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Leão vai cobrar prejuízos  (Últimas do Leão) escrito em quarta 03 fevereiro 2010 12:37

O presidente azulino, Amaro Klautau, que considera a decisão de adiar o clássico uma atitude impensada. Amaro se disse decepcionado e foi além: prometeu cobrar dos responsáveis pela decisão o ressarcimento de possíveis prejuízos que o clube tenha caso a estabilidade financeira do Remo seja comprometida.

Irritado, o mandatário azulino foi mais um que teve dificuldades em digerir a 'bomba'. O que lhe causou mais espanto foi o fato de as autoridades terem agido com um cirtério que considerou 'insensato'. 'Primeiro me sinto surpreso e decepcionado como desportista do Pará. Como o estádio, depois de oito anos inaugurado, não pode realizar ‘Re x Pa’ ? Lembrando que mesmo no período em que o Mangueirão estava realmente em obras para virar o estádio olímpico, aconteceram jogos entre Remo e Paysandu. Foi uma decisão insensata, uma atitude impensada a de cancelar o jogo, frustrando as duas torcidas', disse Klautau.

O presidente do Remo prometeu que, caso o clube venha a sofrer algum tipo de prejuízo financeiro, já que deixará de arrecadar centenas de milhares de reais, irá tomar providências para que o Leão seja ressarcido. 'Cada clube deve fazer sua parte. A partir de segunda-feira o Remo começará a contabilizar o prejuízo que terá e que pode comprometer seriamente nossa estabilidade financeira. Alguém vai ter que pagar essa conta', avisou.

Sobre a data estipulada para que enfim aconteça o clássico, Ele disse que vai esperar um posicionamento oficial da FPF para se manifestar, mas, desde já se mostrou surpreso e viu Remo e Paysandu em uma condição desigual em relação aos demais concorrentes ao título. 'Desconheço a ideia de marcar o clássico para odia 7, até porque a Federação ainda não confirmou a data. Fico suropreso ainda mais por perceber que desse jeito Remo e Paysandu estarão assistindo de camarote e jogarão sabendo dos resultados dos demais times', finalizou.

Sinomar descarta hipótese de amistoso

O técnico do Remo, Sinomar Naves, também reclamou da mudança de data do clássico. O treinador fará uma pequena alteração no cronograma de trabalhos da equipe azulina, mas lamenta o fato de que, com 13 dias parado, o time perde a boa sequência que vinha tendo no Campeonato Paraense. Porém, segundo Sinomar, o período de inatividade será utilizado para tentar aperfeiçoar o conjunto na base de treinamentos e descarta a hipótese de que seja feito um amistoso neste final de semana.

Para Sinomar, o pior da parada forçada a que o Remo foi submetido é a inevitável quebra da sequência do trabalho da equipe. 'É muito negativa essa parada. Acaba com as expectativas dos torcedores e com a sequência do nosso time, principalmente porque vamos ficar 13 dias parados, sem jogos. Tentaremos ao máximo aproveitar esse período para que a nossa equipe tenha algum ganho', disse Sinomar, que descartou a realização de amistosos ou jogos-treinos nesse final de semana.

Sinomar já anunciou a mudança de planos para os trabalhos do decorrer da semana. No lugar dos coletivos entram mais trabalhos de cunho técnico e tático e repetições de jogadas ensaiadas. 'Faríamos coletivo e agora vamos trocar por trabalhos técnicos e táticos. Amanhã (hoje) faremos trabalho pela manhã e quinta-feira em dois períodos. Sexta e Sábado faremos apenas pela manhã para descansar no domingo', disse.

Gian, um dos líderes do elenco, também falou sobre a mudança. Para ele, o risco de se passar um longo período sem jogos é o de perder o foco. 'Estaremos preparados para o que a comissão técnica definir. Se houver jogo-treino faremos.'. O clima pesado só teve fim no treino quando os jogadores se reuniram para homenagear, com ovadas, o aniversariante do dia: o zagueiro Pedro Paulo, que completou ontem 32 anos.

Cartolas esperavam a renda do jogo

O diretor de futebol do clube, Abelardo Sampaio, afirma que o clube sai prejudicado com a decisão, já que a renda do clássico era esperada ansiosamente no Baenão, além de se ver forçado a alterar o planejamento do futebol.

O diretor de futebol tratou de rechaçar a hipótese de o clube responsabilizar a Seel pelo ocorrido, já que o descumprimento às exigências feitas pela comissão de vistoria dos estádios vem de outras administrações. Por outro lado, Abelardo lamentou o fato de o clube ter que esperar mais um mês pela renda do clássico, que costuma superar R$ 1 milhão.

O dirigente afirmou que, para evitar o descanso forçado de quase duas semanas, conversaria com o vice-presidente de futebol, Lucival Alencar, e com o técnico Sinomar Naves para estudar a possibilidade de que seja marcado um amistoso para o Remo nesse fim de semana.(Fonte: Jornal Amazônia-pa)

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Todos os comentários desse artigo:
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  • africaazul Qui 04 Fev 2010 15:02
    visite mue site podemos virar amigos azulino.