Home Data de criação : 07/05/08 Última atualização : 08/11/20 11:43 / 867 Artigos publicados
 

Parazão 2008

Vila Rica quer o Parque do Bacurau lotado  (Parazão 2008) escrito em quarta 14 maio 2008 12:36

Garantida a partida para o Parque do Bacurau, a diretoria do Vila Rica trabalha para lotar o estádio no domingo, quando o time cametaense receberá a visita do Remo. A Federação Paraense de Futebol (FPF) colocará à disposição do torcedor uma carga de 7.800 ingressos, sendo que 300 deles destinados à meia-entrada. A arquibancada custa R$ 15,00, com estudantes pagando R$ 7,00. A diretoria do Vila chegou a ser procurada por dirigentes do Leão, ontem, que tentavam a transferência do jogo para o Mangueirão. Os azulinos usaram como argumento as péssimas condições do gramado do Parque, bastante castigado, e ofereceram à diretoria do Vila Rica 50% da arrecadação no estádio. Mesmo assim, não conseguiram dissuadir a diretoria da idéia de jogar na cidade de Cametá. 'Oferecemos metade da renda do jogo para eles, além de termos nos disposto a pagar as diárias de sexta-feira no hotel em que eles se hospedassem. Se o jogo acontecesse no Mangueirão, colocaríamos o preço das arquibancadas para R$ 10. Tenho certeza que iriam pelo menos 20.000 pessoas para este jogo', diz Sérgio Dias, representante do Remo na FPF. Segundo Sérgio, a preocupação remista em não jogar no Bacurau é uma medida preventiva da comissão técnica, que teme que os azulinos sofram lesões pelo estado do campo.

Apesar da insistência da cartolagem remista, o Vila bateu pé e manteve a partida para o estádio cametaense. Uma medida que agradou ao técnico João Duarte e os jogadores do time do interior. O elenco temia pegar uma pressão dos torcedores remistas em Belém.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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Re-Pa bem temperado  (Parazão 2008) escrito em quinta 08 maio 2008 13:47

EMOÇÃO NO AR Tabus, possibilidade de ser o último encontro do ano, rivais com papéis invertidos no returno e favoritismo barrado marcam o 693o pega entre Leão e Papão

Um dos principais clássicos do Brasil será disputado no domingo sem a certeza de que será repetido nesta temporada. O Remo está garantido na Série C deste ano e o Paysandu ainda busca sua vaga. Ambos estão cotados para fazer a final do segundo turno, mas até lá muita água vai rolar debaixo da ponte e, como no primeiro turno, quando deu Águia e Ananindeua, melhor colocar as barbas de molho e ver no que vai dar.
Alheio à incerteza de um novo reencontro, ambos chegam ao Re-Pa de número 693 em situações contrastantes em relação ao primeiro choque na Taça Cidade de Belém. Mesmo bem próximos na tábua de classificação, é evidente a diferença entre os momentos que vivem cada um dos dois. O Remo, que virou saco de pancadas no primeiro turno, chegando ao ponto de perder para equipes sem grandes pretensões no campeonato, como Pedreira e Tiradentes, resolveu despertar para a vida durante os quase 30 dias de clausura entre a eliminação na fase classificatória e a estréia no segundo turno.
O longo período para refletir suas lambanças e corrigir seus inúmeros erros acabou dando resultado nas quatro primeiras rodadas da Taça Estado do Pará. Foram quatro vitórias seguidas, a última delas dando pinta de que dificilmente o time do Rei Artur estará fora das semifinais: 5 a 2 no Castanhal, dentro do Modelão, com direito a uma boa prova de um poder de superação visto apenas na reta final da Segundona em 2007.
Já o Paysandu, colado no rival na tabela, vacilou apenas ao empatar com o Vila Rica no Mangueirão na segunda rodada, sinal de que o time não havia se recuperado ainda do baque emocional com a eliminação para o Águia nas semifinais do primeiro turno, quando jogava pelo empate e acabou sucumbindo. Sai o vitorioso Givanildo Oliveira, entra Edson Boaro, conhecido por essas bandas apenas como um bom ex-jogador de Remo e Paysandu nos anos 90.
A equipe ainda não engrenou, apesar da vitória convincente sobre o mesmo Águia, o algoz das semifinais, em Marabá, por 2 a 0, com boa atuação de Luís Mário. Como se vê, o futebol sempre reserva boas surpresas e hoje coloca os dois arqui-rivais em situações invertidas na competição. Porém, daí a depositar alguma vantagem azulina sobre o oponente baseando-se apenas na superação de uma desconfiança inicial é uma outra história. Como se sabe, aqui ou em qualquer lugar do planeta, em clássicos, apesar dos retrospectos favoráveis ou qualquer outro dado que aponte algum favorito, as possibilidades se igualam dentro do retângulo.

CLAYTON MATOS
Editor

SEGURANÇA TOTAL

Polícia Militar "escala" 1.120 homens

Foram alinhavadas ontem pela manhã, numa reunião no Ministério Público do Estado, as providências para o jogo de domingo entre Remo e Paysandu pela quinta rodada do returno. Diversos assuntos foram discutidos, dentre os quais trânsito e transporte, condições de acesso, venda de ingressos, comércio ambulante e a polêmica sobre a entrada de idosos e de pessoas com deficiência. Pressionados, dirigentes azulinos e bicolores presentes no encontro recuaram da decisão de vetar sumariamente ambas as categorias, no intuito de evitar a evasão de renda com classes, embora beneficiadas por lei e portando credenciais.
Para garantir segurança antes e depois a partida, a Polícia Militar escalará um efetivo de 1.120 homens, segundo o titular do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Osmar Albuquerque. O contingente será distribuído desde o bairro de São Brás até o Mangueirão. O número é superior ao que foi determinado no primeiro clássico, em março, no qual trabalharam 980 militares. O Corpo de Bombeiros estará com 250 membros envolvidos da Defesa Civil.
A Companhia Municipal de Transportes de Belém (CTBel), cujo trabalho foi bastante criticado no Re-Pa do primeiro turno, prometeu dispor de doze homens fixos na Transmangueirão, uma das vias de acesso ao local do espetáculo e que terá mão única de uma a três horas antes de a bola rolar. Duas viaturas e três motocicletas da CTBel farão rondas no perímetro, que começa no cruzamento da avenida Júlio César.
O Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) terá 50 agentes na ativa para o jogo, e a Guarda Municipal contará com doze, além de dois carros e três motos. A Secretaria de Economia ficou encarregada de coibir o comércio ambulante na área do estacionamento, que atrapalha o tráfego e a circulação de torcedores. A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) garante que todas as catracas, vistoriadas pelo Centro de Perícias Científicas (CPC), estarão funcionando normalmente.
A reunião no auditório Natanael Leitão, do MP, foi dirigida pelo 3o promotor de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor, Marco Aurélio Lima do Nascimento. Compareceram outros promotores de Justiça: Nilton Gurjão das Chagas, Waldir Macieira da Costa Filho, Domingos Sávio Campos e Milton Menezes.
O presidente da Associação de Cronistas e Locutores Esportivos (Aclep), João Batista Ferreira da Costa, integrantes da Federação Paraense de Futebol (FPF) e os presidentes de Remo e Paysandu, respectivamente Raimundo Ribeiro e Luiz Omar Pinheiro, foram à audiência com alguns diretores. (J.R.RODRIGUES)

LIBEROU GERAL

Clubes baixam a guarda

Na abordagem no Ministério Público (MP) sobre as gratuidades nos estádios, discussão que ganhou força em razão do clássico Re-Pa no próximo domingo, Dia das Mães, a Federação Paraense de Futebol e as diretorias de Remo e Paysandu garantiram que irão cumprir com a lei estadual 5.753/93, permitindo o acesso gratuito e prioritário de idosos com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência, desde que estes apresentem a carteira da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) ou da Associação Paraense das Pessoas com Deficiência (APPD), acompanhada de carteira de identidade, nos portões de acesso dos credenciados, seja do Remo ou Paysandu no dia do jogo.
No Estádio Mangueirão haverá equipe de fiscais da Secult e da APPD, além de representante do MP fiscalizando o cumprimento da gratuidade, como também a regularidade das carteiras de gratuidade a fim de que não haja abusos ou uso de carteiras falsas, garantindo o acesso tranqüilo dos idosos e deficientes. As informações são do promotor de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência e do Idoso, Waldir Macieira da Costa Filho, que também coordena as promotorias de Defesa da Cidadania.
Para maior comodidade no acesso, de acordo com o promotor, a organização pede que os deficientes e idosos, principalmente os cadeirantes e com dificuldade de locomoção, cheguem com uma hora de antecedência do início da partida para acesso sem transtornos. “Os acompanhantes terão que pagar a entrada, com exceção daqueles deficientes que têm grave dificuldade de locomoção, que será permitido o acesso gratuito do acompanhante”, explicou Waldir Macieira.
Ele destacou que o Ministério Público intervirá diante de “qualquer ato que obste ou dificulte o acesso de deficientes e idosos nos estádios que caracteriza crime de discriminação e também crime de desobediência por descumprir uma lei estadual e decisão judicial da 5a Vara Cível de Belém que garante o acesso dos idosos”. Ficou decidido ainda que policiais militares e civis, além de bombeiros, não sofrerão restrição de acesso. (J.R.RODRIGUES)

(Fonte: O Diário do Pará)

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Guerra contra gratuidades  (Parazão 2008) escrito em terça 06 maio 2008 12:33

 

No RexPa do primeiro turno do Campeonato Paraense, vencido pelo Remo por 2 a 1, dia dois de março, pelo menos seis mil pessoas entraram no Mangueirão sem pagar. Segundo os dirigentes de Paysandu e Remo, uma ínfima parte a trabalho. Por conta desse prejuízo, já histórico, ontem à tarde os dois rivais emitiram uma nota oficial em conjunto com a Federação Paraense de Futebol, no qual colocam alguns limites no que consideram uma farra de gratuidades nas partidas. Mas o documento promete algumas discussões até o Re x Pa de domingo. A decisão foi tomada após reunião realizada no final da tarde de ontem na sede da Federação Paraense de Futebol.

A nota diz que 'Remo, Paysandu e FPF, de comum acordo decidem e tornam público que doravante seus jogos oficiais válidos pelo Campeonato Paraense da 1ª Divisão de Profisionais, não será liberado o acesso gratuito (grifo do documento) aos servidores públicos, civis e militares que não estiverem escalados de serviço no evento, assim como todos os credenciados pela Secult (Secretaria de Estado de Cultura) e APPD (Associação Paraense das Pessoas com Deficiência) e outros afins, uma vez que os que prestam serviço são escalados previamente pelos respectivos órgãos e se apresentam dentro do horário estabelecido para o evento.'

Mas, lembra Antônio Maria da Silva, diretor esportivo da APPD, a gratuidade para portadores de deficiência é garantido no Pará por Lei estadual. 'O que acontece é que muitos parentes de credenciados usam a carteira da APPD para entrar nos estádios. Já avisamos ao Ministério Públuco sobre isso, assim como a Remo e Paysandu. Quem estiver na bilheteria tem que pedir a carteira de identidade além do documento da entidade. Eles (os clubes) não fiscalizam e querem colocar a culpa nos deficientes', afirmou. Ainda hoje a APPD deve entrar com uma ação judicial para garantir a entrada no estádio.

A Lei número 5.753 de 27 de agosto de 1993 versa o seguinte: 'O Governo do Estado do Pará isenta do valor cobrado como ingresso nos cinemas, teatros, museus, galerias de artes, nas casas de espetáculos, ginásios poli-esportivos e estádios de futebol pertencentes ao Estado do Pará ou às suas fundações e as entidades de caráter privado, às pessoas a partir de 60 anos de idade ou aposentados e às pessoas portadoras de deficiência.'

O presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes de Lima, signatário da nota junto com o presidente do Remo Raimundo Ribeiro e o diretor de futebol do Paysandu Rui Sales, lembra que o papel da entidade nesse momento é apoiar os clubes, mas admite que a decisão pode gerar polêmica. 'Não questiono isso. O que os clubes acham é que é uma lei inscontistucional. No entendimento deles quem quiser que recorra à decisão dos clubes, que têm apoio da federação', disse. 'Como presidente da FPF tenho que apoiar os seus filiados. Mas isso vale uma discussão mais à frente', completou o Coronel Nunes.

Para o advogado Pedro Lima, presidente do Conselho Deliberativo do Remo e que esteve presente na reunião, a decisão dos clubes se respalda no Estatudo do Torcedor. 'Essa Lei estadual entra em conflito com a Lei Federal. O Estatuto do Torcedor diz que idosos e deficientes terão direito apenas à meia-entrada e, nesses casos, as Leis feredais prevalecem sobre as estaduais. No entanto, na Lei número 10.671, de 15 de maio de 2003, o Estatuto do Torcedor, não há nenhum dispositivo que deixe claro essa forma de cobrança para os caso especificados. A Lei pode ser conferida no site http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.671.htm.

(Fonte:Jornal Amazônia-pa)

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CLUBES LUTAM CONTRA EVASÃO  (Parazão 2008) escrito em segunda 05 maio 2008 13:40

Dirigentes de Remo e Paysandu discutem estratégias para controlar a entrada do público nos estádios.

A evasão de renda nos jogos do Parazão tem tirado os dirigentes do sério. Na disputada partida entre Remo e Castanhal, no último sábado, as diretorias de ambos os clubes saíram do Modelão revoltadas com o público anunciado, de 2.278 pagantes. Com capacidade para 5 mil pessoas, o estádio Maximino Porpino estava praticamente lotado. As queixas devem ser discutidas hoje, em reunião marcada pelos dirigentes de Remo e Paysandu. Será montada uma estratégia para o controle sobre a entrada de público no Re-Pa do próximo domingo seja mais incisivo.

O presidente azulino, Raimundo Ribeiro, fez duras reclamações a respeito da quantidade de credenciados presentes no duelo. 'Eles acham que somos imbecis. Mesmo com aquela quantidade de pessoas, saímos de Castanhal sem receber nenhum centavo. Alguém vai ter de pagar essa conta', disparou. O dirigente culpou a má distribuição das credenciais pela Federação Paraense de Futebol e pela Seel pela baixa renda. 'A Seel distribui credenciais para deputados. Que eles comprem camarotes, então!', acusou Ribeiro.

Após a partida, o diretor de futebol do Castanhal, Wanderlei Melo, lembrou que foram postos à venda 4.200 ingressos. Nem a renda nem o público foram condizentes com esse número. 'Revolta-nos o fato do estádio estar lotado e constatarmos que o público anunciado foi de pouco mais de duas mil pessoas', desabafou.

Apesar das reclamações, o presidente do Remo manteve a promessa de começar a quitar os salários atrasados ainda nesta semana. Raimundo Ribeiro deve pagar os atrasados de fevereiro até sexta-feira e, depois do Re-Pa, honrar os outros meses. O dinheiro usado para pagar a folha do Remo, segundo Ribeiro, não virá das rendas de jogos. 'A partida contra o Castanhal foi o quarto jogo do campeonato em que não recebemos nada. E os torcedores ainda me chamam de ladrão. Fui humilhado pela Remoçada, supostamente ‘extinta’ pelo Ministério Público. A torcida grita e acusa, mas não entra dinheiro, o que posso fazer? Só se tirar o Remo do campeonato', disse o presidente. O clube deve recuperar antigas parcerias e, ainda neste mês, resolver parte da crise financeira que assola o Baenão.

Por problemas familiares, Anderson Seffrin vai deixar o leão

O zagueiro Anderson Seffrin vai mesmo deixar a Toca do Leão. Na semana passada, o jogador pediu dispensa à comissão técnica e à diretoria do Remo para cuidar do pai, que sofreu acidente de carro no Paraná. O presidente Raimundo Ribeiro, na última sexta-feira, tentou demover Seffrin da idéia de ir embora. O dirigente está preocupado com o desfalque na zaga do time, que só vai contar com Diego Barros e Da Silva. Seffrin, porém, não concordou e pediu dispensa do clube amigavelmente.

'Queria que continuasse, mas ele pediu para ficar com o pai e vamos acertar a saída dele nesta semana', contou Ribeiro. O zagueiro aguarda apenas o acerto financeiro para ir embora. Até agora, Seffrin recebeu apenas o salário de janeiro e metade dos vencimentos de fevereiro. 'Meu pai teve um acidente de carro e preciso estar ao lado dele. Outras coisas que aconteceram me fizeram tomar essa decisão. Conversei com o Artur e com o (Sérgio) Papellin e eles entenderam minha situação', contou o defensor.

A saída do atacante Roni e do meia Júnio Negrão, afastados dos treinos há duas semanas e acusados de vandalismo, também está praticamente encaminhada. 'Estamos acertando. Só não vamos fazer o que eles querem. Não temos dinheiro e a saída é fazer acordo', contou Raimundo Ribeiro. O presidente quer evitar que os dois jogadores recorram à Justiça do Trabalho, como fez o volante Zé Luís, também dispensado. 'Esse garoto entrou dois tempos, foi expulso e, agora, quer levar R$ 76 mil reais do clube', comentou.

(Fonte: Jornal Amazônia-pa)
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Sem estádio, Parazão vira bagunça  (Parazão 2008) escrito em quinta 31 janeiro 2008 11:45

PODE PIORAR? Em tempos de carnaval, a confusa tabela apresentada pela FPF representa o que espera pelo torcedor paraense: jogos sem datas confirmadas e apenas com o Mangueirão apto

Nenhum estádio do Pará tem totais condições de receber os jogos da fase principal do Campeonato Paraense de 2008. Quem afirma é o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Carlos Daniel Rosa, que comandou a comissão de vistoria que visitou os estádios da Curuzu e Souza ontem. As praças têm até o dia 8 de fevereiro, data da próxima vistoria dos técnicos do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, para concluir as obras de adequação de suas pendências.
O Mangueirão é, hoje, o único estádio do Pará que poderia receber os jogos do Estadual, ainda que com restrições, referentes, principalmente, a implementação do sistema de monitoramento eletrônico exigido pelo Estatuto do Torcedor para estádios cuja capacidade ultrapasse 10 mil pessoas.
Hoje de manhã, a secretária de Estado de Esporte e Lazer, Lúcia Penedo, deverá assinar documento elaborado pelo Ministério Público se comprometendo a garantir a instalação do sistema de monitoramento e o cumprimento de outras pendências menores no Mangueirão. Na ocasião, se farão presentes representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, administração do Mangueirão, FPF (Federação Paraense de Futebol) e de clubes.
Para a Polícia Militar, outro estádio apto a receber os jogos do Estadual seria o Maximino Porpino, de Castanhal. Segundo o tenente-coronel da Polícia Militar Osmar Nascimento, o Modelão atende a todos os requisitos apontados pelos técnicos da PM. O Corpo de Bombeiros, por sua vez, entende que o estádio ainda precisa de reparos, como na fiação elétrica, que, em alguns locais, se encontra exposta.
Para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, não há “reforma-relâmpago” que habilite os estádios Leandro Pinheiro (Capanema), Abelardo Conduru (Icoaraci) e São Sebastião (Mosqueiro) para receber os jogos do primeiro turno do Estadual, até porque ainda não há entidades, como prefeituras e diretorias de clubes, que tenham interesse em revitalizar estas praças esportivas nos moldes do Estatuto do Torcedor.
Já os estádios Barbalhão (Santarém), Simão Jatene (Ipixuna), Parque do Bacurau (Cametá), Souza e Curuzu (ambos em Belém) podem receber jogos do Estadual ainda no primeiro turno, dependendo dos esforços de suas administrações, por já estarem adiantados no cumprimento de suas pendências.
A praça esportiva que se encontra na situação mais crítica ainda é o Baenão, em Belém. Mesmo passando por intenso ritmo de obras, o estádio do Remo não teve cumprida nenhuma das pendências apontadas pelos técnicos do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

AINDA CONDENADA

Vistoria “informal” na Curuzu

Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Ministério Público realizaram na tarde de ontem uma vistoria “informal” no estádio da Curuzu. O objetivo foi acompanhar de perto como estão os trabalhos de revitalização da praça esportiva para o início do Campeonato Paraense, apontando ao Paysandu o que ainda precisa ser ajustado para que as primeiras partidas do Papão no Estadual não sejam disputadas no Mangueirão – opção que resultaria em custos elevados à cartolagem bicolor.
Enquanto o Bicola vem treinando a maior parte do tempo longe de seu estádio – que se transformou nas últimas semanas em um verdadeiro canteiro de obras –, a ordem é acelerar os trabalhos. “Estamos trabalhando dia e noite para nos enquadrarmos naquilo que foi solicitado. Esperamos atender a todas as expectativas o mais breve possível”, diz Olívio Câmara, membro da comissão de obras da Curuzu e diretor de patrimônio do clube.
Entre os itens de segurança que necessitam de reparos com máxima urgência está o afastamento adequado da torcida do setor de arquibancadas em construção, a reforma dos alambrados e o conserto das falhas estruturais nas arquibancadas do estádio. Estima-se que, caso não seja aprovada para a primeira rodada do Estadual, pelo menos na segunda rodada, a Curuzu seja liberada durante o torneio.
A vistoria definitiva na Curuzu deve acontecer na quinta-feira da próxima semana, dia 7 de fevereiro.

SOUZA - Não foi dessa vez que a estrutura do estádio Francisco Vasquez foi aprovada pelos técnicos do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. A praça esportiva passou por vistoria na manhã de ontem e, segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Carlos Daniel Rosa, ainda não está em condições de receber o público dos jogos do Estadual. Os principais problemas dizem respeito às catracas e guarda-corpo.

ERA ESPERADO

CBF veta Baenão e mais 14 estádios para a Copa-BR

RIO (AE) - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou ontem o veto a 14 estádios que seriam utilizados na primeira fase da Copa do Brasil, competição que começa no dia 13 de fevereiro. Entre os locais que foram proibidos pela entidade está o Pacaembu, em São Paulo, onde o Corinthians enfrentaria o Barras (PI) em 27 de fevereiro.
A exigência da CBF foi feita no dia 10 de dezembro e o prazo de entrega dos laudos técnicos era em 14 de janeiro. Mas, como poucos clubes e federações cumpriram a determinação, a entidade resolveu prorrogar o prazo para o dia 24 e, depois, para o dia 29. Assim, ontem foram divulgados aqueles que não atenderam as regulamentações necessárias. A CBF esclarece, no entanto, que o veto é válido apenas para a primeira fase da Copa do Brasil.
Os outros estádios vetados pela CBF são: Alfredo Jaconi (do Juventude, em Caxias do Sul), Ribeirão (do Roraima, em Boa Vista), Albertão (em Teresina), Aflitos (do Náutico, em Recife), Arruda (do Santa Cruz, em Recife), Baenão (do Remo, em Belém), Geraldão (do Cacerense, em Cáceres), Douradão (do Cene, em Dourados), Nhozinho Santos (do Maranhão, em São Luís) e Mané Garrincha (em Brasília).

HAJA CONFUSÃO...

FPF libera primeiras rodadas

A nova tabela da 1a e 2a rodadas do primeiro turno da fase principal do Campeonato Paraense foi divulgada ontem pela FPF (Federação Paraense de Futebol). Os estádios Mangueirão (Belém) e Modelão (Castanhal) serão os palcos das partidas da 1a jornada do Estadual, nos dias 9 e 10 de fevereiro, caso as demais praças esportivas não estejam habilitadas a receber jogos. Já a 2a rodada é mais complicada, já que depende da adequação a tempo das praças esportivas previstas para a realização dos jogos.

DELEON

Ex-bicolor se apresenta para treinar na Tuna

Mais um candidato à camisa 2 da Tuna chegou ao Souza para fazer testes. O lateral-direito Hugo Deleon, ex-Paysandu, foi o quinto convidado pelo técnico Carlos Lucena após a ida de Marquinhos Belém para o Papão. Ele agradou o comandante logo no primeiro treino, ontem de manhã. Lucena, entretanto, quer observar o jogador em mais dois treinos antes de pedir sua contratação ao presidente cruzmaltino, Marcos Moraes.
“É um bom jogador, é veloz, mas antes de pedir qualquer contratação quero vê-lo treinar mais duas vezes pra ver como se comporta”, diz Lucena. Hoje , a partir das 20h, a diretoria da Tuna apresentará os novos uniformes da equipe em coquetel na sede social.

ANANINDEUA - Hoje de manhã, o Ananindeua vai pegar a estrada até Bragança para disputar partida amistosa com a seleção bragantina. A Tartaruga ainda negocia a realização de um amistoso contra o selecionado de Moju para o próximo domingo. Quem deverá estrear pelo Ananindeua nesta tarde é o atacante Nélio, emprestado a Tartaruga pelo Paysandu. O técnico Artur de Oliveira espera que sua equipe consiga reeditar a atuação do domingo passado, quando o Ananindeua massacrou o selecionado de Benfica por 9 a 0.

(Fonte: O Diário do Pará)
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