O Campeonato
Paraense 2010 vai entrar para a história de um dos mais bagunçados
dos últimos tempos. Depois de toda a confusão jurídica, estádios
sucateados e mexe-mexe na tabela, agora a situação chegou ao último
nível: o estádio Olímpico Edgard Proença, que já foi considerado um
dos melhores do Brasil, não está liberado para os jogos do Parazão.
Assim, o clássico entre Clube do Remo e Paysandu, até então marcado
para domingo (7), está adiado. Mas ainda resta uma esperança: hoje
pela manhã, o Ministério Público se reúne em caráter de urgência
com chefes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar para discutir
a situação e, quem sabe, confirmar o jogo para o domingo. Essa
reunião, segundo uma fonte, teria o dedo da governadora Ana Júlia
Carepa, preocupada com os rumos do acontecimento.
“Ai que saudade da aurora da minha vida...”. As letras
do poema “Meus Oito Anos”, de Casimiro de Abreu,
definem um pouco o sentimento de decepção do torcedor com tantos
atropelos. Os saudosistas lembram quando uma partida entre Remo e
Paysandu era cercada de cuidado. Hoje, somente às vésperas da
competição, é que se “descobre” que o Colosso do Bengui
não atende às normas estabelecidas pelo Estatuto do Torcedor.
A reunião de ontem no Ministério Público foi tensa. Os debates
entre os representantes dos órgãos de segurança pública (Polícia
Militar e Corpo de Bombeiros), Secretaria de Esporte e Lazer
(Seel), Federação Paraense de Futebol (FPF), Leão e Papão foram
acalorados. Entre tanta bagunça, uma chamou atenção. Segundo o
tenente-coronel dos Bombeiros, Daniel Rosa, desde 2008 o Mangueirão
deixou de cumprir as exigências propostas no Termo de Ajuste de
Conduta. “Enquanto não forem cumpridas as exigências, não
podemos dizer que um estádio esteja apto. Essa reunião serviu para
levar ao Ministério Público a real situação do Mangueirão, e a
medida foi de adiar a partida para daqui a 30 dias, quando será
feita uma nova vistoria”, explicou Rosa.
Esse é o prazo para a Seel realizar as obras de adequação do
Mangueirão. Acredita-se que antes mesmo da data sejam feitas novas
vistorias, deixando o clássico para o dia 7 de março. Para o
presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes, a mudança é lamentável.
“O estádio poderia ser liberado com restrições”. E
pensar que há pouco tempo queríamos sediar uma Copa do Mundo.
(Diário do Pará)
Parazão
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Numa sessão bastante tumultuada, a 3ª Comissão Disciplinar do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) puniu o São Raimundo com perda de um mando de jogo e multa de R$ 10 mil. De acordo com o presidente da comissão, auditor Álvaro Garcia Brito, a decisão unânime tem caráter imediato após a sentença, o que implica na mudança do local do jogo de domingo entre o Pantera e o Clube do Remo, o segundo e último da decisão do returno do Parazão. A ser mantida a decisão, é provável que a partida seja transferida para o Mangueirão, em Belém, também provavelmente com nova data a ser definida. Mas, o departamento jurídico do clube santareno e o departamento técnico da Federação Paraense de Futebol sustentam a partida em Santarém, na data marcada.
O São Raimundo foi julgado e punido no Artigo 213 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), 'Deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desportos', referentes aos incidentes ocorridos no jogo contra o Paysandu, dia 28 de março. Na ocasião a torcida santarena arremessou pedras, pilhas e bagaços de laranja para o campo. Na defesa, o advogado André Cavalcante apresentou um boletim de ocorrência da Seccional de Santarém mostrando o flagrante dos torcedores Raimundo Sidmar dos Santos Sousa e Edésio Neves Galvão Filho. O documento era do mesmo dia, com horário de 20h45. Mas, o auditor Isaac Fimma, considerou em seu voto que o horário do BO, 1h45 após o encerramento da partida, era tarde em relação ao fato.
O voto de Fimma foi, por sinal, um dos pontos de discórdia da noite. Depois dos pronunciamentos dos advogados de São Raimundo e Clube do Remo, que foi litisconsorte (pessoa que demanda juntamente com outrem no mesmo processo) e do testemunho de defesa de Antônio Carlos Flider, o relator sacou de um envelope um texto escrito que disse ter escrito previamente em casa e que era seu voto. Posteriormente, Fimma afirmou que escreveu o voto já nas dependências do tribunal, às 17 horas, 30 minutos antes do começo da sessão.
Cavalcante protestou contra a atitude. 'Esse tribunal é uma brincadeira e todos que estão aqui são testemunhas (...) São pseudo juízes que tomam essas decisões', disse. 'O que os advogados e as testemunhas vieram fazer aqui se o voto estava pronto? Foi um julgamento político', completou. Rubens Leão, advogado do Remo, comemorou a decisão do TJD. 'A justiça foi feita. Não haveria decisão mais certa que não a que foi tomada. Requeremos ao presidente da Comissão uma certidão para nos precavermos. A federação tem que cumprir de imediato o que foi decidido e isso vai acontecer. O Remo não jogará em Santarém nem que tenhamos que recorrer à Justiça Comum'.
A FPF não se pronunciou oficialmente. Mas, após o término da sessão, em conversa informal com parte da imprensa que estava no local, o diretor técnico da entidade, Paulo Romano, afirmou: 'O caráter de cumprimento de imediato da decisão é correto, mas só vale a partir do próximo jogo. A semifinal está mantida para Santarém'. Sandiclei Monte, diretor de futebol do Pantera, lembrou que os ingressos para a partida começaram a ser vendidos ontem e, segundo ele, continuarão durante todo o dia de hoje. 'Os ingressos continuam à venda e vamos recorrer dessa situação. O que posso dizer é que o povo santareno está revoltado com essa situação'.
As declarações de Romano se baseiam no regulamento do Campeonato Paraense. O Artigo 7º diz que 'Nos casos em que um clube for apenado com perda de mando de campo, caberá exclusivamente ao Departamento Técnico da FPF determinar o local onde a partida será realizada', sendo que parágrafo dois do mesmo artigo versa que 'O Departamento Técnico da FPF somente executará a pena de perda do mando de campo, na partida que venha a ocorrer depois de decorridos 05 (cinco) dias úteis da decisão da Justiça Desportiva que a impuser, tendo em vista os prazos necessários para as ações logísticas relacionadas com a mudança do local do jogo, inclusive da possível emissão e venda já realizada de ingressos, considerando os prazos estabelecidos pela Lei n° 10.671 (Estatuto do Torcedor).
Ou seja, com o não pronunciamento oficial da FPF após o julgamento de ontem, ficou para hoje a batida do martelo para se saber quando e onde será realizada a segunda partida decisiva do segundo turno do Parazão.
(Fonte: Jorna Amazônia-pa)
Polêmica: Clube do Remo insiste em jogar em Belém (Parazão) escrito em terça 14 abril 2009 13:18
Em parte, entendimentos e em outros, questionamentos. O Remo
continua ensaiando um protesto contra a medida da FPF (Federação
Paraense de Futebol), a respeito do segundo jogo das finais do
segundo turno do Campeonato Paraense, programado para ocorrer em
Santarém, no Estádio Jader Barbalho, domingo, dia 26. Quando for
comunicado oficialmente da questão, o departamento jurídico do Leão
promete contestar. “Até agora, o que temos são declarações,
inclusive contraditórias do diretor técnico. Assim que nos
avisarem, vamos tomar as medidas cabíveis”, disse Rubens
Leão, referindo- se ao pronunciamento de Paulo Romano,
braço-direito do presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes.
“Tomaremos as medidas judiciais para prevalecer o que diz a
ata. O regulamento é omisso quanto ao local dos jogos”,
argumentou Rubens Leão, apoiando-se num documento, assinado entre
todos os clubes participantes do Parazão 2009, que, de acordo com
informações, assegura que as partidas finais teriam como palco o
Estádio Mangueirão, em Belém. Questionado sobre a possibilidade de
o imbróglio paralisar o campeonato, o assessor da presidência do
clube alegou: “Entraremos com uma representação no tribunal
da FPF. Se não formos atendidos, nos reuniremos e decidiremos o
caminho a seguir”, afirmou, dando a entender que o fato pode
ter prosseguimento em outras esferas jurídicas. Pelo menos, com
relação ao primeiro jogo, ficou definido que será mesmo no
Mangueirão, domingo, às 16h, a despeito da declaração do treinador
Artur Oliveira, que queria jogar no Estádio Baenão, caso o São
Raimundo jogue nos seus domínios.
Segundo um acordo entre as duas diretorias, as duas partidas da
final terão trio de arbitragem Fifa. Sobre os ingressos, a direção
do Remo quer disponibilizar 39 mil para o jogo.
>>> Artur persegue outro tabu contra time
mocorongo
Passada a festa pela vitória no clássico Re-Pa, a
primeira do ano, após um empate e uma derrota, jogadores e a
comissão técnica azulina se reapresentam hoje e voltam as suas
atenções para a quebra de outro tabu. Dessa vez, a meta é a
primeira vitória frente ao São Raimundo em partidas válidas pela
temporada 2009. Até o momento, a Pantera é, de fato e de direito, o
algoz remista da competição. Os números comprovam a afirmação. Em
três partidas realizadas, a equipe de Válter Lima se mantém invicta
contra os remistas. São dois empates, sendo que um eliminou o Leão
do primeiro turno do Parazão, e uma vitória história de 5 a 1, em
pleno Estádio Evandro Almeida, o Baenão, na estreia do
estadual.
No entanto, argumentam os azulinos, a decisão do returno terá
capítulos diferentes. Até porque, somente o título da Taça Estado
do Pará, equivalente ao turno final, garante uma vaga ao Leão no
campeonato brasileiro da Série D. Por obra do destino, duelam pela
condição o Remo e o próprio São Raimundo. Será o tira-teima final.
Se o retrospecto não é tão favorável assim, serve de alento um
dado: os resultados negativos anteriores, acumulados frente aos
mocorongos, foram de responsabilidade da ex-comissão técnica do
clube, cujo comandante era Flávio Campos.
(Fonte: O Diário do Pará)







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