidos pelos presentes. 'Só espero que não apareça outro palhaço para atrapalhar a eleição', comentou Minowa ao afirmar que aceitava a proposta. Em tempo, Mendes é sócio do clube.

Na reunião também ficou acertado que dia três de novembro será realizada uma sabatina aos candidatos para que eles exponham suas propostas. O empresário Carlos Rebelo, nome preferido de dez entre dez remistas para a presidência, afirmou que não descarta a possibilidade de se candidatar. 'Estou sempre à disposição, mas desde que se diminua o Codnel para apenas 50 pessoas', disse.

(Fonte:Jornal Amazônia-pa)

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