QUE RECONCILIAÇÃO... Brasil aplica 5 a 0 no Equador e faz a festa no Maracanã
Não poderia ter sido um
reencontro mais alegre. Após sete anos de distância, a
seleção brasileira e o torcedor carioca celebraram
novamente um antigo caso de amor ontem à noite. O Brasil
goleou o Equador por 5 a 0 pelas eliminatórias da Copa de
2010, assumindo a vice-liderança da competição
atrás da Argentina. O próximo compromisso da equipe
de Dunga será no dia 18 de novembro, contra o Peru, fora de
casa.
Curiosamente, o placar foi o mesmo do último jogo da
seleção no estádio, em 3 de setembro de 2000,
com a vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia, nas
eliminatórias da Copa de 2002. Na bela festa de ontem, os
gols foram marcados por Kaká (dois), Vágner Love,
Ronaldinho Gaúcho e Elano.
Assim que a bola rolou, o Equador fixou-se na defesa, à
espera de erros do Brasil para contra-atacar. E a
seleção brasileira tinha dificuldades para encontrar
espaços e acertar os passes no campo de ataque. A primeira
chance veio apenas aos 15 minutos, a defesa equatoriana fez
lambança e Vágner Love perder um gol feito. Juan
lançou do campo brasileiro, Hurtado se enrolou com a bola,
que sobrou limpa para o camisa 9 acertar a trave.
A apatia da seleção deu início às
vaias, logo aos 16 minutos. Mas a impaciência durou pouco.
Dois minutos depois, Robinho lançou Maicon pela direita. Ele
passou por Espinoza na força e cruzou rasteiro para
Vágner Love fazer 1 a 0.
O gol trouxe a torcida novamente para o lado da
seleção e fez o time crescer no jogo. Mas a alegria
de Vágner Love deu lugar à apreensão, quando
ele pôs a mão na coxa direita. Afonso foi para o
aquecimento. O titular, no entanto, continuou em campo e teve outra
boa chance aos 35, após cruzamento de Kaká. Mas
não conseguiu cabecear.
PORTEIRA
ABERTA - O Equador voltou para o segundo tempo com uma
mudança. O atacante Tenório entrou no lugar do
volante Quiroz. A ousadia de Luis Suarez abriu mais espaços
para o Brasil atacar. Logo aos dois, Kaká deu bom chute de
longe e a bola explodiu no peito de Viteri. Pouco depois foi a vez
de Ronaldinho Gaúcho, em cobrança de falta, assustar
o goleiro equatoriano.
Jogando com mais desenvoltura e empolgando a torcida, o Brasil
dominava a partida, mas não conseguia chegar à
área, limitando-se a tentar de longe. O Equador, por sua
vez, também se soltava mais, em busca do gol de empate. E o
jogo ficou veloz, com as duas equipes atuando ofensivamente. O
Equador levou perigo numa cobrança de falta de Castillo, aos
11. A resposta veio com Vágner Love, dando um bom chute, um
minuto depois. Em seguida, Benitez apareceu na frente de
Júlio César, que fez boa defesa.
Os bons lances se alternavam com momentos de insegurança na
defesa e a impaciência da torcida voltou a aflorar no
Maracanã. E, novamente, as vaias abriram caminho para mais
um gol, aos 26. Kaká chutou de longe, Ronaldinho
Gaúcho desviou na entrada da área e a bola enganou
Viteri: 2 a 0.
KAKÁ CHEGOU - Aos 30, Dunga tirou Vágner
Love e pôs Elano. Um minuto depois, Kaká enfim mostrou
toda sua categoria. Num rebote da zaga, ele ajeitou na entrada da
área e mandou no ângulo, fazendo o terceiro.
“Ah, melhor do mundo!”, vibrou o público, em
êxtase.
Os gritos de “olé” tomaram conta do
Maracanã e o show continuou, à espera da obra-prima.
Ela veio aos 37, Robinho deu pelo menos três dribles
humilhantes em De la Cruz, um deles de letra, à esquerda da
área e cruzou para Elano emendar.
O último ato da festa verde-amarela no Maracanã veio
numa falha gritante de Viteri, aos 40. O reencontro
inesquecível entre seleção e Maracanã
estava completo. (RIO/AG)
Apesar do longo
tempo sem marcar gols pela seleção brasileira, o
atacante Vagner Love deve ser mantido no time e foi defendido pelo
técnico Dunga, que espera que o jogador seja mais acionado e
tenha mais oportunidades. O último gol de do atacante do
CSKA, da Rússia, aconteceu na goleada por 6 a 1 sobre o
Chile, no dia 7 de julho, na Copa América. Depois disso, o
atacante jogou seis partidas pela equipe e não
balançou as redes.
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